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Frente a Veia alcoólica do cinismo

Cortejo o prazer que a estupidez me provoca

Enquanto nos lares as contas matam de fome a libido

As mazelas da moralidade em minha alma se proliferam

 

Sou trapaceado pela boêmia numa tarde estéril de domingo

Jogando moedas nos semáforos enquanto os ratos arranham minhas narinas

O cigarro me torna refém da insônia

Os pulsos sangram só pela diversão, as rimas já não me satisfazem

 

A ironia se faz de pessoas felizes

Afagando meu senso alto destrutivo

Enquanto elas morrem engasgadas pelo próprio ego!

—-

Fabio vieira

 

 

Enquanto todos os corpos se  arrastam
Num tumulto sensato se afastam
Margeando no passado nos ouvem
Por detrás das paredes se escondem
E confrontando-se a esmo progridem
Declarando-se presentes agridem

No entanto, todos precisam superar suas intenções.
Para se atirarem livremente na caixa de soluções
Mas desvendando aos poucos meus planos
Exponho intencionalmente meus enganos
Talvez ao tempo que me prega peças
Talvez ao paradoxo, que ordinárias suposições, manifesta.

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sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : Finalmente, consideremos quão ingênuo é dizer: “O homem deveria ser de tal ou de tal modo!” A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma – e um miserável serviçal de um moralista comenta: “Não! O homem deveria ser diferente.” Esse beato pedante até sabe como o homem deveria ser: ele pinta seu retrato na parede e diz: “Ecce homo!(eis o homem)”Mas mesmo quando o moralista dirige-se a apenas um indivíduo e diz “você deveria ser de tal e de tal modo!”, ainda não deixa de ser ridículo. O ser humano,visto pela frente ou por trás, é um pedaço de destino, uma lei a mais, uma necessidade a mais para tudo que há de vir e será. Dizer-lhe “muda-te” é exigir que tudo seja mudado, mesmo retroativamente. E realmente houve moralistas conseqüentes que desejavam tornar o homem diferente, isto é, virtuoso – desejavam-no reformado à sua própria imagem, como pedante: e, para tal fim, negavam o mundo! Nenhuma pequena loucura! Nenhum modesto tipo de modéstia! Nunca chegarei perto das idéias dele e de outros filósofos, nem de iniciar uma revolução, mas sou orgulhoso o bastante para procurar um resquício de inteligência , sopro divino ou do demônio mesmo em meu inconsciente.Talvez essas idéias sejam fruto da eletricidade dos átomos que me compõem, ou devaneios provocados pelo amoníaco ou alguma droga, talvez. Mas talvez também isso seja alguma coisa que faz sentido para alguém, alguém que esteja em um hospício tomando choques elétricos. FABIO RICARDO VIEIRA ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Poesia e Companhia *********************************** contato rápido:orkut-Fabio R.

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ATENÇÃO: Todas as poesias de minha autoria neste blog,são periodicamente compiladose registrados conforme as normas: da Lei N° 9.610,DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 e da biblioteca nacional(EDR) Que regulamentam os DireitosAutorais no Brasil Qualquer reprodução integral ou parcial do conteúdo aqui expresso necessita autorização prévia do autor Fabio R.Vieira Obrigado......

 

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