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—————–Parto eu———————————— extrato figurativo
————————o pranto pra me——————–do compartilhado
————————————sobrar um tanto demasiado
—————————————–Me sobrar
—————————————–um tanto
——————————–O espanto imensurado do famigerado
————————-Corto eu—————————espaço decorativo

Traindo o revés o pleito,
O estandarte da tolerância maltratado a luz do dia.
Enquanto clamam-se os direitos,
A pátria gentil a força assenta!

Não deve se encarar como crime a severidade,
Duma mãe ao educar o filho que atormenta.
Mesmo que a ele falte a estima que o endosso legislativo fomenta.
Mesmo que a ele presida o mérito pela invocação da moléstia.

Para um estômago que uge,
Para a cidade que esfacela,
Para a nuvem que se condensa,
Para o vermículo que labuta,

Não faz diferença se te adorna com resignação ou extravagâncias,
Não traz a monção sua cultura ou parvoíce,
Pois só jaze conforto no que se atrela entre as mãos:
-Se é o couro do látego ou a ânfora da doação!

———————————————–

*foto:conflito na Ossétia do sul fonte Reuters International


Instigado pela revoada,

Ceifei o pousio, presenteei as leiras;

Inferi as coisas o afinco!

Que a esperança nunca dispensa.

 

Então, acreditei na boa sorte!

E em toda recompensa que o zelo trás.

Então, nos passos ritmados da aurora!

E nos resmungos do vento confiei.

 

Só que não foi tão vigorosa a estirpe,

Caprichosa foi-me a fortuna!

Ao ponto de não me brindar o campo,

Das idéias; nem com uma erva daninha.

Abriu-se uma página branca
Límpida, neve sêca, vazia, leve
Eu, o preto, a tinta, o verbo, o frio

Me esparramo no seu limite, nessa alva-pele
Querendo fazer mímica, ter a feia beleza de Caetano
Ser todos tons e sons de mil chuvas em um outono

E penso, e penso, e penso, em escrever num canto
A sua imagem que me cega e me aterroriza num encanto
Petrificando-me os músculos da mão querendo escrever; Eu te amo

Mas, eu não te amo como sê tu fosses, um anjo ou visão
Não te amo como sê tu estivesses nua ou na Lua
Ou princesa ou quaresma, nem mesmo se fosse Gabriela

Eu não te amo, como sê tu fosses uma pérola incerta
Como se tu fosses Luanda, marinha ou abelha
Que procura a eufória do mel das flores presenteiras

Eu não te amo, como sê tu fosses um dia feriado
Nos veraneios de praia deserta ou abandonada
Eu não te amo como sê tu fosses um Fevereiro ou fantasma

Eu, meu sonho, é que tu sonhas, que sonhamos
Juntos, grudados, dividindo um mesmo estático espaço
Como no cinturão de Saturno, etérico elo mágico

E acendo uma vela pela tua alma de estrela
Minha guia, conselheira, minha musa inspiradora
Onde estas é mais alto que minhas palavras aladas

Com a folha ainda branca esperando o meu vazio
Fica cheia de palavras pensadas e não escritas
Dos poemas ausentes do meu delírio humano

Tu és uma deusa, uma núvem

Eu…

Em preto, o branco.

Um ator, um escritor ou um roteiro.

Que no fim de um milhão de noites, escrevo

Eu te amo.

———-

POEMA DE AUTORIA DO AMIGO IVAN SANTOS

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sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : Finalmente, consideremos quão ingênuo é dizer: “O homem deveria ser de tal ou de tal modo!” A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma – e um miserável serviçal de um moralista comenta: “Não! O homem deveria ser diferente.” Esse beato pedante até sabe como o homem deveria ser: ele pinta seu retrato na parede e diz: “Ecce homo!(eis o homem)”Mas mesmo quando o moralista dirige-se a apenas um indivíduo e diz “você deveria ser de tal e de tal modo!”, ainda não deixa de ser ridículo. O ser humano,visto pela frente ou por trás, é um pedaço de destino, uma lei a mais, uma necessidade a mais para tudo que há de vir e será. Dizer-lhe “muda-te” é exigir que tudo seja mudado, mesmo retroativamente. E realmente houve moralistas conseqüentes que desejavam tornar o homem diferente, isto é, virtuoso – desejavam-no reformado à sua própria imagem, como pedante: e, para tal fim, negavam o mundo! Nenhuma pequena loucura! Nenhum modesto tipo de modéstia! Nunca chegarei perto das idéias dele e de outros filósofos, nem de iniciar uma revolução, mas sou orgulhoso o bastante para procurar um resquício de inteligência , sopro divino ou do demônio mesmo em meu inconsciente.Talvez essas idéias sejam fruto da eletricidade dos átomos que me compõem, ou devaneios provocados pelo amoníaco ou alguma droga, talvez. Mas talvez também isso seja alguma coisa que faz sentido para alguém, alguém que esteja em um hospício tomando choques elétricos. FABIO RICARDO VIEIRA ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Poesia e Companhia *********************************** contato rápido:orkut-Fabio R.

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ATENÇÃO: Todas as poesias de minha autoria neste blog,são periodicamente compiladose registrados conforme as normas: da Lei N° 9.610,DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 e da biblioteca nacional(EDR) Que regulamentam os DireitosAutorais no Brasil Qualquer reprodução integral ou parcial do conteúdo aqui expresso necessita autorização prévia do autor Fabio R.Vieira Obrigado......

 

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