Impulsos ordinários comigo simpatizam,
A matar o tempo enquanto outros se esfolam!
Resgatando as pendências que arremessei ao fosso
Depois de queimar todo estoque de ponderação!
Ah! Como é libertador assumir-se estorvo!
Ah! O que não se faz o mundo compensa!
Ah!Tem sempre um lombo disposto a subir mais carga!
Pois à contragosto foi me levada a infância,
Pois à contragosto foi me estampilhada a cangalha,
E no momento sigo em estado de descontaminação!
Do ataque do mostro que desmembrou o armário,
Do estalo do arreio que me envergou as ancas,
E oque me sobe a cabeça então é um desvairo!
Pausa…
Mais um trago antes que a euforia acabe!
Antes que liquidifiquem o chão da maloca
E que me levem os ossos para equacionar
A entalpia energética duma porção animal qualquer!