Vício

"Chains"-Luiz Royo
"Chains-Luiz Royo"

Distante de seu afago
Enceno sentimentos forjando poesia
Arbitrariamente tento  te comover
Da isenção em minha prece de intentos amargos

Já que diante  do calvário  tua efígie  concedeu-me  sabedoria
Para  que das farpas  mais devastadoras pudesse-me esguarnecer

Ardilosamente escorço uma trova
Divagando displicentemente  sobre seus sortilégios
No entanto não sou tão afortunado á ponto de criar uma prova
Que exerça sobre ti certo deslumbramento
Ao ponto de  alforriar-me de todos os privilégios

Que  instauram em mim uma inocente compulsão
Transformando suas virtudes em meu vício!

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Transeunte

Transeunde

Já não me parece tão ridícula a coerência que do teu corpo difunde

Saboreando as quadras da cidade esguarneci na mediocridade

Onde os meus lapsos de crença em insensatez se conservam

Aconchegada em hostilidade a veracidade transeunde

Não me pareces mais um engodo eclesiástico tua divindade

Sugeres então que em teu prospecto à remissão daqueles que te entregam

O reflexo do fulgor inquisitório dos bares em tua retina

Fazendo me parecer exótico em tua dislexia

Usurpando da adoração caluniosa do altíssimo

Entorpecido na sarjeta a regurgitar soberbamente  materialismo