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( Paulo Renato C. Rico )
Mentiras caminham ao lado de quem amamos,
Mentiras equilibrando a vida de qualquer um,
Mentiras usurpando toda a nossa verdade,
Mentiras encontrando-se sobre a juventude impiedosa.
Nos encontramos sobre a idade adulta e o sexo,
Nos encontramos sobre noites mal iluminadas,
Nos encontramos com homens e mulheres fazendo partido,
Nos encontramos com o herói e o cafetão.
Eu tive um momento consciente e me vi roubado por alguém,
Eu tive de entender todos esses indícios,
Eu tive entre a multidão e o resto da humanidade,
Mas eu nunca tive sorte o suficiente.
E encontramos mentiras nos mais inocentes desejos,
E encontramos mentiras sobre o suave pousar dos pássaros,
Eu poderia ser mais alto do que qualquer partido,
Eu poderia ser algo como a verdade entre o abismo da ignorância.
Mentiras caminham ao lado da grande morte,
Mentiras gemendo sobre a cama,
Mentiras repulsando como um deus da razão,
Mentiras sendo ditas em nosso nome, maldito seja!
Nos encontramos bem ao lado do perigo,
Nos encontramos para nos drogar uma ou duas vezes,
Nos encontramos no fim de cada rua e sem rumo,
Nos encontramos entre a maioria das coisas.
Eu tive um momento consciente e me vi roubado por alguém,
Eu tive de entender todos esses indícios,
Eu tive entre a multidão e o resto da humanidade,
Mas eu nunca tive sorte o suficiente.
© 2008 Todos os direitos reservados.

Prologo
Aos potentores do credo destino epístola!
Dum agnóstico trazendo as notas d’lém crença!
I
Já aportaram as naus e não me tragaram a gargântua
Nem brumas ou demônios ceifaram a tripulação
Por isso decifrei calúnias e desvencilhei amarras
Ao desposar a ciência, abdicando da promessa
Feita por fortuna á senil mística!
Sim, eclesiásticos!Anunciem que viuvou!
Seu decrépito abraço as hierarquias do Panteão!
E que também expirou a validade do seu Messias
Por isso aconselhem-á eutanásia!
Pois, nestas matas conforta-me o colo duma prenda lógica.
As ventanas e os tapumes não censuram a face púbere
Das metodologias, formulações e evidências!
Com isso esculpo-me incrédulo, ateu, herege ou fatalista!
Como convenha assim nomear-me, de imediato a tua vontade!
Enquanto condecoro á meu general o empirismo!
O imediatismo que os sentidos devoram!
http://http://www.youtube.com/watch?v=6xhYk9PEmXA
Coelho Branco
One pill makes you larger
And one pill makes you small
And the ones that mother gives you
Don’t do anything at all
Go ask Alice
When she’s ten feet tall
And if you go chasing rabbits
And you know you’re going to fall
Tell ‘em a hookah smoking caterpillar
Has given you the call
Recall Alice
When she was just small
When men on the chessboard
Get up and tell you where to go
And you’ve just had some kind of mushroom
And your mind is moving slow
Go ask Alice
I think she’ll know
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen’s “off with her head!”
Remember what the dormouse said;
“FEED YOUR HEAD
_______________
FEED your head”
.O Blind Faith foi uma das bandas de menor duração e de mais rápida ascensão da história do Rock And Roll. Os integrantes da banda são músicos altamente capacitados e de grande renome no “Main Stream” da terra do Big Ben, são eles:
Eric Clapton(guitarra), Ginger Baker(bateria) ex-companheiros de Cream, Steve Winwood(vocal principal, teclado) que aos 15 anos explodiu como novo gênio da musica inglesa no Spencer Davis Group, e logo passou á liderar o Traffic, e finalmente por Rich Grech(baixo) que só foi integrado á banda no ano seguinte, logo após abandonar a banda Family banda de razoável sucesso na ilha da rainha, no meio da turnê americana.
A histórica apresentação no Hide Park em 1969 pode ser conferida em DVD, e além das faixas que compõem o disco “Blind Faith” é possível conferir a banda tocando “Under My Thumb”(dos Stoneshttp://www.youtube.com/watch?v=9KgjjNmHBdE) e “Sleeping in the Ground” um blues de Sam Myers extremamente bem executado pela banda.
O público e a imprensa aprovaram a banda, mas comparações com os trabalhos anteriores dos músicos foram inevitáveis, o jornal The Herald anunciou a banda como sendo o “Super Cream. Antes de falar sobre a turnê vamos ao “release” álbum Blind
Faith(capa abaixo):
Essa comparação Blind Faith X Cream é um pouco equivocada, pois o BF faz uma linha de som mais limpo e melódico, as músicas do Cream, até mesmo as “baladas” possuem uma cotação mais agressiva, distorcida, desesperada sustentada pela improvisação dos músicos.
Spencer Davis Group
http://www.youtube.com/watch?v=NnywnNFdAv0
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A partir de então foi criado a melhor banda de trio em todos os tempos.
ERIC CLAPTON
JACK BRUCE & GINGER BAKER
No começo dos anos 60,Ginger Baker passou a tocar na banda de Alexis Kroener onde permaneceu até 1962 quando ao lado de Graham Bond(saxofonista) e de Jack Bruce,que fudaram ainda no mesmo ano o Graham Bond Organization.Para completar a formação da banda foram convidados o guitarrista Jhon McLougin e outro saxofonista Dick Heckstall-Smith.Com está formação a banda lançou dois vinis “The sound of ’65 e Theres’s a Bond between Us.
Após as discussões pouco amigáveis com Ginger Baker,Jack Bruce optou por deixar a banda,por volta de outubro de 65, e a trajetória dos dois se separam aqui até a formação do Cream.Jack então migra para os Bluesbreakers,que nesta época já contava com EC, e mais tarde para o Manfred Man.
Ginger Baker continuou na banda de Graham Bond até meados de 1966 quando integrou a banda de Jhon Mayall,pra sorte de Mayall após a saída de JB da banda.
Entre uma jam dos Breakers e outra Ginger Baker chegou até Eric Clapton e disse: “Hey buddy,how about we do our own band?” e a resposta provavelmente foi: “ I will think about it.”
Segundo os biografos , os ensaios do que viria a se tronar o Cream começaram por volta de abril de 1966.Em junho do mesmo ano a Melody Maker(revista conceituada de música) anunciou na capa o nascimento do Cream,após várias matérias anteriores que já haviam declarado a junção dos músicos da banda nos meses anteriores.
Na época das primeiras composições o Cream contava com a colaboração ativa de um antigo amigo de Ginger Baker,Pete Brown.Que logo por afinidade passou a trabalhar a fundo com Jack Bruce na composição das letras do grupo.Foram os dois que compuseram “Wrapping Paper”, “ I feel free”,para o primeiro álbum e algumas canções para os álbuns seguintes como a fabulosa “Sunshine of your love”,tocada com maestria por Jimi Hendrix em uma das suas primeiras apresentações em Londres.
Bem,após o “fracasso” inicial do lançamento do primeiro EP single,a banda começou a trilhar os caminhos do suceso com o lançamento de “Sweet Wine” na rádio BBC.
“I feel free”-http://br.youtube.com/watch?v=Qb_Uu0eTNWkcomposta em parceira por Bruce/Brown,começa com um coro,logo com as batidas da bateria e a guitarra, a letra inicia-se com os versos “ Sinto quando danço com você e nós nos movemos como o mar que você sabe que pareço livre”,a bateria marca o ritmo suavemente porém com algumas ótimas viradas de Ginger Baker,Clapton exibe seu virtuosismo na guitarra.
“Dreaming”-uma faixa definitivamente pop sem muito destaque.
E no 39º nos EUA, sem a banda nunca ter feito propaganda lá.
A banda estreou nos EUA em um evento anunciado como “Music in fifth Dimension” que contou com a participação do Who e do Lovin’ Spoonfuls.a organização do evento no entanto deixou a desejar e por não conseguir aprontar o equipamento do Cream a tempo a banda teve que pedir uma mãozinha ao The Who que cedeu o seu equipamento.
Disraelli Gears de 1967,é um álbum mais que fantástico, é um álbum clássico do mesmo peso que “Eletric Ladyland”,”Sgt.Peppers” entre outros,a começar pela capa,desenvolvida pelo artista plástico Martin Sharp,apresentando a Clapton por uma modelo holandesa chamada Astrid.A capa segundo Sharp foi montada em cima de várias colagens.Sharp traria outra contribuição para o disco,a letra da música “Tales os Brave Ulysses”,escrita em um guardanapo em uma restaurante de Londres.A letra segundo Sharp foi influenciada por uma viajem recente dele ao Mediterrâneo e pela descrição do local pelo guia de turismo ,como sendo ali o lugar onde o herói de Homero foi tentando pelas sereias.(Doc.History Channel,2007).
Voltando aos estúdios da gravadora foram apresentados a banda, pelos executivos da mesma, o produtor musical Felix Pappalardi,nessa sessão foi gravada a faixa “Lawdy Mamma” que Pappalardi viria a modificar para “Strange Brew”.O modo de trabalho do produtor veio a gerar certos conflitos no começo pois pela primeira vez a banda tinha alguém interferindo no seu trabalho,o interesse da gravadora em transformar Eric no único astro da banda também gerou sérios conflitos nos trabalhos iniciais.De fato Jack Bruce comentou que “se sentia literalmente desprezado” e apesar de ter boas idéias fervilhando em sua cabeça era impedido de coloca-las no disco. Vamos as faixas:
“We’re going wrong”-http://br.youtube.com/watch?v=ngIxuGOVGeQletra de Jack Bruce,é uma faixa que retoma o estilo das faixas “World of Pain” e “Dance The Night Away”,porém mais brilhante que as anteriores.
“Take it Back”- uma resposta direta de Jack Bruce aos empresários da gravadora,faixa de blues com direito a gaita.
Em termos de vendagem o álbum alcançou o 4º na Bilboard.
Em 1968, novamente sobre a direção de Félix Pappalardi o Cream entrou em estúdio para gravar o projeto mais ambicioso da banda o álbum duplo “Wheels of Fire”.A produção deste álbum custou muito aos cofres da gravadora devido aos músicos contratados para dar suporte a banda e pelas inovações nas gravações introduzidas por Pappalardi,como a mesa de 16 canais. A capa do disco é composta por uma fundo cinza e alguns desenhos bagunçado em preto.
Sobre este disco Thomas Erverline,um fã da banda que escreveu o release do grupo para o site ALLMUSIC nos diz: “ Disraelli Gears foi o álbum onde o Cream se tornou o que ele é,seu sucessor Wheels of Fire,mostra o trio expressando seu máximo,capturando cada pedaço de sua personalidade multi-facetada e condensando em um albúm duplo denso,maravilhoso e único”
“White Room”-a música é extremamente complexa e melódica recheada com elementos de música clássica.A letra simplesmente ótima.Os acorde de guitarra são uns dos mais marcantes que escutei até hoje,e a bateria impecável. http://br.youtube.com/watch?v=9V77lE6u0a4
Em algumas versões importadas do disco ainda é possível encontrar como bônus a faixa “Anyone for Tennis”-composta por Martin Sharp,esta música é melódica,com uma atmosfera leve e agradável. http://br.youtube.com/watch?v=MB2f6-U72Zk
Este complemento de “Wheels of Fire” é totalmente dedicado ao blues,aqui o Cream realmente quebra tudo, e se você ainda não se convenceu a compar os discos do Cream depois disto pode se internar ou ir desfilar em algum bailão sertanejo.
“Spoonful”-os três minutos da música original,regravada em “Fresh Cream(1966)”,tornam-se 16 minutos de muito improvisso, e cada minuto e cada minuto e melhor que o outro.Está é uma daquelas gravações que valem os R$70-90em geral,cobrados pelo disco.
Em termos de paradas o disco alcançou por algumas semanas o primeiro lugar da Bilbord.Em resumo,“Disraelli Gears” é um clássico mas “Wheels of Fire” é uma prova de que a genialidade existe.
Os shows das turnês pela Europa e pelos EUA estiveram todos com os ingressos egostados,o Jimi Hendrix Experience em 1968 tocava “Sunshine of your Love” em seus shows.
Ainda em 1968,as músicas novas tocadas nos shows foram o embrião para o álbum de despedida lançado em 1969 intitulado oportunamente de “Goodbye ”.
Este é um álbum relativamente mais fraco que os anteriores mas trás uma parceria interessante na música “Badge” composta por Eric Clapton e pelo seu bom amigo George Harrison,creditado nessa faixa com L’Angelo Misterioso,para evitar problemas com a gravadora( de fato Harrison era tão gente fina que nos anos 70 ajudou Eric a finalmente casar com sua Paty Boyd sua ex-esposa,a responsável por horas de depressão,ingestão de álcool e drogas por parte de Eric Clapton na época em que a era mulher de Harrison e não queria nada com Clapton,a mesma pelo qual reza a lenda EC compôs “Layla”).
Sobre este álbum o release do all music nos fala:
“Em um condensado LP contendo 6 faixas,a banda tentou repetir a estrutura do disco anterior apresentado gravações de estúdio e ao vivo.Enquanto a parte ao vivo contém a inacreditável “Crosswords”,numa versão superior a de “Wheels of fire”,pois capta toda a banda em um momento de vigor mais intenso,da mesma forma a banda vai fundo em ”Politician” e em “Sitting on the Top of the World”,mas na faixa “I’m So Glad” pode se facilmente perceber quão longe eles foram no improviso.A parte de estúdio começa com a majestosa “Badge” um dos melhores trabalhos de George Harrison,seguida pela excêntrica e imaginativa “Doing That Scrapyard Thing” e pelo trabalho intensamente dramático de Ginger Baker em “What a Bringdown” lndiscutivelmente sua melhor contribuição para o grupo.Resumindo este é uma trabalho de momento sem a coesão dos outros discos”
A discografia do Cream ainda conta com 4 albúns ao vivo,dois lançados nos ano 70 “Live Cream a 1 e 2 ”,”Live 68″ que são uma boa compilação dos 3 primeiros álbuns e “Royal Albert Hall(2005) que marcou uma reunião recente da banda.
O fim do Cream rendeu várias homenagens á banda as mais celebres:
-A inclusão da Banda no Rock and Roll Hall of Fame, em 1993,,realizada com uma reunião da banda para tocar no Central Plaza Hotel em Los Angeles,onde a banda tocou “Sunshine of your Love”,”Born Under a Bad Sign” e “Crosroads”.
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créditos Fabio R.Vieira-2008
Armo minha presunção e logo me telegrafa
seus alentos um ancião combatente:
Como me chateiam as tentativas de pacificação
As canções melosas pedindo pra unirmos as mãos
Emanar de forma calorosa a positividade
Para que todo direito seja humano
Sendo essa débil conotação
Vis murmúrios demiúrgicos.
A trazer ao esôfago a bile,
E a tocar com vigor as úlceras!
Pois é natural a inferioridade do inimigo
Nos atributos superlativos do homem bélico
Algoz ariano á subjugar uma isquemia semita
Bradando em ferro forjado seu orgulho ao Reich!
Porque seu Fürrer nunca se curvará
Sua quintessência ainda esvurma combate da suástica
Anistiada sem pudor pela ópera dos bombardeiros!
Porque todo pretexto que impulsiona a baioneta
È legítimo!Não importando o mérito.
Heróicos são seus feitos!Não importa o crime.
Portanto meu prejulgo assim pode ser concebido
Mesmo a suposição mais abominável
Preconceituosa, desumana e facista!
Mesmo sendo o caráter da composição o não irônico
Mesmo a quem não considera facínora este logro ato.
E quando recobro-me da dominação impiedosa
Desse ressentimento situacionista, a qual comanda o combatente.
Que acha que todos são os inimigos.
Logo, estimo que aqui, nunca existirão versos!
Somente uma caquética perversidade
Como em todo auto pela guerra,
Que nunca deve ser admirado!
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Queria afinar o som do tímpano do ouvido
Para ouvir o som da palavra antes de ser palavra
Queria tocar as cordas vocais no tom das idéias
Sinfonia na mente ainda virgem e impensada
Dar liberdade ao diafrágma do peito
Que apoia o coração encarceirado
Fazer uma melodia de desejos
Tão íntimos como lágrimas pingando em um riacho
Queria tocar no Céu da boca, morena
Tirar da estrela dourada o brilho
E dar-te numa bandeija de prata
todos os planetas de um universo inventado
Queria morrer contigo todas as manhãs
E recussitar nas noites de fogo
Roubar o espelho do Narciso, o Colosso
Para refletir sua alma em meu corpo.
E a fumaça do cigarro que mastigo
Formam núvens como as curvas de mulher
Entre os lençóis da cama te consumo
Enquanto faço das estrelas o quê você quizer
Ivan Santos
01/05/2008 – 09h19-Folha Online
Estudantes brasileiros participam de marcha que lembra Holocausto
MARIANA CAMPOS
da Folha Online
Milhares de pessoas devem refazer, nesta quinta-feira, o mesmo percurso feito por vítimas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) entre o campo de concentração de Auschwitz e o campo de extermínio de Birkenau. Esta é a idéia da Marcha da Vida [idealizada por um sobrevivente para lembrar as vítimas do Holocausto] que, em 2008, completa 20 anos.
Neste ano –em que também serão comemorados os 60 anos da criação de Estado de Israel–, o evento dará origem a um livro-fotográfico e a um documentário. Cerca de 400 brasileiros participarão da marcha e, destes, 200 são jovens interessados em conhecer a história do Holocausto.
Uma delas é a estudante brasileira Joelle Hallak, 17, que embarcou para a Polônia ao lado de colegas da escola judaica em que estuda em São Paulo. “Estou ansiosa. Conheço bastante da história porque a escola nos ensina, mas ver as coisas de perto deve ser bem diferente”, afirmou Hallak à Folha Online na última sexta-feira (25), dias antes de embarcar para a Polônia.
A marcha ocorre anualmente em Iom Hashoá ), neste ano comemorado no dia 1º de maio. O evento faz parte de um programa educacional que tem como objetivo fazer com jovens judeus conheçam mais da história de seu povo, visitando os locais onde a vida comunitária judaica acontecia antes da Segunda Guerra, assim como campos de concentração e extermínio na Polônia ocupada.
| 5.mai.05/Laszlo Balogh/Reuters |
| “Com bandeiras de Israel, participantes da marcha passam pelo portão de Auschwitz” border=”0″ /> |
| Com bandeiras de Israel, participantes da marcha passam pelo portão de Auschwitz |
A primeira etapa da viagem de aproximadamente 15 dias –que neste ano será realizada entre os dias 28 de abril e 11 de maio– acontece na Polônia, onde os participantes visitam campos de concentração e extermínio usados durante o regime nazista.
A segunda etapa acontece em Israel, onde os participantes comemoram o Iom Hazicaron (Dia da Lembrança, em que são lembrados os soldados que morreram nas guerras em defesa de Israel) e o Iom Haatzmaut (Dia da Independência).
“Sei que vamos visitar crematórios, câmaras de gás e ver objetos que pertenceram aos judeus mortos na Segunda Guerra”, diz Hallak, que afirmou ter conversado com pessoas que já participaram da marcha na tentativa de amenizar a ansiedade.
Choque
A estudante de direito Caroline Lerner Castro, 18, é uma das brasileiras que já participou da marcha. Ela fez a viagem no ano passado. “Pensei que era importante, mas não sabia que veria o que vi”, disse. “Quando falamos sobre o Holocausto, as pessoas sabem o que e como aconteceu, mas ver é totalmente diferente”.
Segundo ela, visitar os campos de concentração e de extermínio foi surpreendente e chocante. “Havia um campo de extermínio chamado Majdanek, que não foi destruído pelos alemães no final da guerra. Foi chocante. Entramos na câmara de gás, fomos ao crematório, vimos os fornos. Foi horrível”, disse.
“Em Auschwitz tinha as malas das pessoas, uma pilha com cabelos, óculos. Em Majdanek tinha uma sala só com os sapatos usados pelas vítimas”, afirmou a estudante judia.
Castro disse ainda que chorou em vários momentos da viagem –em especial quando viu as cinzas das vítimas. Para ela a marcha foi uma experiência “emocionante”. Segundo a estudante, as pessoas fazem o percurso de 3 km entre Auschwitz e Birkenau à pé, cantando, carregando bandeiras e divididas em delegações dos países que estão participando.
Segundo a estudante, a viagem serviu para que suas raízes ficassem mais fortes. Ela sempre estudou em escola judaica e, neste ano, resolveu fazer o Pessach (Páscoa judaica), em que há alimentos obrigatórios e outros que não podem ser consumidos. “Você vê o que as pessoas passaram e agradece por ter sobrevivido”.
Livro e documentário
As histórias de sobreviventes do Holocausto e da Marcha da Vida serão, neste ano, registradas em um documentário e em um livro-fotográfico idealizados pelo publicitário brasileiro Márcio Pitliuk.
“No ano passado, pensei em ir [à Marcha da Vida]. Mas, quando decidi, estava muito em cima da hora. Aí pensei: em vez de ir simplesmente, já que trabalho com comunicação, vou registrar a marcha”, disse Pitliuk, que é judeu, à Folha Online.
Ele entrou, então, em contato com a organização mundial da Marcha da Vida –da qual participam cerca de 40 países–, pedindo autorização para registrar o evento, e descobriu que nesses 20 anos, ninguém nunca fez algo semelhante.
Com a obtenção da autorização, ele começou a organizar o projeto, que tem custo estimado de R$ 3 milhões. Segundo Pitliuk, o livro-fotográfico terá 200 páginas e será escrito em cinco línguas (inglês, português, francês, espanhol e hebraico). As fotos serão feitas pelo fotógrafo Márcio Scavone e o texto será do próprio Pitliuk.
Já o documentário terá aproximadamente uma hora e meia de duração e será dirigido pela americana Jéssica Sanders, indicada ao Oscar documentário em 2006.
História
Conhecido como um dos piores extermínios da história, o Holocausto –termo utilizado para descrever a tentativa nazista de exterminar os judeus durante na Europa nazista– teve seu fim anunciado no dia 27 de janeiro de 1945.
Convencionalmente, ele é dividido em dois períodos: antes e depois de 1941. No primeiro período, várias medidas anti-semitas foram tomadas na Alemanha e, depois, na Áustria. No segundo período, as medidas se espalharam por toda a Europa ocupada pelo regime nazista.
Durante o Holocausto, aproximadamente 6 milhões de judeus morreram. Só nos campos de Auschwitz e Birkenau, localizados em Oswiecim (sul da Polônia), morreram entre 1,1 e 1,5 milhão de pessoas, em sua maioria judeus. As vítimas morriam de fome, doenças ou eram exterminadas em câmaras de gás.
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Créditos:Folha online(Jornal Folha de São Paulo)



















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