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CONVENIÊNCIAS
Sempre disseminaste possuir algum valor
Até defrontar-te com um contingente de esfacelados rejeitados
Aplaudindo todos nossos fracassos
Planejas-te reagir com extremo fervor
Até compartilhar-te da gentileza dos incapacitados
Apontando todas nossas blasfêmias
Nunca converteste á facções ideológicas
Mesmo quando meras conveniências á olhos confabulados foram acolhidas
Metamorfoseando nossas indagações intrinsecamente prioritárias
Expressas-te em tua pele revelações patrióticas
Mesclando guarnições já vencidas
Modelas-te sua tragédia em nossas ultrapassadas virtudes
Entre Outras Alternativas
Desfalecem os fatos contra argumentos
Encenam a tragédia entre tormentos
Entre outras alternativas, o que transparece é um desfrute alucinógeno
Em que prevalece um carisma andrógeno
A distocia tramada entre sussurros e histerismo
Levando a epinastia exagerada entre prática e ostracismo
Entre outras alternativas, a civilidade anorexa em boas maneiras
Hachurada em perseguições rotineiras
Transcendem o poder,a espiritualidade e suas justificativas
A revés dos prazeres na margem de reflexões provocativas
Incertezas
Vivendo em negações perdi minha razão
Esperando por você calei meu coração
Atrás de sonhos tiranos fui abdicando de minhas certezas
Procurando por um sentido nas corredeiras da dúvida
Fui levado pela mágoa em má fé
Enganado pela face serena que dizia para eu acreditar
Que você ao meu lado iria estar
Hesitação
Não é hora de perder a paciência
Nem de dizer que desperdiço meu tempo ao ficar à espera de
uma chance ainda não correspondida.
Estando por enaltecer, durante todos os dias que agora se vão, algumas vozes em lamento.
Pensando como é triste aceitar toda a condenação que existe no teu amor
Mesmo porque meu encanto se transforma facilmente em miséria.
Pois nada nele vai além de um sonho vazio
Provocado por sensações de liberdade ilusórias.
Porque tantos pecados remoem arduamente a ternura que existe,
abandonando-nos em teu sepulcro.
Sem alternativas para gritar a realidade.
Pois tu fizeste com que o puro corrompi mento passasse a ser vaidades
Que vagam esquecidas em hesitação.
………..
Saboreando Mentiras
Aos caprichos do tempo deixei minha alma vagar
Saboreando mentiras passei a me arriscar
Reprimindo as emoções deixei a razão me enganar
Num lampejo de desarmonia um descuido alcançar
A minha covardia me custando todo seu afeto
Preferi ficar aprisionado em minha culpa
Num universo particular seguro, mas ,não intenso.
E toda a magia dos dias que se passaram.
Representam à misericórdia divina na sua imagem refletida.
No inferno então estaremos a nos refrescar.
………………..
Superstições
Esse tempo, esse lugar, se te lembrassem.
Todos os confrontos e as conquistas .
Se você pudesse ver o futuro?
Se vc conseguisse estar um passo além?
Daquelas meras superstições
Tudo seria o bastante para saciar-te?
Serviria para fazer-te dizer.
Que esse tempo, esse lugar.
Nos pertence!
*****
Karma vulgar
Estou cansado de procurar em cada vagabunda
Algo que me lembre vc, estou tentando sair dessa.
E vc sabe, que foi vc q quis assim.
Saio todas as noites, caindo na lábia de sombras solitárias.
As luzes acessas, mulheres dispostas a um encontro.
Mas todas parecem ter saído da mesma fábrica
Deixando-me enojados com suas estórias
Continuando com teu vulto em minha cabeça
Até encontrar alguém que não deseje somente meu dinheiro
Eu já estou me achando tão estúpido, por ainda não ter te falado.
Que vc nem era tão especial assim.
Que vc deveria ir para longe, com todos estes demônios.
Que me fecharam as portas da perversão
Agora entendo que garotas como vc são apenas imitações vulgares.
Vestígios de pudicas depravadas.
Então pegue tuas coisas, e vá se vender barato ao próximo idiota.
Pois não vai conseguir levar de mim a lucidez.
DEVORADOR DE VAIDADES
Sinceras são as cores do mar em tentação,
Serenas são as horas de reflexão,
Será que somos vitimas da mecânica do tempo, ou é só uma alucinação?
Fazendo me esquecer àquilo que poderia ser,
Cobrando as glórias que não pude merecer,
Deixando me preso neste concreto vazio!
Sentindo teu desprezo tão frio,
Encoberto pela fumaça, atordoado entre tuas palavras,
As quais fizeram prometer o fim dos meus erros,
A cada novo passo rumo ao suicídio!
Corrompendo todas as vagas memórias rumo ao onisciente,
Arrastando as correntes da moralidade,
Devorando todas as vaidades!
*

DESENCONTROS
Ao procurar por respostas um dia encontrei
No alto daquelas montanhas o inverno eterno!
Um velho sábio que me condenou
A vagar sob perdição!
Onde não existe sentimento fraterno
Num tempo que a misericórdia enterrou
Á rasgar em dor o corpo acostumado
Por lutar em desonra estou ameaçado!
Neste mundo onde o paradoxo fez seu reinado
De civilizações tão decadentes
Neste toque do teu corpo tão quente!
Fazendo me seguir à frente
Deste exército de escavadores de mentes!
Vejo o desencanto escorrer em minhas mãos
Armas expostas a indicar a direção!
Guerreiros dispostos a conquistar!
Toda a glória refletida em teu rosto,
Habituado á ser indiferente à tentação.
Querendo romper com violência o silêncio!
Que exala tua devoção,
Seu mórbido sorriso inocentar!
Um sádico sentimento demonstrar
Neste mundo de crianças mutiladas!
Com quem a morte brinca na gangorra
Este martírio trazendo exaustão, e me prendendo na masmorra!
Somente quando desvendar estas idéias retalhadas
Que voltarei á merecer o teu perdão
Quando ao voar pelo vale da lamúria em um dragão!
Terei o poder para acreditar em libertação
Levantarei minha alma contra a tirania!
Invocando meus irmãos para revigorarem em testemunho!
Em sua memória vai se erguer então o templo
Que terá a supremacia do tempo!
*
SEM PRESSA
Sem presa de chegar á algum lugar,
Sem vontade de te alcançar,
Escutando passos em um beco escuro
Renegando a existência de um futuro
Estou pronto para esquecer!
Toda a má influência que tenho a exercer
Mas, se afinal tão fantasiosa é a boa influência;
Que faz te renegar tua essência!
Estando á roubar-lhe toda atitude;
Revide tomando para si do mundo a paciência!
*
LÁ FORA
Acordando de um pesadelo
O som de pessoas histéricas maltrata meus sentidos
Esquinas empoeiradas.
Pensamentos encarcerados.
Fazem da sociedade uma caricatura de decadência acelerada.
Isso sempre volta a acontecer
A individualidade torna se um suicídio onipresente
Lá fora as idéias são marcas de um mercantilismo famigerado
Mascaram o terror canibalizado
E o tempo ainda está correndo
Para no final padecer apático

NUMA BOA
Saltando do ventre de Shiva
Sangrando em lágrimas reprimidas
Luzes a piscar na noite
Vindo de um conceito longínquo
Temendo acreditar sob o véu da euforia
Naquele momento em que a vi
Pensando ser o efeito daquele encontro
Ou o meu ácido que ainda não havia passado
Carregava o mundo em suas costas
Falava de sua utopia aplicada
Querendo me levar com ela
Para um lugar idealizado
Comandado pela máquina
Onde as notas altas representavam à chave
Ela me deixou entre os delírios e a lógica
Ficando inanimado na fé
Mas mesmo assim
Enquanto eu estiver com ela
Vou ficar numa boa
Estando lúcido
Ou apenas alterado
*
Enganos
Nas entrelinhas estão a se esconder às palavras
Enquanto belas intenções pacificam as mágoas
Deflagrando no contra-senso a percepção ordenada
Diverge em enganos a sua lógica descontrolada
As orações propagam a incredulidade
Num trocadilho estreito fixando a dualidade
Enquanto tenta apoderar-se de todo o conhecimento
Despedassa-se em arrependimento
Uma idéia insistente a instigar contradições
Enquanto me afasto de algumas presunções
Em um fluxo multifacetado convergem todos os vícios
Descarta toda a humanidade entre seus ofícios
*
Ambição
Mas pra que repetir a mentira que nunca foi contada um dia.
Num sorriso mesclado a inquietude degradada em teu refúgio
Atrás de fatos estigmatizados numa poça de sangue que transforma aquela noite tranqüila num maldito e perturbador suicídio de uma coletividade apática tentando se esquivar da sombra de sua pragmática
Falsidade não remediada por seus atos reportando novamente aquele teu problema com autoridade
E uma figura pitoresca aponta uma direção carismática
Então estaremos aqui para sentir a vida que escorre no teu rosto
E nada que importa é realmente agradável.
A mais imperceptiva tentativa de se equivocar e que provem assas a teu pensar
E todos que parecem saber o que querem nunca se sentiram acuados, nem ao menos em um minuto, tão preocupados
Com suas ambições e esqueceram de se descobrir
Lamentando toda a insignificância de tuas vidas
Agradecendo a nosso senhor por tuas misérias
E destacando em suas lápides entoará o seguinte discurso:
“lamento que a minha vida em um trago se foi, pois não contemplei a luz dos meus dias
E agora são os vermes que me acompanham
aqueles que se satisfazem com toda a glória que almejei”
APARENTEMENTE
Longe da mais sádica dúvida,
Dependo da soberba devastação,
Ao convocar temerosa ilusão!
Provocando sua inocência,
A tomar consciência!
Com toda a malícia
Deixada translúcida em teu rosto!
A enovelar-se em martírio
Devolvendo tua atenção a mim!
*
ERAS PASSADAS
O que temos a temer se a era das trevas se foi!
Os maiores impérios depois!
A causa mortis aceitou!
Um milagre blasfemo apunhalou!
Não sendo mais que algo estático.
Um grão de areia querendo destacar-se como uma estrela!
Tentando parecer indiferente àqueles pobres pecadores.
Falando da liberdade a voar com os caprichos do vento.
Pensamentos sinuosos, mercenários virtuosos!
Atormentando o arcanjo maledicente!
Para cessar tua voz e deixando-me com fagulhas de inspiração
Fazendo que tu sejas a musa de minha ascensão!
*
PECADO SAGRADO
Você sabe, às vezes é tão triste lutar em campos flamejantes.
Escutando choro de crianças, homens gritando desorientados!
A chuva de sangue congelando seu coração!
E nem todas as chances de vencer esta vil batalha.
Onde as mulheres perdem seus maridos miseravelmente!
Justificam as flores de desesperança que crescem agora nesta terra.
Onde a morte está à espreita de almas desgarradas, todas humilhadas em teu credo.
Numa paisagem onde nasceu o rei soberano, que ao sacrificar-se pela humanidade.
Lacrou as portas do Éden derrubando os muros do purgatório!
*
ACIMA DE TUDO
Sempre é uma perda de tempo!
Sempre se vai ao vento!
Um tanto quanto incerto
Um tolo argumento desperto.
Então, ao entoar um canto magoado.
Então, um pouco desacreditado.
Mostro-nos que já estamos tão cansados!
Que fracassaremos ao tentar não ser crucificados
Mas acima de tudo, não deixaremos que tudo se vá!
Não erraremos sem sonhar em chegar lá!
Esqueçamos os gritos de lamúria
Entreguemos nossos corpos à luxúria!
Porque sem devoção não se conhece a dor
Porque sem compaixão nunca deixaremos para trás o rancor!
Deixando agora a imaginação a nos guiar
Naufragaremos agora em teu olhar!
Contemplando a alvorada que nos abre caminho
Sob as rosas da destruição que nos estão perseguindo!
Tecendo a mortalha do destino devagar
Descendo a mansão dos mortos para a tentação desprezar
Pra ver o bendito fruto concebido sem pecado,
Crendo no novo tempo proclamado!
Semeando a má fé no coração de todos que tiverem coragem
Advento que fará todas as pestes se curarem!
Pra neste momento dizer a todos para reconhecerem!
Que asas do saber deixaram os tolos prevalecerem
Levando deuses profanos ao sagrado altar
Mas, se acima de tudo, se tu no fim me deixar!
O amor de guardiões de pedra tu irás reclamar,
Mas, se acima de tudo, se ainda quiseres acreditar em mim;
A vida toda em paixão irá reinar!
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