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Lógica de botequim
Não cultuo sua forma
Nem outorgo sua métrica
Deprecio construções dialéticas
Regrido conotações e normas
E esta sua poesia culta, mas frígida
E tua discrepância exacerbada, mas lúdica
Engrandeço-me a divagar em folhetim
Esta desincomodada lógica de botequim
Trasfego sua consignada intenção
Ressabiada anarquia em dissociação
Sarcasmo
Inalo seu descaso em ótica ofertária
Enterro seu afago parodiando encabuladas estórias
Modelo insubordinação declamando contratempos
No intuito de rebuscar-te finjo meu contento
Convalesço transitoriamente sarcasmo
Divago avidamente entusiasmo
Corrompo momentaneamente indulgência
Aludo orgulhosamente displicência
Impossibilitado de mudar agora a ti confesso
Nauseado pela discordância agora me expresso
Controlado pela inexistência
Abandonado pela incompetência
Plagiado pela má sorte
Acompanhado pela embriaguez mais forte
Contrariado e fora de compasso
Intolerado até pelos cometidos fracassos
Tento convencer-me de que ainda respiro
Alimento tolices e ainda as sugiro
Disfarço a inanição que compactuo na falta de bom senso
Ode a prospecção,as estranhezas e ao que resume o contra-senso.
Tomaste-me em teus desleixos amargas soturnas
Deixaste em minha boca sabor exímio
Roubaste minha palpitação pálidas vozes
Reconfortado pelas corrupções noturnas
Demasiado pelo entorpecente sanguíneo
Condecorrentes mazelas sigmóides
Tramaram pelo infortúnio concepções projetivas
Deflagrando insultos encorajadores
Ressarciram a soberba e seus autores
Defronte à entrega a satisfações lascivas
Compadece a pragmática das suposições
Redefinindo carícias e contravenções





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