democracia

 

Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um.” ( Frases e Pensamentos de Fernando Sabino)

Amigos, simpatizantes, perdidos,inimigos,homens do espaço,mostros de lama etc…

 

                                          Exerçam aqui sua democracia!

O próximo “artigo” (post), deste blog fica por sua conta acesse a enquete clicando no link abaixo:

Diretas Já

 

Esse é o título da segunda coletânea de poesias do autor de “Ulisses” e “Finnegas Wake” publicada no Brasil em 2001. Para os “estudiosos” ,essa é uma obra (com o perdão do clichê) que arranca o autor de sua concha,
nas palavras do Tradutor Alípio Correia:

“uma obra em constraste com a muralha intransponível, de caráter impessoal, dos escritos em prosa.Uma verdadeira glorrificação do homem comum seus versos são o lugar onde é possível vislumbrar as inquetações do homem Joyce, o espaço através do qual sua dor e fragilidade continuaram a minar ao longo de sua vida…”

Segue uma pequena amostra pra vcs frequentadores assíduos do site cmo o Rafael Coelho o’clock e tbm p/ vcs que “comentem erros ao digitar a URL”

Nightpiece

Gaunt in gloom,the pale stars their torches,

enshrouded,wave

ghostfires from heavens

far verges faint illume,

arches on soaring arches,

night’s sindark nave

Seraphim,

the lost hosts awaken

to service till

in moonless gloom each lapses muted,dim,

raides when she has and shaken

her thurible.

and long and loud,

to night’s nave upsoaring,

a starknell tools

as the bleak incense surges,cloud on cloud,

voidward from the adoring

waste of souls

Noturno

Lúgubres na penumbra,estrelas pálidas o archote

amortalhado ondeiam

Dos confins do céu,fogos-fantasmas alumbram

arcos sobre arcos que se alteiam,

nave pecadobreu da noite

Serafins,

As hostes sem norte despertam

para o serviço, até que tombem

na penumbra sem lua,mudas,turvas, ao fim,

assim que ela erga e vibre inquieta

o seu turíbulo

e alto,longo,á turva,

sobrelavada nave,

a estrela-sino tange,enquanto, calmas,

as espirais do incenso ascendem,nuvem sobre nuvem,

rumo-ao-vazio, do venerável

resíduo de almas

————————————————————-

BAHNHOFSTRASSE

the eyes that mock me sign the way
whereto i pas at eve of day,

grey way whose violet signals are
the trysting and the twining star

ah star of evil!star of pain!
highheart youth comes not again

nor old heart’s wisdow yet to know
the signs that mock me as I go

BAHNHOFSTRASSE

Olhos que zombam mostram com sinais
a rua em que ando enquanto a tarde cai-

a rua é turva, e seus sinais,violáceos-
a estrela do encontrar-se e do apartar-se

estrela má!da pena!a idade moça,
do coração pleno de alento,foi-se,

e falta um velho e sábio para entender os
sinais, que me acompanham zombeteiros

nota do tradutor: BAHNOFSTRASSE é o nome de uma rua de Zuirique(SUI) onde um ano antes de escrever o poema JJ teve um “ataque” de glaucoma necessitando de uma intervenção cirúrgica nos olhos .

nota minha: O glaucoma,resumidamente,é uma doença que deriva do aumento da pressão sanguínea no globo ocular

Campbell's Soup Cans-Andy Warhol(1962)

Campbell's Soup Cans-Andy Warhol(1962)

No flerte outdoor,

a pluralidade de existência.

para mim assistência

ofegando em armadura,

os pontos:


————–cessuram,

——————— censuram,

——————————– se surram


e todo o redor?

é só postura

atura

pura desventura …..

as datas,nas latas, nas atas


almejam,

afinal, no tomo provinciano:

as cenas

—–HOLLYWOOD

————————–-HIENAS!

***********

direitos autorais reservados á Fabio R..(BN-2009)

capa do livro-poemas Maiakóvski( campos, H;campos,A. e Schnaiderman,B)

capa do livro-poemas Maiakóvski( campos, H;campos,A. e Schnaiderman,B)

“Primeiro é preciso transformar a vida, para cantá-la em seguida.”

V. Maiakovski


Já deveria mutilar aquele verso,
Que no berço, cerra o punho, irrequieto
O feto confesso do mau intelecto.
Meus sonhos de fortuna ao peito, transverso!
 
Oh!Pedante clamor da ascensão moral,
Mergulho todo mau verbo á etiqueta.
Direto a correnteza armo olhos de seta
Pra á curto prazo desonerar teu aval!
 
Dispo-me a zona de conforto tal qual
Maior pupilo do conservadorismo
Sucumbido a uma trama incidental.
 
Por estar em um momento tão disperso,
Dos prazos e das metas do consumismo:
Sou tentado a libertar todo universo!

WOOD & STOCK POR ANGELI

C’est le paresseux un veinard
Aussi comprèhensible,le hasard
Faut de entrailles n’a pas
***
trad.

Trabalhando(um chute francês)

è o preguiçoso um felizardo
tão compreensível, o acaso
falta de culhões não há

***
(Imagem WOOD & STOCK por Angeli
esq w; dir s)

UMA CIDADE

Com gula autofágica devoro a tarde
em que gestos antigos me modelaram
há muito,extinto o olhar por descaso da retina,
vejo-me no que sou:
arquitetura desolada –
restos de estômago e maxilar
com que devoro o tempo
e me devoro

(Francisco Alvim)

*
SALDO

a torneira seca
(mas pior: a falta de sede)
a luz apagada
(mas pior: o gosto do escuro)
a porta fechada
(mas pior: a chave por dentro)

(José Paulo Paes)

*
POEMEU GLORIOSO

de mim só uma coisa vai ficar:
o busto que eu mesmo fizer
na tumba que eu mesmo cavar

(Millôr Fernandes)
*

RECEITA DE UM HOMEM NOVO

com um pouco de Freud
envolto em celulóide
um tanto de Marxismo
embrulhado em jornalismo
bastante violência
algum inteligência
desprezo da verdade
e alma bem fria
se faz a humanidade
de robô da ideologia

(Millôr Fernandes)
*
A MARCHA DA UTOPIA

não era esta a idependência que eu sonhava
não era esta a república que eu sonhava
não era este o socialimo que eu sonhava
não era este o apocalipse que eu sonhava

(José Paulo Paes)
*
COM ANSIEDADE

os dias passam ao lado
o sol passa ao lado
de quem desceu as escadas
nas varandas tremula
o azul de um céu redondo,distante
quem tem janelas
que fique à espiar o mundo

(Francisco Alvim)
*

Retrato de Li Po

花間一壺酒。 A cup of wine, under the flowering trees;
獨酌無相親。 I drink alone, for no friend is near.
舉杯邀明月。 Raising my cup I beckon the bright moon,
對影成三人。 For her, with my shadow, will make three people.

月既不解飲。 The moon, alas, is no drinker of wine;
影徒隨我身。 Listless, my shadow creeps about at my side.
暫伴月將影。 Yet with the moon as friend and the shadow as slave
行樂須及春。 I must make merry before the Spring is spent.

我歌月徘徊。 To the songs I sing the moon flickers her beams;
我舞影零亂。 In the dance I weave my shadow tangles and breaks.
醒時同交歡。 While we were sober, three shared the fun;
醉後各分散。 Now we are drunk, each goes their way.
永結無情遊。 May we long share our eternal friendship,
相期邈雲漢。 And meet at last on the Cloudy River of the sky.

*

Bebo sozinho ao luar

Entre as flores há um jarro de vinho.
Sou o único a beber: não tenho aqui nenhum amigo.
Levanto a minha taça, oferecendo-a à lua:
com ela e a minha sombra, já somos três pessoas.
Mas a lua não bebe, e a minha sombra imita o que faço.
A sombra e a lua, companheiras casuais,
divertem-se comigo, na primavera.
Quando canto, a lua vacila.
Quando danço, a minha sombra se agita em redor.
Antes de embriagados, todos se divertem juntos.
Depois, cada um vai para a sua casa.
Mas eu fico ligado a esses companheiros insensíveis:
nossos encontros são na Via Láctea…

(Tradução-pt:Poemas Chineses: Li Po e Tu Fu. [Por: Cecília Meireles]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.)

(imagem:Portraits of Chinese Poets-China Page)

Poster Soviético em alusão ao festival do trabalho maio,1920(autor Dimitri Moor)

Poster Soviético em alusão ao festival do trabalho maio,1920(autor Dimitri Moor)

No alvo da metrópole as posses,
decolam para mim e não para o outro,
que molambo na rua vive do escambo .

Não há outro, cozinhando as favas
e nada retendo aos dias ainda “in útero”
na coluna das dissidências;
rebate um fulgor ressabiado!

Alveja a matilha o jargão publicitário,
que torna crime qualquer inquisição

No entanto, num futuro utópico, não será mais preciso ostentar em
emblemáticas camisetas,o tom do sangue :

Em punhos cerrados
não há falhas:
Pátria de canalhas!

In: Continuando a peregrinação pelo universo em estado de satori

posto a seguir mais alguns scifaiku

*

no balanço quântico
os esqueletos rastejam-
melodias de zen

(quantic balance
the bones sneaking
melodies of zen)-11/03/09

*

jardim das quimeras
despe-se para colher
luas tempestuosas

(garden of chimeras
undress itself to pick
tempestuous moons)-01/03/09
*

colcha de fractais
recobrindo todo o caos
um olhar felino

(blanket of fractals
covering all caos
a feline glance)-01/03/09

*
o sol soporífero
infusões de infortúnio
globular cluster

(under sleeping sun
unfortunate infusions
globular cluster)-04/03/09

*
jardim de sutras
transmite por ondas sônicas-
fissões nucleares

(garden of sutras
transduce for sonic waves
nuclear fissions)-11/03/09

Fanstatix-Book(Luis Royo 2007)

Fanstatix-Book(Luis Royo 2007)

CENDRIER

(cinzeiro)

Embaça a lente, flor de cássis
flutuando, no conta-giros
pernas de vedete!

TRAMA DA NOITE RUBRA

Num rosto maquiado
maças, mesmo ainda, não maduras-
atiçam pecados

FRENAGEM

Numa cortina de vime
enceram bruscamente-
peripécias tangentes

VIGÍLIA

em flor as luzes
pálido contentamento
carruagens pelo platô

VEILLE

(vigília fançais )

En fleur les feaux
pâlot joyeaux-
charriots dans le plateau

Á MESA

Seria pecado
ou um mau trato?
Servir-te amor aos bocados

EM TURBILHÃO

Escamas de serpente
deliriam mar adentro
num beijo, Eros!

CONCUBINA

Que não seja só tese
em você catacrese
a fortaleza em brasas

POLIGLOTA

Paixão sem chacota
multiplica a aposta
universalizando as línguas

HONEYBOOM

Tomara que caia
o véu de noiva
ao som da marselhesa

-Fabio R.(2008/2009)-

(Creative Commons & Registro Biblioteca Nacional)

Clique e decida o Assunto da próxima postagem

sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : Finalmente, consideremos quão ingênuo é dizer: “O homem deveria ser de tal ou de tal modo!” A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma – e um miserável serviçal de um moralista comenta: “Não! O homem deveria ser diferente.” Esse beato pedante até sabe como o homem deveria ser: ele pinta seu retrato na parede e diz: “Ecce homo!(eis o homem)”Mas mesmo quando o moralista dirige-se a apenas um indivíduo e diz “você deveria ser de tal e de tal modo!”, ainda não deixa de ser ridículo. O ser humano,visto pela frente ou por trás, é um pedaço de destino, uma lei a mais, uma necessidade a mais para tudo que há de vir e será. Dizer-lhe “muda-te” é exigir que tudo seja mudado, mesmo retroativamente. E realmente houve moralistas conseqüentes que desejavam tornar o homem diferente, isto é, virtuoso – desejavam-no reformado à sua própria imagem, como pedante: e, para tal fim, negavam o mundo! Nenhuma pequena loucura! Nenhum modesto tipo de modéstia! Nunca chegarei perto das idéias dele e de outros filósofos, nem de iniciar uma revolução, mas sou orgulhoso o bastante para procurar um resquício de inteligência , sopro divino ou do demônio mesmo em meu inconsciente.Talvez essas idéias sejam fruto da eletricidade dos átomos que me compõem, ou devaneios provocados pelo amoníaco ou alguma droga, talvez. Mas talvez também isso seja alguma coisa que faz sentido para alguém, alguém que esteja em um hospício tomando choques elétricos. FABIO RICARDO VIEIRA ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Poesia e Companhia *********************************** contato rápido:orkut-Fabio R.

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the wrong buddy

  • 4 8 15 16 23 42....2 days ago
  • The world around us hangs in doubt u face a crime that we'll hear about To pay the cost would never be the same ( e dá lhe deep purple)....2 days ago
  • Hughes mandando um som em homenagem á Tommy Bollin....2 days ago
  • Novamente Gleen Hughes-"Burn In Japan" fritando o PC....2 days ago
  • The Mummy want do a bacanal...the mummy is very sensual!....2 days ago
ATENÇÃO: Todas as poesias de minha autoria neste blog,são periodicamente compiladose registrados conforme as normas: da Lei N° 9.610,DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 e da biblioteca nacional(EDR) Que regulamentam os DireitosAutorais no Brasil Qualquer reprodução integral ou parcial do conteúdo aqui expresso necessita autorização prévia do autor Fabio R.Vieira Obrigado......

 

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