You are currently browsing the daily archive for Novembro 30th, 2008.

Poema nº15

1.Estounumasalasemespelho.Oeudentrodo
espelhonaturalmentedeuumasaída.Euno
momentoestoutremendotemendooeodo
espelho.Ondeéeoqueseráqueoeudentrodo
espelho.Ondeéeoqueseráqueoeudentrodo
espelhoestariatramandofazercomigo?

2.Dorminumacamafriaaninhadoumpecado.
Nomeucomcertezasonhoeunãoestavapresente.
Ebotasmilitarescontendopéspostiçosdeixaram
sujarafolhaembrandodomeusonho.

3.Entrosorrateiramentenasalacomooespelho
Paramelibertardoespelho.Magoeudentrodo
espelhoentrainfalívelmenteaomesmotempo
comumsemblanteaflito.oeudooutroladodo
espelhometransmiteumpedidodedesculpas.
Assimcomooencontromeencarcerade
formacausaeletambémseencontra
encarceradoporminhacausaetreme

4.Sonhomeuondeestouausente.Espelhomeuemque
ofalsoeunãoseapresenta.Soualguémqueanseiape
laminhasolidãpmesmocomtodasasuaimpotência.Eu
finalmentedecidipersuadiroeudoespelhoaosuicído.
Mostreilheumajanelinhasóparaosuicídio.masle
meensinaquenãopodesesuicidarseeunãofizeromes
mo.OeudoespelhoseassemelhaaoFênix.

5.Lacroomeupeitoesquerdonaregiãodocoração
comoummetalantibalaedouumtiroderevólver
mirandoomeupeitoesquerdomasoseucoração
ficadoladodireito

6.Umatintavermelhaverteudamaquetedocoração
nomeusonhoumquecompareciatrasadofuicondenado
ápenacapital.Nãosoueuquemdominaomeusonho.
Existeumpecadodescomunalbloqueandoosdois
quenemsequerpoderdarumapertodemão.

Poema nº14
Aquelecopodegessoseparececommeucrânio
quandosegureifirmeocopoumbraço
brotoudonadademeubraçocomosefosse
umramoenxertadoeamãoqueperdia
naportadaquelebraçolevantoubem
altoocopoeatirouaochão.Omeubraço
resguardadamorteaquelecopoeentão
oquesefezemcacoséomeucrânioquese
parececomoocopo.Aindaqueomeubraço
tivessesemovidoantesqueobraço
ramificadoviesseapenetrar
omeubraçocomoumacobraopapel
brancoquesetinhaaenchenteseteria
rasgado.Masomeubraçocontinua
aresguardardamorteocopo
Poema nº03

Aquelequebrigaéenfimaquelequenão
brigavaeaquelequebrigaeratambému
mquenãoestábrigandoagoraeporisso
seaquelequebrigaquiserassistiraum
abrigapodefazeroseguinte:ouoquenão
brigavaassisteaumabrigaouentãoum
quenãoestábrigandoassisteumabriga
ouaindaoquenãoestavabrigandoouoq
uenãoestábrigandoassisteemumanão
brigaeissobasta

Fonte:”Olho de Corvo”-trad.Yun Jung Yum

Yi Sáng(1910-1937) é um pseudônimo deliberadamente vazio de qualquer significado substancial,literalmente “caixa”.
Cursou o colégio técnico de arquitetura,chegou a trabalhar na prefeitura de sua cidade como projetista, mas abandonou o ofícío devido a tuberculose.Caiu na vida bôemia,instigado pelo spleen Romântico.Escreveu contos e  poesias,sendo suas publicações em vida  foram: a novela “Asas” e uma coletânea de 10 poemas de seu projeto ” Olho de Corvo”.

Esse projeto originalmente seria composto de 30 poemas publicados no jornal
diário Jo-sán-jung-ang, o principal da época na Coréia, que se iniciara em junho de 1934.Devido ao fervor dos leitores e crítica da época o projeto foi interrompido.

(Fonte:” O Pássaro que comeu o Sol” e “Olho de Corvo” Yun Jung Im(tradução e organização)
——

Yi Sang,em sua desvergonhada despreocupação em esboçar uma conciencia moderna ,a dele mesmo era irremediavelmente fragmentada,
e essa fragmentção é espelhada nas inovações formais do poeta-o uso de sentenças sem sentido que resistem atentamente ao dever dum sentido,a importância de gráficos,tabelas e formulas matemáticas enseridas ao corpo do poema, etc.Yi sang agressivamente rejeitouos hábitos de contenmplação e de convenções literárias vigentes.

Ele  foi provavelmente o mais destacado escritor de vanguarda e poeta do periodo colonial.
Em ambas,poesia e ficção,ele experimentou e explorou com a linguagem seu próprio interior,
dividido entre  inserção e rompimento com o mundo exterior.

Seus poemas podem ser relacionados aos experimentos literários ocidentais do dadísmo e surrealismo.
A experimentação de Yi Sang, respectivamente incluem a incorporação da linguagem da matemática e arquitetura-linhas, pontos,diagramas,simbolos númericos,equações,etc.O excesso dessas exoerimentações,no entanto,as vezes restringe a possibilidade de uma compressão poética.Especialmente,pela extrema dissolução da forma em alguns de seus poemas.

O trabalho literário de Yi Sang merece ser mencionado como que um marco significativo
no panorama do modernismo e da alto grau de fragmentação do inconsciente.

Um bom exemplo é seu poema “Espelho”(1934),no qual ” o Eu do espelho”,está distante de apresentar uma imagem na qual menções objetivas de si próprio podem ser feitas,se porta como um simbolo muito emblemático de sua fragmentação..

Espelho

Nãohásomdentrodoespelho
Nãodevehavernenhumoutromundotãosilenciosoassim

Dentrodoespelhotambémtenhoorelhas
Duaspobresorelhasquenãoentendemoqueudigo

Oeudentrodoespelhoécanhoto
Umcanhotoquenãorespondeaomeuapertodemão
conheceoapertodemãos

Eunãoconsigotocaroeudoespelhoporcausadoespelho
Massenãofossepeloespelhocomoeuteriaaomenos
conhecidooeudoespelho?

Eunomomentonãotenhoespelhomasdentrodoespelho
hásempreoeudoespelho
Nãsoseimuitobemmasdeveestarabsortoemalgum
trabalhocanhoto

Oeudoespelhoébemoopostodemimmastambémse
parececomigo
Ressintomemesmodenãopodermepreocupar
emexaminaroeudoespelho
(trad.Yun Jung Im)

Depois em 1936,Yi Sang progressivamente voltou-se para a ficção.Seus contos “Asas(1936)”
e ” Aranhas e Porcos(1936)” exploram os contornos da psiquê em um contexto mais
fudalmentado no concreto,cotidiano da vida.as confissões de um narrador em primeira pessoa
e a auto-análise, ás vezes irônica ,frequentemente ciníca, prenchem as páginas destes trabalhos.
A compulsão pela auto-exposição,divide o foco com pontos tradicionais estabelecidos
através principíos dispostos de casualidade  e experiencia direta,formam a direção
da narrativa.O narrador de Yi Sang é quase sempre um homem torturado pela ansiedade
e dúvidas em relação aos outros.Em “Asas”, por exemplo o narrador lida
incansávelmente com questões que o aborrecem sobre sua esposa.

Para alguns personagens,um encontro entre dois seres humanos pode significar
um truque barato e um série de iguais vulgaridades ludibriosas constituindo
um única forma de interagir com os outros,Yi Sang é também mencionado
pelo seu uso de piadas e epigramas em sua poesia e pela incorporação
de elementos de psico-análise em sua prosa.Como rígido analista
dos dramas do ciclo da vida-de fato com um escritor que elevou
sua busca pelo que vale á pena dentro da atividade literária.
Yi Sang é um ícone que permanece na vanguarda da literatura moderna
nas Coréias.

Nesta ótica,é díficilmente uma surpresa seu nome ter servido frequentemente
como fonte de inspiração para escritores que procuram romper com a mesmice do
idioma literário.

(fonte:Twentieth-Century Korean Literature-
Yi Nam-ho, U Ch’anje, Yi Kwangho, Kim Mihyon
Translated by Youngju Ryu
Edited by Brother Anthony, of Taizé)

Clique e decida o Assunto da próxima postagem

sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : Finalmente, consideremos quão ingênuo é dizer: “O homem deveria ser de tal ou de tal modo!” A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma – e um miserável serviçal de um moralista comenta: “Não! O homem deveria ser diferente.” Esse beato pedante até sabe como o homem deveria ser: ele pinta seu retrato na parede e diz: “Ecce homo!(eis o homem)”Mas mesmo quando o moralista dirige-se a apenas um indivíduo e diz “você deveria ser de tal e de tal modo!”, ainda não deixa de ser ridículo. O ser humano,visto pela frente ou por trás, é um pedaço de destino, uma lei a mais, uma necessidade a mais para tudo que há de vir e será. Dizer-lhe “muda-te” é exigir que tudo seja mudado, mesmo retroativamente. E realmente houve moralistas conseqüentes que desejavam tornar o homem diferente, isto é, virtuoso – desejavam-no reformado à sua própria imagem, como pedante: e, para tal fim, negavam o mundo! Nenhuma pequena loucura! Nenhum modesto tipo de modéstia! Nunca chegarei perto das idéias dele e de outros filósofos, nem de iniciar uma revolução, mas sou orgulhoso o bastante para procurar um resquício de inteligência , sopro divino ou do demônio mesmo em meu inconsciente.Talvez essas idéias sejam fruto da eletricidade dos átomos que me compõem, ou devaneios provocados pelo amoníaco ou alguma droga, talvez. Mas talvez também isso seja alguma coisa que faz sentido para alguém, alguém que esteja em um hospício tomando choques elétricos. FABIO RICARDO VIEIRA ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Poesia e Companhia *********************************** contato rápido:orkut-Fabio R.

Acesso rápido

the wrong buddy

  • 4 8 15 16 23 42....2 days ago
  • The world around us hangs in doubt u face a crime that we'll hear about To pay the cost would never be the same ( e dá lhe deep purple)....2 days ago
  • Hughes mandando um som em homenagem á Tommy Bollin....2 days ago
  • Novamente Gleen Hughes-"Burn In Japan" fritando o PC....2 days ago
  • The Mummy want do a bacanal...the mummy is very sensual!....2 days ago
ATENÇÃO: Todas as poesias de minha autoria neste blog,são periodicamente compiladose registrados conforme as normas: da Lei N° 9.610,DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 e da biblioteca nacional(EDR) Que regulamentam os DireitosAutorais no Brasil Qualquer reprodução integral ou parcial do conteúdo aqui expresso necessita autorização prévia do autor Fabio R.Vieira Obrigado......

 

Novembro 2008
S T Q Q S S D
« Out   Dez »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

RSS Notícias em tempo real