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Distante de seu afago
Enceno sentimentos forjando poesia
Arbitrariamente tento te comover
Da isenção em minha prece de intentos amargos
Já que diante do calvário tua efígie concedeu-me sabedoria
Para que das farpas mais devastadoras pudesse-me esguarnecer
Ardilosamente escorço uma trova
Divagando displicentemente sobre seus sortilégios
No entanto não sou tão afortunado á ponto de criar uma prova
Que exerça sobre ti certo deslumbramento
Ao ponto de alforriar-me de todos os privilégios
Que instauram em mim uma inocente compulsão
Transformando suas virtudes em meu vício!
Transeunde
Já não me parece tão ridícula a coerência que do teu corpo difunde
Saboreando as quadras da cidade esguarneci na mediocridade
Onde os meus lapsos de crença em insensatez se conservam
Aconchegada em hostilidade a veracidade transeunde
Não me pareces mais um engodo eclesiástico tua divindade
Sugeres então que em teu prospecto à remissão daqueles que te entregam
O reflexo do fulgor inquisitório dos bares em tua retina
Fazendo me parecer exótico em tua dislexia
Usurpando da adoração caluniosa do altíssimo
Entorpecido na sarjeta a regurgitar soberbamente materialismo




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