Crucifiquem-me a vontade,
sem demagogia,nepotismo ou qualquer outro tipo de finalidade enrustida, o Rafael Coelho tem uma produção textual das mais inusitadas e com uma p#tª qualidade.Sei que essa descrição que fiz é muito vaga, mas qualquer termo acadêmico que eu usasse só iria te instigar a pensar “em uma baita duma chatice”. Chega do “exercício da paciência”.Segue mais um execício de composição :
TROVAS DE MI E DE TI MENOR
Há de ser estupidez?
Amortecido em colapso,
Ócio tece, me relapso,
Quase no fim: perco a vez. (rf)
- De estupidez vive o homem
(Não tem remédio efetivo).
Talvez um só paliativo
Nas compras que se consomem. (rf/fv)
-Agem sem domínio os pés,
Galgo em desafio as sendas
Celestes. Busco oferendas,
Só pra louvar a tua tez. (fv)
-As solas andam por fé
Com meus joelhos moendo.
Não, não! Nem estou podendo:
Caminho de marcha-ré. (rf)
- Então dê sua vira-volta.
As sendas, que de celeste
Esquece, são uma peste
Que não enrasca, só solta. (rf)
- Jazem as sombras e, em volta,
Reviso a mágoa que investe
Sob um mote cafajeste:
Disfarça o medo em revolta. (fv)
- Adoça a ferida o pus,
Servido em micro porções,
Supera o vinho e as canções,
Rogadas ao diabo e a cruz. (fv)
- Rasga nas mãos de Jesus!
As feridas sem razões
Não passam de uns arranhões,
Servidas com um cuscuz. (rf)
- Mas para que o problema?
Se algo mora em seu peito,
A fim de gostar do jeito,
Então solte minha algema. (rf)
- Já se confrontam num dilema
Emissões de causa-efeito.
Eu sôo verbo amaro no leito:
Imaginário dum poema. (fv)
- Às lágrimas byronianas,
Rogo por um eu menor.
Sendo válido o penhor:
Ressurjo em taças cranianas! (fv)
- Chega a um fim, balzaquiana,
a reflexão e o bolor,
sem Byron, sem o condor.
No valor, nada de grana. (rf)
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Bom agora quem tem a função de jogar as pedras são vcs
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Rafael Coelho
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-O processo
como curiosidade seguem os links a respeito do desenvolvimento do texto
épico
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