You are currently browsing the daily archive for Setembro 22nd, 2008.

Caminhado e cantando e seguindo a canção…. para não dizer que não falei de flores, ou melhor para não dizerem por aí que este blog vive é de explorar o esforço criativo alheio  exponho para vocês( eu vivo na utopia de ter  web leitores)um fruto mais cálido do meu ócio criativo o soneto-mutante Dádiva:

The Model(2002)

Pankaspe, model for Apelles-Millo Manara(2002)

Hão de consumar a  falácia em fetiche!
Seres que  enlaçam moralmente  os seus amavios
Pois desatina-me em silhueta a sandice
Avidamente á cozer em brasa  arrepios!

No que Eros lhe convém, glutonaria e sevícia
Rosados pomos a abrigar com gentileza
Um sereno mirante em sáfara vereda
Vassalo epiceno ao gozo e a carícia!

Em seus dotes a tentação se torna cálida
Verte-se em compulsão sua tara esfaimada!
Como se minaz fosse à sombra do zelo

Ao êxtase que os arrebata mais belo
Assim plena a devassidão é deslumbrada!
Furtiva e  imoral como usufruída dádiva

E finalizando os trabalhos dessa semana, exponho aqui alguns poemas de um  brasileiro que através de suas Oficinas Literárias abriu-me o campo das idéias em poesia,o carioca Carlito Azevedo

*

Na noite física
(desentranhado de um poema de Charles Peixoto)

A luz do quarto apagada,
na escuridão se destaca
a insônia que nos atraca,
dois gêmeos na bolsa d’água.
Ao despertar levo as marcas
que de noite rabiscavas
em minha pele com a sarna
ávida de tua raiva?
E em você a cega trama
algum mal pôde? ou maltrata
ainda, que penetrava
concha, espádua, gargalhada?
E, em nosso rosto essa raiva
aberta? que estranha lava
é essa que, rubra (baba
de algum diabo), se espalha?
A luz do quarto apagada,
na escuridão se destaca
a fúria que nos atraca,
dois gêmeos na bolsa d’água.

*

BANHISTA

Apenas
em frente
ao mar
um dia de verão -
quando tua voz
acesa percorresse,
consumindo-o,
o pavio de um verso
até sua última
sílaba inflamável -
quando o súbito
atrito de um nome
em tua memória te
incendiasse os cabelos -
(e sobre tua pele
de fogo a
brisa fizesse
rasgaduras
de água)

[Do livro: as banhistas, Carlito Azevedo, Editora Imago]

*

RÓI

Rói qualquer possibilidade de sono
essa minimalíssima música
de cupins esboroando
tacos sob a cama

imagino a rede de canais
que a perquirição predatória
possa ter riscado
pelo madeirame apodrecido

se aguço o ouvido
capto súbito
o mundo dos vermes

[Do livro: collapsus linguae, Carlito Azevedo, Editora Lynx]

*

Menino

A pérola
fria
o topázio
quente
dividiam seu
rosto ao meio:
olhos de gato,
olhar de gamo

Do livro: as banhistas, Carlito Azevedo, Editora Imago.
*
ESTRAGADO

No jardim zoológico
um ganso

as patas afundam na lama
e ele imperial
como uma macieira em flor

mas está estragado
como qualquer um pode ver
estragado

pensa que foi para isso
que o resgataram do dilúvio

mas não

resgataram o signo
estragaram o ganso

[Do livro: collapsus linguae, Carlito Azevedo, Editora Lynx]

Clique e decida o Assunto da próxima postagem

sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : Finalmente, consideremos quão ingênuo é dizer: “O homem deveria ser de tal ou de tal modo!” A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma – e um miserável serviçal de um moralista comenta: “Não! O homem deveria ser diferente.” Esse beato pedante até sabe como o homem deveria ser: ele pinta seu retrato na parede e diz: “Ecce homo!(eis o homem)”Mas mesmo quando o moralista dirige-se a apenas um indivíduo e diz “você deveria ser de tal e de tal modo!”, ainda não deixa de ser ridículo. O ser humano,visto pela frente ou por trás, é um pedaço de destino, uma lei a mais, uma necessidade a mais para tudo que há de vir e será. Dizer-lhe “muda-te” é exigir que tudo seja mudado, mesmo retroativamente. E realmente houve moralistas conseqüentes que desejavam tornar o homem diferente, isto é, virtuoso – desejavam-no reformado à sua própria imagem, como pedante: e, para tal fim, negavam o mundo! Nenhuma pequena loucura! Nenhum modesto tipo de modéstia! Nunca chegarei perto das idéias dele e de outros filósofos, nem de iniciar uma revolução, mas sou orgulhoso o bastante para procurar um resquício de inteligência , sopro divino ou do demônio mesmo em meu inconsciente.Talvez essas idéias sejam fruto da eletricidade dos átomos que me compõem, ou devaneios provocados pelo amoníaco ou alguma droga, talvez. Mas talvez também isso seja alguma coisa que faz sentido para alguém, alguém que esteja em um hospício tomando choques elétricos. FABIO RICARDO VIEIRA ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Poesia e Companhia *********************************** contato rápido:orkut-Fabio R.

Acesso rápido

the wrong buddy

  • 4 8 15 16 23 42....2 days ago
  • The world around us hangs in doubt u face a crime that we'll hear about To pay the cost would never be the same ( e dá lhe deep purple)....2 days ago
  • Hughes mandando um som em homenagem á Tommy Bollin....2 days ago
  • Novamente Gleen Hughes-"Burn In Japan" fritando o PC....2 days ago
  • The Mummy want do a bacanal...the mummy is very sensual!....2 days ago
ATENÇÃO: Todas as poesias de minha autoria neste blog,são periodicamente compiladose registrados conforme as normas: da Lei N° 9.610,DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 e da biblioteca nacional(EDR) Que regulamentam os DireitosAutorais no Brasil Qualquer reprodução integral ou parcial do conteúdo aqui expresso necessita autorização prévia do autor Fabio R.Vieira Obrigado......

 

Setembro 2008
S T Q Q S S D
« Ago   Out »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

RSS Notícias em tempo real