Esse é o título da segunda coletânea de poesias do autor de “Ulisses” e “Finnegas Wake” publicada no Brasil em 2001. Para os “estudiosos” ,essa é uma obra (com o perdão do clichê) que arranca o autor de sua concha,
nas palavras do Tradutor Alípio Correia:
“uma obra em constraste com a muralha intransponível, de caráter impessoal, dos escritos em prosa.Uma verdadeira glorrificação do homem comum seus versos são o lugar onde é possível vislumbrar as inquetações do homem Joyce, o espaço através do qual sua dor e fragilidade continuaram a minar ao longo de sua vida…”
Segue uma pequena amostra pra vcs frequentadores assíduos do site cmo o Rafael Coelho o’clock e tbm p/ vcs que “comentem erros ao digitar a URL”
| Nightpiece
Gaunt in gloom,the pale stars their torches, enshrouded,wave ghostfires from heavens far verges faint illume, arches on soaring arches, night’s sindark nave Seraphim, the lost hosts awaken to service till in moonless gloom each lapses muted,dim, raides when she has and shaken her thurible. and long and loud, to night’s nave upsoaring, a starknell tools as the bleak incense surges,cloud on cloud, voidward from the adoring waste of souls |
Noturno
Lúgubres na penumbra,estrelas pálidas o archote amortalhado ondeiam Dos confins do céu,fogos-fantasmas alumbram arcos sobre arcos que se alteiam, nave pecadobreu da noite Serafins, As hostes sem norte despertam para o serviço, até que tombem na penumbra sem lua,mudas,turvas, ao fim, assim que ela erga e vibre inquieta o seu turíbulo e alto,longo,á turva, sobrelavada nave, a estrela-sino tange,enquanto, calmas, as espirais do incenso ascendem,nuvem sobre nuvem, rumo-ao-vazio, do venerável resíduo de almas |
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| BAHNHOFSTRASSE
the eyes that mock me sign the way grey way whose violet signals are ah star of evil!star of pain! nor old heart’s wisdow yet to know |
BAHNHOFSTRASSE
Olhos que zombam mostram com sinais a rua é turva, e seus sinais,violáceos- estrela má!da pena!a idade moça, e falta um velho e sábio para entender os |
nota do tradutor: BAHNOFSTRASSE é o nome de uma rua de Zuirique(SUI) onde um ano antes de escrever o poema JJ teve um “ataque” de glaucoma necessitando de uma intervenção cirúrgica nos olhos .
nota minha: O glaucoma,resumidamente,é uma doença que deriva do aumento da pressão sanguínea no globo ocular



2 comments
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Outubro 5, 2009 às 5:45 pm
Rafael Coelho
Bem, já que neste post fui ali citado, vou comentar seu comentário aqui (e claro deixando meu voto lá no outro post que me fez voar a outro domínio).
Oras, eu pensei bastante o q vc comentou… Sobre a mudança de palavra mariposa > desposa.
Veja, não que não concorde com vc, principalmente na parte que diz “só que poderia ter uma saída mais impactante mudando o último verso”.
Poderia sim mas não quis. A solução que vc dá pro poema com a palavra “desposa” é um jogo de idéias e o meu “mariposa” é um jogo de sons.
Pirei que tudo era uma questão de referência: nossas diferentes soluções pro poema (mariposa vs. desposa) na verdade revelavam as diferentes “tradições” traduzidas nas nossas postadas. (ocidental vs. oriental)
Vc com seus haikis e variantes temporais e espaciais gosta do jogo de ideias (a “ideopéia” do Pound?) e eu com minhas redondilhas e sonetos “clássicos”, aprendidos em qq compêdio de gramática portuguesa latinizada, gosto do jogo de melodia.
Os últimos versos eram assim:
Já vejo logo quando POSA,
Seu nome Mári, Mári POUSA,
Seu voo veloz de MARIPOSA.
POSA rima pra cima do poema com ROSA e com ARENOSA.
Perceba que há um acento no “O” (não registrado na escrita) que faz a rima nessas palavras serem CLARAS/ PERFEITAS.
PÓSA A RÓSA ARENÓSA.
Mas essa rima não é assim com POUSA ou MARIPOSA. O “O” aqui é fechado:
PÓSA ou PÔUSA: MARIPÔSA.
Bem, o que eu quero dizer é que se fosse “desposa” a ideia de separação estaria presente, assim como está nesse anticlímax marcado com a quebra da perfeição rímica.
Sobre ALGUMA, que podem ser trovas…, bem poderíamos abrir uma enquete: sobre o que dois poetas devem escrever???
A partir definir os temas, separar as tarefas e ver se a gente faz um BLEND entre as diferentes tradições traduzidas.
[ ]’s
=:B
Outubro 18, 2009 às 12:23 am
Rafael Coelhoo'Clock
Bem, fiz bem de improviso, pra ficar na proposta de informal. Como achei que da ida do seu quarteto pro meu ficou meio truncado coloquei um hifenzinho pra ficar um diálogo (ou quem sabe uma tentativa de diálogo que tenta ver onde isso vai chegar).
- Há de ser estupidez?
amortecido em colapso
ócio tece me relapso
quase no fim:perco a vez
- De estupidez vive o homem
Não tem remédio pra isso
Talvez um só paliativo:
Mais compras e se consome.