intro

A ascensão da literatura coreana moderna(1900-1945),deve ser compreendida, no contexto histórico, como uma manifestação inicial para a modernização da sociedade, para o reestabelecimento da avariada ordem sócia-político tradicional das Dinastia, e como relato da amarga experiência de colonização japonesa. No fim do séc .XIX as circunstâncias sociais e culturais eram já propíciais para expansão da instrução: os livros e os jornais usando o alfabeto coreano, um pouco do que o chinês clássico (que tinham sido o meio padrão de divulgação escrita no período de Chosŏn), tornaram-se difundidos, de modo que o coreano escrito se tornasse mais facilmente acessível ao leitor comum. Além disso, com a absorção da cultura ocidental moderna e as instituições de uma sociedade burguêsa, vieram as novas formas de perceber o mundo e o lugar do indivíduo dentro dele. (Fonte : inglês-”20 st. Korean Literature-Fundação Coreana para o desenvolvimento da cultura”) Esse período da literatura coreana contou com grupos de autores querendo reviver e atualizar um pouco das manifetações da poesia tradicional( particularmente a forma e a temáticas dos Sijôs) como a “corça azul” e grupos mais experimentais e irriquietos. (resumido de:”O passáro que comeu o sol-Yun Jung In) Eu particularmente tentarei monstar algumas descobertas minhas dentro desse intrigante e criativo grupo de poetas( o que tentarei expandir para a poesia de outros países),iniciando pelo questionador Park In-Hwan

Poemas:

“Eu escrevo este poemas,pensando como posso expressar da melhor maneira a mente esquizofrenica do mundo atual e como eu poderia definar sobre o melhor jeito de caminharmos e sermos seguidos;em outras  palavras, eu quis escrever sobre a palavra dobrada pelo medo e da esperança  de ter vivido durante uma época com

todos os instintos despidos da experiência de  não ter sido corrompido”

(prefácio de “Coletânea de poesias”(1955) escrito pelo autor

O CAVALO- DE- PAU E A DAMA

Após um trago,
falamos de Vírginia woolf,sua vida,
e sobre a dama que se foi num cavalo-de-pau
farfalhando o vestido
após abandonar a dona,
o cavalo-de-pau partiu outono adentro,
tinindo apenas o seu guizo.Estrela cadente na garrafa vazia
que magoada se despedaça suavemente no meu peito
Assim,a pequena que conheci brevemente
cresce junto ao arvoredo do jardim
E quando morre a literatura
e fenece a vida
e quando até a verdade do amor
abandona os rastros das paixões
a criatura do amor no cavalo-de-pau foge à vista
O tempo é algo que vai e vem
Às vezes murcharmos ao fugir do isolamento,
e agora devemos nos despedir
ao som das garrafas que caem no vento,
devemos fitar os olhos tristes da velha escritora
… to the lighthouse…

devemos nos lembrar do cavalo-de-pau,

o seu triste som,
pelo futuro do pessimismo

que às cegas preservamos
Mesmo que tudo parta ou morra,

devemos nos agarrar à consciência vacilante
que ainda resta em nossos

corações,e escutar a

armaga história de Virginia Woolf

Como uma cobra que encontra a sua juventude
ao rastejar por entre duas rochas,
devemos beber dessa taça de olhos abertos
Se a vida nem é solitária
e se é tão ordinária
quanto capa de revista,
que lamento é tão medonho

assim,de que tanto fugimos?
O cavalo-de-pau jaz no céu
e o seu tinir ondeia nos meus ouvidos
Enquanto o vento de outono
geme rouco na minha

garrafa caída
(trad.pt-Yun Jung Im)

……….finalmente……………
Aos Capitalistas

Eu desprezo as imperfeções de seu manifesto
Perigos que irão destruir você e ser capital
Estão aproximando como uma onda de rádio distante
Quando o coopiloto foje
Ali presentiu a tempestade negra pairando no campo de vôo
Ecoa a canção cantanda somente no fim da noite
Vocês capitalistas,por essa razão,não falam da civilização
Hoje o sol é uma repartição desta cidade,e o espírito
Os alicerces da humanidade estão agora em ruínas
Onde somente os corpos de pombos mortos reposam
A fuselagem do avião que foi removida
Com o vento zunindo velozmente cruzando uma via récem aberta
Sente beirar o limite de outro escuro espaço,
O fino corpo do piloto cortou o céu como uma nuvem
Perdido na luminescência do sol e da lua
Ele não contou os montantes bancários onde a humanidade morre
Uma vasta noite cobre os contornos da civilazação
Aviões despencam como luxuosos hotéis em um sonho
Ùltimo passeio da vida e da ordem irrevogável
Está chegando ao fim
A chuva cai para purificar todos os velhos vilarejos

Oh!Deus da escuridão

Quem chora sobre uma lápide ali?
Quem sai para alveolar as construções?
Qual fumaça se desvia na negra superfície do mar?
Qual morte está no coração do homem?
Qual movimento o ano novo faz quando o ano velho se vai?
Onde eu poderei ver meu amigo a guerra levar?

De-me a morte, não este ressentimento
Cubra a Terra com ventos e neve
Não com estes enxame de homens.
Não deixe as flores desabrochas parcialmente,
Deixe somente está lápide e esqueletos de construções esperarem.

Seu perpétuo tema deveria ser,Oh!Deus da escuridão,
a cruel lembrança de guerra, um dia e um ano.
(trad.ing Kim u’ chang/trad pt Fábio R.Vieira)

Quando eu falo com a voz suave

Quando eu falo com a voz suave da guerra
E do dinheiro, e dos objetos do medo,
No contínuo fluxo da vida aguardando,
A chuva cai, modelando meu rosto

O brilho do céu e da estação eu cobiçei para
Deixar-me somente com a alma lavada
A revolta que pulsou em meu sangue
Está destruida pelo fogo com minha juventude e livros

Capturada nas transcrições da mediocridade
E a fulgacidade, eu culpo ao álcool
Estou adoecendo um pouco de medo
Nasci num verão agora esquecido

Quando falei macio,perdido no campo
Esperando debaixo da clarabóia em um beco estranho,
Haverá uma nova oportunidade de vida para nós?
Meus desejos correm secos,dissipados.

Quando um poeta,tolo e decadente,
Com sua voz suave fala de medo e ruínas,
Para homens e mulheres e para alunos,
Irá o longo processo de morte cessar?

Quando eu falo com a voz suave da guerra
E do amor para a velha degustação do saquê
Em algumas linhas de poesia fácil
Sozinho ou para um mundo que não conheço.

Nós almadiçoaremos aquilo que sempre achamos ?
Nós desejamos partilhá-lo com os outros?

(trad.idem anterior)

(Fonte dos poemas  inglês-Korea Journal-sep.1966)