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| Poema nº15 1.Estounumasalasemespelho.Oeudentrodo espelhonaturalmentedeuumasaída.Euno momentoestoutremendotemendooeodo espelho.Ondeéeoqueseráqueoeudentrodo espelho.Ondeéeoqueseráqueoeudentrodo espelhoestariatramandofazercomigo? 2.Dorminumacamafriaaninhadoumpecado. 3.Entrosorrateiramentenasalacomooespelho |
4.Sonhomeuondeestouausente.Espelhomeuemque ofalsoeunãoseapresenta.Soualguémqueanseiape laminhasolidãpmesmocomtodasasuaimpotência.Eu finalmentedecidipersuadiroeudoespelhoaosuicído. Mostreilheumajanelinhasóparaosuicídio.masle meensinaquenãopodesesuicidarseeunãofizeromes mo.OeudoespelhoseassemelhaaoFênix. 5.Lacroomeupeitoesquerdonaregiãodocoração 6.Umatintavermelhaverteudamaquetedocoração |
| Poema nº14 Aquelecopodegessoseparececommeucrânio quandosegureifirmeocopoumbraço brotoudonadademeubraçocomosefosse umramoenxertadoeamãoqueperdia naportadaquelebraçolevantoubem altoocopoeatirouaochão.Omeubraço resguardadamorteaquelecopoeentão oquesefezemcacoséomeucrânioquese parececomoocopo.Aindaqueomeubraço tivessesemovidoantesqueobraço ramificadoviesseapenetrar omeubraçocomoumacobraopapel brancoquesetinhaaenchenteseteria rasgado.Masomeubraçocontinua aresguardardamorteocopo |
Poema nº03
Aquelequebrigaéenfimaquelequenão |
Fonte:”Olho de Corvo”-trad.Yun Jung Yum
Yi Sáng(1910-1937) é um pseudônimo deliberadamente vazio de qualquer significado substancial,literalmente “caixa”.
Cursou o colégio técnico de arquitetura,chegou a trabalhar na prefeitura de sua cidade como projetista, mas abandonou o ofícío devido a tuberculose.Caiu na vida bôemia,instigado pelo spleen Romântico.Escreveu contos e poesias,sendo suas publicações em vida foram: a novela “Asas” e uma coletânea de 10 poemas de seu projeto ” Olho de Corvo”.
Esse projeto originalmente seria composto de 30 poemas publicados no jornal
diário Jo-sán-jung-ang, o principal da época na Coréia, que se iniciara em junho de 1934.Devido ao fervor dos leitores e crítica da época o projeto foi interrompido.
(Fonte:” O Pássaro que comeu o Sol” e “Olho de Corvo” Yun Jung Im(tradução e organização)
——
Yi Sang,em sua desvergonhada despreocupação em esboçar uma conciencia moderna ,a dele mesmo era irremediavelmente fragmentada,
e essa fragmentção é espelhada nas inovações formais do poeta-o uso de sentenças sem sentido que resistem atentamente ao dever dum sentido,a importância de gráficos,tabelas e formulas matemáticas enseridas ao corpo do poema, etc.Yi sang agressivamente rejeitouos hábitos de contenmplação e de convenções literárias vigentes.
Ele foi provavelmente o mais destacado escritor de vanguarda e poeta do periodo colonial.
Em ambas,poesia e ficção,ele experimentou e explorou com a linguagem seu próprio interior,
dividido entre inserção e rompimento com o mundo exterior.
Seus poemas podem ser relacionados aos experimentos literários ocidentais do dadísmo e surrealismo.
A experimentação de Yi Sang, respectivamente incluem a incorporação da linguagem da matemática e arquitetura-linhas, pontos,diagramas,simbolos númericos,equações,etc.O excesso dessas exoerimentações,no entanto,as vezes restringe a possibilidade de uma compressão poética.Especialmente,pela extrema dissolução da forma em alguns de seus poemas.
O trabalho literário de Yi Sang merece ser mencionado como que um marco significativo
no panorama do modernismo e da alto grau de fragmentação do inconsciente.
Um bom exemplo é seu poema “Espelho”(1934),no qual ” o Eu do espelho”,está distante de apresentar uma imagem na qual menções objetivas de si próprio podem ser feitas,se porta como um simbolo muito emblemático de sua fragmentação..
Espelho
Nãohásomdentrodoespelho
Nãodevehavernenhumoutromundotãosilenciosoassim
Dentrodoespelhotambémtenhoorelhas
Duaspobresorelhasquenãoentendemoqueudigo
Oeudentrodoespelhoécanhoto
Umcanhotoquenãorespondeaomeuapertodemão
conheceoapertodemãos
Eunãoconsigotocaroeudoespelhoporcausadoespelho
Massenãofossepeloespelhocomoeuteriaaomenos
conhecidooeudoespelho?
Eunomomentonãotenhoespelhomasdentrodoespelho
hásempreoeudoespelho
Nãsoseimuitobemmasdeveestarabsortoemalgum
trabalhocanhoto
Oeudoespelhoébemoopostodemimmastambémse
parececomigo
Ressintomemesmodenãopodermepreocupar
emexaminaroeudoespelho
(trad.Yun Jung Im)
Depois em 1936,Yi Sang progressivamente voltou-se para a ficção.Seus contos “Asas(1936)”
e ” Aranhas e Porcos(1936)” exploram os contornos da psiquê em um contexto mais
fudalmentado no concreto,cotidiano da vida.as confissões de um narrador em primeira pessoa
e a auto-análise, ás vezes irônica ,frequentemente ciníca, prenchem as páginas destes trabalhos.
A compulsão pela auto-exposição,divide o foco com pontos tradicionais estabelecidos
através principíos dispostos de casualidade e experiencia direta,formam a direção
da narrativa.O narrador de Yi Sang é quase sempre um homem torturado pela ansiedade
e dúvidas em relação aos outros.Em “Asas”, por exemplo o narrador lida
incansávelmente com questões que o aborrecem sobre sua esposa.
Para alguns personagens,um encontro entre dois seres humanos pode significar
um truque barato e um série de iguais vulgaridades ludibriosas constituindo
um única forma de interagir com os outros,Yi Sang é também mencionado
pelo seu uso de piadas e epigramas em sua poesia e pela incorporação
de elementos de psico-análise em sua prosa.Como rígido analista
dos dramas do ciclo da vida-de fato com um escritor que elevou
sua busca pelo que vale á pena dentro da atividade literária.
Yi Sang é um ícone que permanece na vanguarda da literatura moderna
nas Coréias.
Nesta ótica,é díficilmente uma surpresa seu nome ter servido frequentemente
como fonte de inspiração para escritores que procuram romper com a mesmice do
idioma literário.
(fonte:Twentieth-Century Korean Literature-
Yi Nam-ho, U Ch’anje, Yi Kwangho, Kim Mihyon
Translated by Youngju Ryu
Edited by Brother Anthony, of Taizé)
Engatilho,
numa fissura despudorada
Compelido,
num ferino projétil.
A poder do manuseio táctil
da bandoleira, esfaimada!
Pelos duelos de carícias,
no arbítrio de propostas vadias
Sublima,
o gelo da bebida
em sua pele de luxúria efervescida
os lábios cumprimentam um segredo
em suas formas de desassossego
galgado.
Atarefado,
o frenesi libertino, das estações
a primavera no aproximar das coxas
e o verão da endorfina, deixando as células loucas
chegando porvir, o mais alto prêmio as contravenções
é hora de apaziguar os olhares,que já planejam
o próximo enlace
O perfume, ainda remeterá a face.
que os dias mais tediosos cortejam
entre tragos,jogatinas e aspirações
Nesse cotidiano de servir corporações
que nada tem ao mundo serventia
mas, despojada de ordens a amada alforria
Qualquer fetiche ou cafajestice
e me disponho à ser refém de bom grado,
no saque ao meu coração, artífice!
(crédito poesia:Fábio R.Vieira(2008)
*todos os poemas de minha autoria aqui publicados contém registro BN,sua reprodução só é permitida com autorização prévia do autor
intro
A ascensão da literatura coreana moderna(1900-1945),deve ser compreendida, no contexto histórico, como uma manifestação inicial para a modernização da sociedade, para o reestabelecimento da avariada ordem sócia-político tradicional das Dinastia, e como relato da amarga experiência de colonização japonesa. No fim do séc .XIX as circunstâncias sociais e culturais eram já propíciais para expansão da instrução: os livros e os jornais usando o alfabeto coreano, um pouco do que o chinês clássico (que tinham sido o meio padrão de divulgação escrita no período de Chosŏn), tornaram-se difundidos, de modo que o coreano escrito se tornasse mais facilmente acessível ao leitor comum. Além disso, com a absorção da cultura ocidental moderna e as instituições de uma sociedade burguêsa, vieram as novas formas de perceber o mundo e o lugar do indivíduo dentro dele. (Fonte : inglês-”20 st. Korean Literature-Fundação Coreana para o desenvolvimento da cultura”) Esse período da literatura coreana contou com grupos de autores querendo reviver e atualizar um pouco das manifetações da poesia tradicional( particularmente a forma e a temáticas dos Sijôs) como a “corça azul” e grupos mais experimentais e irriquietos. (resumido de:”O passáro que comeu o sol-Yun Jung In) Eu particularmente tentarei monstar algumas descobertas minhas dentro desse intrigante e criativo grupo de poetas( o que tentarei expandir para a poesia de outros países),iniciando pelo questionador Park In-Hwan
Poemas:
“Eu escrevo este poemas,pensando como posso expressar da melhor maneira a mente esquizofrenica do mundo atual e como eu poderia definar sobre o melhor jeito de caminharmos e sermos seguidos;em outras palavras, eu quis escrever sobre a palavra dobrada pelo medo e da esperança de ter vivido durante uma época com
todos os instintos despidos da experiência de não ter sido corrompido”
(prefácio de “Coletânea de poesias”(1955) escrito pelo autor
| O CAVALO- DE- PAU E A DAMA
Após um trago, |
devemos nos lembrar do cavalo-de-pau,
o seu triste som, que às cegas preservamos devemos nos agarrar à consciência vacilante corações,e escutar a armaga história de Virginia Woolf Como uma cobra que encontra a sua juventude assim,de que tanto fugimos? garrafa caída |
| Aos Capitalistas
Eu desprezo as imperfeções de seu manifesto |
Oh!Deus da escuridão
Quem chora sobre uma lápide ali? De-me a morte, não este ressentimento Seu perpétuo tema deveria ser,Oh!Deus da escuridão, |
| Quando eu falo com a voz suave
Quando eu falo com a voz suave da guerra O brilho do céu e da estação eu cobiçei para Capturada nas transcrições da mediocridade Quando falei macio,perdido no campo |
Quando um poeta,tolo e decadente, Com sua voz suave fala de medo e ruínas, Para homens e mulheres e para alunos, Irá o longo processo de morte cessar? Quando eu falo com a voz suave da guerra Nós almadiçoaremos aquilo que sempre achamos ? (trad.idem anterior) (Fonte dos poemas inglês-Korea Journal-sep.1966) |
| A Flauta Vertebrada Dedicado a Lila Brik(1915) III Esquecerei o ano,o dia, a data. Hoje,apenas entrei, Escuta, Por cima do abismo Sei |
Remoça-te em minh’alma! Entrega a meu coração a festa de teu corpo! Sei Todos pagam pela mulher Não importa se,por ora, em vez do luxo um vestido parisiense visto-te apenas com a fumaça de meu cigarro Levarei meu amor Alegra-te, Teus lábios… As portas bateram. |
cont…final
| sob a seda se enredem. Cuidado,para que não voe! Amarra-lhe, como uma pedra ao pescoço, colares de pérolas!” Ah! aquela noite! Martirizado que perdeu todas as cidades Dourai-vos ao sol,flores e ervas! Ladra de meu coração, Tenho colorido de festa a data de hoje |
poetas
chega de poesia
aos deuses ambrosia
a nós 2ªvia
só cabe homens-sanduíche
anunciar o que avisam
a vida é kitsch
e eles não bisam
(2ªVia -1984)
—
Mas
O corvo
Sem um som
Surdo é só
Insone e só no
Pálido busto de Palas
Curvo
No seu posto jaz
E o seu olhar tão turvo
Como o sonho de um demônio
E a lâmpada desdobra
Sua sombra
Em meus umbrais
E minha alma
Dessa sombra
Que soõbra
Em meus umbrais
Não se recobra
Nunca mais
(transcorvo de poe-1992)
*
a geléia geral
que te deve até o nome
não engoliu o teu
décio pignatari
medula e osso
não emparedaram
teu coração carbonário
capaz de pedra
e pedrada
de avanço e de avesso
de pensar o impensável
ler o ilisível
signar o insignável
de quebrar a cara
e pedir perdão
oswald pound dante
vão compondo
um pouco
o teu perfil cortante
de mallarmé calabrês
que acaso osasco
lançou nos dados
para um lance de três
e no entanto
e no entanto
ninguém tanto
quis vida
como o teu
quimorte
LIFE organismo hombre
o bioamor de ser
humano
sem chorar ou vender
tó pra vocês
para per por
os teus 60
e com ternura
a minha mão
de irmão
mano
(dp-1987)
*





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