sobre mim:
Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu :
Finalmente, consideremos quão ingênuo é dizer: “O homem deveria ser de tal ou de tal modo!” A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma – e um miserável serviçal de um moralista comenta: “Não! O homem deveria ser diferente.”
Esse beato pedante até sabe como o homem deveria ser: ele pinta seu retrato na parede e diz: “Ecce homo!(eis o homem)”Mas mesmo quando o moralista dirige-se a apenas um indivíduo e diz “você deveria ser de tal e de tal modo!”, ainda não deixa de ser ridículo.
O ser humano,visto pela frente ou por trás, é um pedaço de destino, uma lei a mais, uma necessidade a mais para tudo que há de vir e será. Dizer-lhe “muda-te” é exigir que tudo seja mudado, mesmo retroativamente. E realmente houve moralistas conseqüentes que desejavam tornar o homem diferente, isto é, virtuoso – desejavam-no reformado à sua própria imagem, como pedante: e, para tal fim, negavam o mundo!
Nenhuma pequena loucura! Nenhum modesto tipo de modéstia!
Nunca chegarei perto das idéias dele e de outros filósofos, nem de iniciar uma revolução, mas sou orgulhoso o bastante para procurar um resquício de inteligência , sopro divino ou do demônio mesmo em meu inconsciente.Talvez essas idéias sejam fruto da eletricidade dos átomos que me compõem, ou devaneios provocados pelo amoníaco ou alguma droga, talvez. Mas talvez também isso seja alguma coisa que faz sentido para alguém, alguém que esteja em um hospício tomando choques elétricos.
FABIO RICARDO VIEIRA
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Fabio R.Vieira
Obrigado......
3 comments
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Setembro 4, 2009 às 4:35 am
Rafael Coelhoo'Clock
Àcido! (aliàs me explique essa sua mania de trocar a cràse pelo ácento simples..). Afinal, estamos no “È”pico Submundo (no fundo acho bem legal que seja o contrário mesmo).
Meu caro, para além das frescurites de um pseudo-professor de português, gostei mto ====> tem uma coisa muito boa “assistência ofegando em armadura” ===> eu destaco pq simplesmente deveria ser o verbete de TOMATO BRAIN.
Setembro 8, 2009 às 3:46 am
Rafael Coelhoo'Clock
Meu caro,
Antes de mais nd, quero dizer que o que faz um escrevedor feliz (e não um “escritor bom”) é ter leitores bons.
É aquilo td q vc disse mesmo. Uma hora ele, uma hora ela, uma hora um narrador(???).
Gosto: BURROUGHS.
Agora, “sério”, estatisticamente falando, palavras como ROSA< FLOR< PRANTO< ESPERANÇA são mto mto mto recorrentes. Elas tem até um certo significado brega que a gente sente. Colocados com certos verbos (tais como gritar-olhar-chorar) dá um acento elevado, um peito estufado de Castro Alves ("Tal síndrome do escravos" é dele).
A gente junta as palavras do baú histórico-lírico que a gente sente deles, poetas lidos (muitos obrigatórios, de vestibular e taus) (bucóvskys e maiokóvskys) e bota ali o seu. Isso acho que vc identifica como o "cute-up".
Vou-me, de imediato, sob o luar lá fora, me entregar aos desígnios de Orfeu.
Sds,
=:B
Setembro 10, 2009 às 8:57 pm
Capella
Ainda estou a voar na minha nave, esperando nova queda estelar.
Oh, raios, qu’isto ‘tá tão bom!