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Entre Outras Alternativas

Desfalecem os fatos contra argumentos
Encenam a tragédia entre tormentos
Entre outras alternativas, o que transparece é um desfrute alucinógeno
Em que prevalece um carisma andrógeno
A distocia tramada entre sussurros e histerismo
Levando a epinastia exagerada entre prática e ostracismo
Entre outras alternativas, a civilidade anorexa em boas maneiras
Hachurada em perseguições rotineiras
Transcendem o poder,a espiritualidade e suas justificativas
A revés dos prazeres na margem de reflexões provocativas

Incertezas

Vivendo em negações perdi minha razão
Esperando por você calei meu coração
Atrás de sonhos tiranos fui abdicando de minhas certezas
Procurando por um sentido nas corredeiras da dúvida
Fui levado pela mágoa em má fé
Enganado pela face serena que dizia para eu acreditar
Que você ao meu lado iria estar

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"Valiant"-Holly Black

Hesitação

Não é hora de perder a paciência
Nem de dizer que desperdiço meu tempo ao ficar à espera de
uma chance ainda não correspondida.

Estando por enaltecer, durante todos os dias que agora se vão, algumas vozes em lamento.
Pensando como é triste aceitar toda a condenação que existe no teu amor
Mesmo porque meu encanto se transforma facilmente em miséria.

Pois nada nele vai além de um sonho vazio
Provocado por sensações de liberdade ilusórias.
Porque tantos pecados remoem arduamente a ternura que existe,
abandonando-nos em teu sepulcro.

Sem alternativas para gritar a realidade.
Pois tu fizeste com que o puro corrompi mento passasse a ser vaidades
Que vagam esquecidas em hesitação.

………..

Saboreando Mentiras

Aos caprichos do tempo deixei minha alma vagar
Saboreando mentiras passei a me arriscar
Reprimindo as emoções deixei a razão me enganar
Num lampejo de desarmonia um descuido alcançar
A minha covardia me custando todo seu afeto
Preferi ficar aprisionado em minha culpa
Num universo particular seguro, mas ,não intenso.
E toda a magia dos dias que se passaram.
Representam à misericórdia divina na sua imagem refletida.
No inferno então estaremos a nos refrescar.

………………..

Superstições

Esse tempo, esse lugar, se te lembrassem.
Todos os confrontos e as conquistas .
Se você pudesse ver o futuro?
Se vc conseguisse estar um passo além?
Daquelas meras superstições
Tudo seria o bastante para saciar-te?
Serviria para fazer-te dizer.
Que esse tempo, esse lugar.
Nos pertence!

*****
Karma vulgar

Estou cansado de procurar em cada vagabunda
Algo que me lembre vc, estou tentando sair dessa.
E vc sabe, que foi vc q quis assim.

Saio todas as noites, caindo na lábia de sombras solitárias.
As luzes acessas, mulheres dispostas a um encontro.
Mas todas parecem ter saído da mesma fábrica
Deixando-me enojados com suas estórias
Continuando com teu vulto em minha cabeça

Até encontrar alguém que não deseje somente meu dinheiro
Eu já estou me achando tão estúpido, por ainda não ter te falado.
Que vc nem era tão especial assim.
Que vc deveria ir para longe, com todos estes demônios.

Que me fecharam as portas da perversão
Agora entendo que garotas como vc são apenas imitações vulgares.
Vestígios de pudicas depravadas.
Então pegue tuas coisas, e vá se vender barato ao próximo idiota.
Pois não vai conseguir levar de mim a lucidez.

devoradordevaidades

DEVORADOR DE VAIDADES

Sinceras são as cores do mar em tentação,

Serenas são as horas de reflexão,

Será que somos vitimas da mecânica do tempo, ou é só uma alucinação?

Fazendo me esquecer àquilo que poderia ser,

Cobrando as glórias que não pude merecer,

Deixando me preso neste concreto vazio!

Sentindo teu desprezo tão frio,

Encoberto pela fumaça, atordoado entre tuas palavras,

As quais fizeram prometer o fim dos meus erros,

A cada novo passo rumo ao suicídio!

Corrompendo todas as vagas memórias rumo ao onisciente,

Arrastando as correntes da moralidade,

Devorando todas as vaidades!

*

desencontros


 

DESENCONTROS

Ao procurar por respostas um dia encontrei

No alto daquelas montanhas o inverno eterno!

Um velho sábio que me condenou

A vagar sob perdição!

Onde não existe sentimento fraterno

Num tempo que a misericórdia enterrou

Á rasgar em dor o corpo acostumado

Por lutar em desonra estou ameaçado!

Neste mundo onde o paradoxo fez seu reinado

De civilizações tão decadentes

Neste toque do teu corpo tão quente!

Fazendo me seguir à frente

Deste exército de escavadores de mentes!

Vejo o desencanto escorrer em minhas mãos

Armas expostas a indicar a direção!

Guerreiros dispostos a conquistar!

Toda a glória refletida em teu rosto,

Habituado á ser indiferente à tentação.

Querendo romper com violência o silêncio!

Que exala tua devoção,

Seu mórbido sorriso inocentar!

Um sádico sentimento demonstrar

Neste mundo de crianças mutiladas!

Com quem a morte brinca na gangorra

Este martírio trazendo exaustão, e me prendendo na masmorra!

Somente quando desvendar estas idéias retalhadas

Que voltarei á merecer o teu perdão

Quando ao voar pelo vale da lamúria em um dragão!

Terei o poder para acreditar em libertação

Levantarei minha alma contra a tirania!

Invocando meus irmãos para revigorarem em testemunho!

Em sua memória vai se erguer então o templo

Que terá a supremacia do tempo!

*

snake

SEM PRESSA

Sem presa de chegar á algum lugar,

Sem vontade de te alcançar,

Escutando passos em um beco escuro

Renegando a existência de um futuro

Estou pronto para esquecer!

Toda a má influência que tenho a exercer

Mas, se afinal tão fantasiosa é a boa influência;

Que faz te renegartua essência!

Estando á roubar-lhe toda atitude;

Revide tomando para si do mundo a paciência!

*

lafora

LÁ FORA

Acordando de um pesadelo

O som de pessoas histéricas maltrata meus sentidos

Esquinas empoeiradas.

Pensamentos encarcerados.

Fazem da sociedade uma caricatura de decadência acelerada.

Isso sempre volta a acontecer

A individualidade torna se um suicídio onipresente

Lá fora as idéias são marcas de um mercantilismo famigerado

Mascaram o terror canibalizado

E o tempo ainda está correndo

Para no final padecer apático



rotina

ROTINA

Diga adeus à pátria, ao trabalho e a religião
Pois dessas tolices é feita à alienação
Tristes sonhos se compadecem na escuridão
Maquiando novamente a real situação

Você é aquilo que consome
E a máquina monetarista nunca passará fome
Entre as tortuosas esquinas que me acolhem
Entre as degeneradas damas que me escolhem

Esqueça aquele antiquado ditado:
“Existe remédio para tudo”
Alistece nas trincheiras práticas do absurdo
Pois Deus nunca gerou um filho
Ninguém fará mais com que sua percepção caminhe sobre um trilho

Você transgride aquilo que te sufoca
Toda a inibição, que com o andar dos ponteiros se desloca
Leva o histerismo que o marketing lascivo te provoca
Leva o autoritarismo que teu cinismo retoca

Cumprindo arduamente suas obrigações
Estás traindo suas observações
Contenta-se á viajar por constelações fantasiosas
Carregando-se por intuições maliciosas

Você transita por idéias contagiosas
Despistando gerações silenciosas
Para o despertar de uma rotina articulada
Declamada em poesia disfarçada

***

prerogativas

PRERROGATIVAS

Loucos são aqueles que esperam,
A piedade se fortalecer em suas fraquezas!
Sádicos são aqueles que encontram,
Um tumulto pacificado em suas estranhezas!

Margeando eloqüentemente rascunhos de suas almas decadentes
Prorrogando de vez enquanto a névoa que atormenta suas mentes
E enquanto o tempo não aponta soluções!
A mágoa compartilha as indagações!

Sabotando os desejos mais febris
Encenando os papéis mais vis!
Em uma peça sem sentido
Golpeando mais uma vez um corpo partido!

*

conselhos

CONSELHOS

Perfeito é o ser que lhe criou,
Maldito é o homem que nos ensinou,
Que um espírito sujo está eternamente preso aos seus próprios vícios!
Ao atrair tudo o que há de mais perverso e indiscreto,
Quando desejas ser superior á teus irmãos;

Sabendo agora o quanto se desonra em teus cegos valores,
Ao se encontrar tentado escalar uma torre de crânios,
Tão humanos quanto à dúvida que  dilacera tua súplica proferida em desencanto;
Alerto-te então, a fim de prover algum conforto em tua sentença:
“Devias parar de reclamar! Aclamar falsos ídolos, cujas virtudes vivem em adultério!”
Como palavras prostituídas a matar de amor os doutores na lei,
Que terminam por não encontrar satisfação em um novo mundo já pejorativo,
E naufragam em um estado servil!

Pois se tu quiseres tomar pra ti teus direitos,
Decapite o rei, violente dele a filha,
Conquiste tua glória!

Saiba ser uma farsa quando os tolos permitirem,
Mas, nunca deixes de acreditar em teu próprio poder!

*

COISAS PEQUENAS

Qualquer semelhança, sindicância que me faça convencer-te;
Qualquer fato, ultimato que me faça parecer-te, uma pobre nobreza lívida e arredia;
São vozes que me fazem  exaltar  as lágrimas serenas de senhoras libertinas!

Do mesmo modo a arte de ter medo faz estremecer o desespero,
Como qualquer flor que derrama vida em uma videira seca,
Comemora o renascimento de meus sonhos!
Antes não mais que uma fagulha de um alento roubado!
Talvez, duma sorte renegada por um ato imundo;
Devasso, escasso temor rude, á ecoar pelo deserto!

Irradiando o pedido para que não se sintas tão culpada, não se esconda!
Oh! Ninfa humilhada traga de volta os bordões de resistência!
Vamos coroar toda a impaciência! Numa ode ao extremismo!
Antes feio e grotesco em seu intento de não se importar; não se levar a sério!

Pois viu Dante, preso em um inferno errante, a comédia divina épica  dum vilão, sozinho, derrotado!

De seu  caminho afastado nos contando que: –“Requer tolerância a menor circunstância. A vendida intenção de não valer um conto, afrontando tua parte que ofereces confronto!

Requer  compaixão ou  lastro de atenção, por conta de  ficar no rastro de tua  emoção.
No momento em que olhares para os mecenas, demonstraste ali teu espanto!
No que  eles puderam  ter um encontro com a tua arbitrariedade.

E  trazer dela uma mensagem  que lhe dizia para deixar de se preocupar com coisas pequenas!”

NUMA BOA

Saltando do ventre de Shiva

Sangrando em lágrimas reprimidas

Luzes a piscar na noite

Vindo de um conceito longínquo

Temendo acreditar sob o véu da euforia

Naquele momento em que a vi

Pensando ser o efeito daquele encontro

Ou o meu ácido que ainda não havia passado

Carregava o mundo em suas costas

Falava de sua utopia aplicada

Querendo me levar com ela

Para um lugar idealizado

Comandado pela máquina

Onde as notas altas representavam à chave

Ela me deixou entre os delírios e a lógica

Ficando inanimado na fé

Mas mesmo assim

Enquanto eu estiver com ela

Vou ficar numa boa

Estando lúcido

Ou apenas alterado

*

Enganos

Nas entrelinhas estão a se esconder às palavras

Enquanto belas intenções pacificam as mágoas

Deflagrando no contra-senso a percepção ordenada

Diverge em enganos a sua lógica descontrolada

As orações propagam a incredulidade

Num trocadilho estreito fixando a dualidade

Enquanto tenta apoderar-se de todo o conhecimento

Despedassa-se em arrependimento

Uma idéia insistente a instigar contradições

Enquanto me afasto de algumas presunções

Em um fluxo multifacetado convergem todos os vícios

Descarta toda a humanidade entre seus ofícios
*
Ambição

Mas pra que repetir a mentira que nunca foi contada um dia.

Num sorriso mesclado a inquietude degradada em teu refúgio

Atrás de fatos estigmatizados numa poça de sangue que transforma aquela noite tranqüila num maldito e perturbador suicídio de uma coletividade apática tentando se esquivar da sombra de sua pragmática

Falsidade não remediada por seus atos reportando novamente aquele teu problema com autoridade

E uma figura pitoresca aponta uma direção carismática

Então estaremos aqui para sentir a vida que escorre no teu rosto

E nada que importa é realmente agradável.

A mais imperceptiva tentativa de se equivocar e que provem assas a teu pensar

E todos que parecem saber o que querem nunca se sentiram acuados, nem ao menos em um minuto, tão preocupados

Com suas ambições e esqueceram de se descobrir

Lamentando toda a insignificância de tuas vidas

Agradecendo a nosso senhor por tuas misérias

E destacando em suas lápides entoará o seguinte discurso:

“lamento que a minha vida em um trago se foi, pois não contemplei a luz dos meus dias

E agora são os vermes que me acompanham

aqueles que se satisfazem com toda a glória que almejei”


aparentemente

autor=Luiz Royo

APARENTEMENTE

Longe da mais sádica dúvida,
Dependo da soberba devastação,
Ao convocar temerosa ilusão!

Provocando sua inocência,
A tomar consciência!

Com toda a malícia
Deixada translúcida em teu rosto!

A enovelar-se em martírio
Devolvendo tua atenção a mim!

*

eras

"Valiant-Holly Black"

ERAS PASSADAS

O que temos a temer se a era das trevas se foi!
Os maiores impérios depois!
A causa mortis aceitou!
Um milagre blasfemo apunhalou!

Não sendo mais que algo estático.
Um grão de areia querendo destacar-se como uma estrela!
Tentando parecer indiferente àqueles pobres pecadores.
Falando da liberdade a voar com os caprichos do vento.

Pensamentos sinuosos, mercenários virtuosos!
Atormentando o arcanjo maledicente!

Para cessar tua voz e deixando-me com fagulhas de inspiração
Fazendo que tu sejas a musa de minha ascensão!

*

PECADO SAGRADO

Você sabe, às vezes é tão triste lutar em campos flamejantes.
Escutando choro de crianças, homens gritando desorientados!
A chuva de sangue congelando seu coração!

E nem todas as chances de vencer esta vil batalha.
Onde as mulheres perdem seus maridos miseravelmente!
Justificam as flores de desesperança que crescem agora nesta terra.
Onde a morte está à espreita de almas desgarradas, todas humilhadas em teu credo.
Numa paisagem onde nasceu o rei soberano, que ao sacrificar-se pela humanidade.
Lacrou as portas do Éden  derrubando os muros do purgatório!
*

acimadetudo

autor=Luiz Royo

ACIMA DE TUDO

Sempre é uma perda de tempo!
Sempre se vai ao vento!
Um tanto quanto incerto
Um tolo argumento desperto.

Então, ao entoar um canto magoado.
Então, um pouco desacreditado.
Mostro-nos que já estamos tão cansados!
Que fracassaremos ao tentar não ser crucificados

Mas acima de tudo, não deixaremos que tudo se vá!
Não erraremos sem sonhar em chegar lá!

Esqueçamos os gritos de lamúria
Entreguemos nossos corpos à luxúria!

Porque sem devoção não se conhece a dor
Porque sem compaixão nunca deixaremos para trás o rancor!

Deixando agora a imaginação a nos guiar
Naufragaremos agora em teu olhar!
Contemplando a alvorada que nos abre caminho
Sob as rosas da destruição que nos estão perseguindo!

Tecendo a mortalha do destino devagar
Descendo a mansão dos mortos para a tentação desprezar
Pra ver o bendito fruto concebido sem pecado,
Crendo no novo tempo proclamado!
Semeando a má fé no coração de todos que tiverem coragem

Advento que fará todas as pestes se curarem!
Pra neste momento dizer a todos para reconhecerem!
Que asas do saber deixaram os tolos prevalecerem
Levando deuses profanos ao sagrado altar

Mas, se acima de tudo, se tu no fim me deixar!
O amor de guardiões de pedra tu irás reclamar,
Mas, se acima de tudo, se ainda quiseres acreditar em mim;
A vida toda em paixão irá reinar!


*

aguarde nova enquete

sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma.” ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Fabio R Poesia e Companhia

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