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Frente a Veia alcoólica do cinismo
Cortejo o prazer que a estupidez me provoca
Enquanto nos lares as contas matam de fome a libido
As mazelas da moralidade em minha alma se proliferam
Sou trapaceado pela boêmia numa tarde estéril de domingo
Jogando moedas nos semáforos enquanto os ratos arranham minhas narinas
O cigarro me torna refém da insônia
Os pulsos sangram só pela diversão, as rimas já não me satisfazem
A ironia se faz de pessoas felizes
Afagando meu senso alto destrutivo
Enquanto elas morrem engasgadas pelo próprio ego!
—-
Fabio vieira
Enquanto todos os corpos se arrastam
Num tumulto sensato se afastam
Margeando no passado nos ouvem
Por detrás das paredes se escondem
E confrontando-se a esmo progridem
Declarando-se presentes agridem
No entanto, todos precisam superar suas intenções.
Para se atirarem livremente na caixa de soluções
Mas desvendando aos poucos meus planos
Exponho intencionalmente meus enganos
Talvez ao tempo que me prega peças
Talvez ao paradoxo, que ordinárias suposições, manifesta.



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