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AMERICA

por Fabio

 

O America foi entre as representantes do “folk-rock”, do começo dos anos 70, a banda que emplacou o maior número de hits nas paradas internacionais. Entre eles as canções que atingiram o primeiro lugar”A Horse with No Name” e “Sister Golden Hair.”

Os membros originais da banda Dewey Bunnell(vocais/guitarra), Dan Peek(vocais/guitarra/baixo e teclado) e Gerry Beckley(vocais/guitarra/teclado/baixo), se conheceram quando cursavam o colegial em Londres, no fim da década de 60. Curiosamente os três são filhos de oficiais da força aérea norte-americana, que estavam em serviço no Reino Unido,com mulheres inglesas.

 

Em 1970, após se formarem no colegial, eles formaram uma banda de “folk-rock” inicialmente chamada Daze in London, que logo mudou de nome para America e posteriormente foi descoberto por Jeff Dexter, um produtor musical inglês, que foi responsável pela assinatura de contrato entre a banda e a gravadora Warner Bros. O álbum de estréia foi lançado em 1971 recebeu o titulo de “America”(foto abaixo) sendo gravado num estúdio em Londres.A produção ficou por conta de Dexter e Iam Samwell.

 

 

 

Uma estória curiosa sobre este álbum e o fato de uma música escrita por Dunnel que havia recebido o nome inicial de “Desert Sound”, e a posteriormente retitulada de “A Horse with No Name”por Iam Samwell não constar originalmente no disco. Posteriormente incluída na redição do álbum, em 1972,a faixa foi a principal responsável por alavancar as vendas no Reino Unido,estreado como número 3 da parada musical inglesa,e posteriormente se tornando o primeiro hit do America a alcançar o primeiro lugar,em geral este álbum alcançou o número 14 na lista dos mais vendidos na época no Reino Unido

Outra faixa deste álbum “I Need You” também se tornou um hit, sobre as músicas deste disco os fãs da banda costumam destacar as faixas “Sandman, ”Riverside” e “Theree Roses”, basta conferir os fóruns sobre a banda pela internet. Ainda em dezembro de 1972, a banda lançou o single “Ventura Highway” como prévia do que estava por vir no segundo álbum,esta single alcançou o 8ºlugar nas paradas do Reino Unido e posteriormente sendo responsável por trazer ao America o Grammy Awards de banda revelação de 1972.

 

Posteriormente a isto,a banda decidiu mudar para os Estados Unidos,mais especificamente para Los Angeles(Califórnia) onde gravou o segundo álbum ”Homecoming”,lançado em janeiro de 1973,conquistando diretamente um lugar de destaque na parada dos EUA(onde alcançou o “Top ten”.A base da música continuou sendo o folk-rock ,com uma introdução inicial da guitarra elétrica ,a banda contou ainda com importantes colaborações de Hal Blaine, na bateria e Joe Osborn,no baixo,nos discos seguinte vários foram os músicos contratados pelo America,porém Hal Blaine,foi um dos mais requisitados.Entre as faixas contidas em “Homecoming”são destacadas pelos fãs da banda, além de “Ventura Highway”, “Don’t Cross the River” e “Only in your Heart”.

 

Para a realização do terceiro álbum “Hat Trick”,no final do ano de 1973,novamente foi chamado Blaine para assumir as baquetas e o baixo na maioria das faixas ficou a cargo de David Tickey.Este álbum não atingiu o sucesso inicialmente esperado nas paradas musicais e o fato de maior destaque foi a posterior gravação da música “Muskat Lovers” por um conhecido cantor folk americano texano Willis Alan Ramsey, famoso por lançar em 1976 nos EUA a música “The Captain & Tenille”

 

Em 1974, o America decidiu mudar a produção dos discos, sendo contratado para este trabalho George Martin, que já havia trabalhado com os Beatles,o America retornou então a Inglaterra para a gravação de “ Holliday”(capa abaixo).

 

(Holliday,1974)

 

 

 

 

Holliday trouxe de volta o America as paradas de sucesso, sendo responsáveis por isto as faixas “Tin Man”,cujo a letra foi inspirada no filme Mágico de Oz ,e”Lonely People” .

 

No ano seguinte, George Martin concordou em trabalhar para a banda novamente e a banda regressou para a Califórnia para as gravações do álbum “Hearts”, a guitarra elétrica finalmente passou a ser uma presença constante no som da banda , e a faixa “Sister Golden Hair”foi a segunda música do America a alcançar o primeiro lugar da para inglesa(Bilboard),alguns dizem que o riff desta música composto por Dan Peek foi obra da admiração dele pela música “Sweet Lord” de George Harrison.ainda em 1975 a gravadora lançou a primeira coletânea da banda,entitulada de History: America’s Greatest Hits,cujo a vendagem foi superior a 4 milhões de cópias nos EUA.

 

No começo de 1976,a banda lançou “Hideaway” o sexto álbum da banda,que não alcançou o sucesso do álbuns anteriores “Holliday” e “Hearts” emplacando os singles “Today’s The Day”e “Amber Cascades” entre o Top quarenta da Bilboard.

O produtor George Martin e a banda foram para o Hawaii no fim do ano de 1976,para trabalharem na produção do sétimo álbum,o álbum “ Harbor”, gravado numa casa de praia e lançado em 1977,foi o primeiro álbum a não conquistar para a banda um disco de ouro de platina em vendagens.Depois deste fato Dan Peek decidiu sair da banda devido a uma recente conversão religiosa,conseqüência da culpa pelo abuso de drogas,chegando a lançar um álbum solo em 1978 “All things is Possible”.

De volta a 1977,descontentes com a gravadora Warner Bros, romperam o contrato,logo após o lançamento do álbum ao vivo “Live “ em outubro.

Entre o intervalo de dois anos(77/79) como fato curioso foi a gravação de “California Dreamim” do The Mammas & The Pappas por Beckley e Bunnell para a trilha sonora do filme “California Dreaming” pelo selo American Int’l,e o conseqüente #56ºlugar na parada americana.

O álbum “Silent Letter”,de 1979,apresentou o America como um dueto e foi o último a ser produzido por George Martin pelo selo Capital Records,contando com participações dos músicos: baixista David Dickey,baterista Willie Leacox, guitarrista Michael Woods, Jim Calire nos teclados e no sax, e Tom Walsh na percussão.Além disto,contou com colaborações nas letras de vários artistas fora do “circuito comercial” dos EUA.O álbum não chamou a atenção das pessoas e nem da crítica não passando da posição #110 na Bilboard ficando conhecido sarcasticamente pelos fãs como “Silent Record”(álbum calado etc.).

O fracasso do America seguiu com o lançamento de “Alibi”(1980) e só foi superado em 1982 com o lançamento de “View From The Ground”,a faixa “You Can Do Magic”, alcançou novamente o Top 40th da Bilboard.

(View From the ground,1982)

Em seguida a banda lançou “Your Move”(1983),album que conta com varias faixas instrumentais,contando com a participação da Royal Philamornic Orchestra de Londres,a faixa “The Border” foi a que mais se destacou

O America fez durante os anos 80,contribuições para a trilha sonora de vários filme como;”The Last Unicorn”,na Alemanha (1982) e “The Lonely Guy” do comediante Steve Martin(1984).

O ano de 1984 começa com o lançamento do segundo álbum cristão solo de Dan Peek,”Doer Of The Word” que traz a contribuição de Garry Beckley na faixa que recebe o mesmo nome do disco.São lançados ainda dois outos álbuns solo de neste estilo por Dan Peek, Electro Voice (1986) e Crossover (1987).enquanto isso o America segue sua carreira com o lançamento de “Perspective”em setembro de 1984,o som da banda passa a ser o pop dos anos 80,este álbum não chamou qualquer atenção da critíca e dos fãs.

Para finalizar o contrato com a Capitol records,foi lançando em 1985 o álbum ao vivo “In Concert”,gravado durante uma apresentação no Arlington Theater,em St.Barbara(Califórnia).

Beckley e Bunnell passaram a outra metade dos anos 80 se concentrando apenas escurcionando ao redor do mundo,somente em 1994 a banda lançou um novo album de estúdio com o título de “Hourglass” por um selo de menor expressão,conseguiram atenção dos fans atingos da banda as faixas “Young Moon” uma balada e “Greenhouse”uma performence crua de rock and roll gravada ao vivo.Nos anos seguintes os fãs foram contemplados com outro álbum ao vivo “In concert/King Biscuit”(1995) que traz uma apresentação da banda em uma rádio americana Kings Biscuit em 1982,outra coletanea “Horse With no Name(1995) e “Humam Nature”(1998) que trouxe a influencia folk de volta para a banda,todas lançandas por selos de pequeno/médio porte nos EUA

.Durante os anos 90 os fãs puderam conferir também o primeiro álbum solo de Gerry Beckley,”Van Go Gan”(1995) um álbum no estilo experimental que conta também com algumas releituras de faixas lançadas pelo America como “I Need You”.

(Hourglass,1994)

Os próximos anos contaram com o lançamento de coletâneas e uma álbum de canções natalinas “Holiday Harmony”(2002),e outro album ao vivo “TheGrand Cayman Concert”(2002) gravado por Beckley e Bunnel e suas guitarras acústicas em abril de 2002,que traz algumas raridades até então inéditas as faixas “Wind Wave” e “Pigeon Song.”Outro álbum solo de Gerry Beckley “Go Man go” no mesmo formato do anterior também foi lançado no ano 2000.A banda novamente passou a fazer shows constantes e começou a lançar DVDs.

Depois de uma longa espera por um novo álbum da banda,foi lançado em janeiro de 2007 o álbum “Here & Now” o primeiro álbum em 20 anos a ser lançado por uma selo de maior expressão o Burgandy nos EUA.As gravações foram feitas em Nova Iorque em julho de 2006, e contou com várias participações especiais de,dentre elas a de maior destaque é a participação do cantor Steve Bishop,altamente conhecido nos EUA .Por decisão da gravadora este disco duplo conta com faixas gravadas ao vivo de todas as faixas lançadas em “History: America’s Greatest Hits”(1975).

Resta agora esperar a repercussão deste disco na crítica e nos fãs da banda, o calendário de shows da banda poder ser conferido no site oficial (www.venturahighway.com).

VIDEOS

Ventura Highway

A Horse With No Name

Sister Golden Hair

Lonley People

Dan Peek solo

Entrevista(Bunnel&Beckley)

 

Fabio r.Vieira 2008

Uma Biografia possível sobre Gentle Giant

Quando se fala em Gentle Giant, é bom ter em mente que trata-se de um grupo
que sempre cuidou do Rock com a mesma devoção que o Jazz, a Música
Sinfônica, a Música Barroca e a Música Eletrônica.

Esta controvertida banda criou um dos estilos mais peculiares da Música Progressiva, pois englobaram e fundiram, em sua obra, elementos de Música Medieval, Renascentista,
Barroca, Jazz, Rock e Eletrônica de forma jamais vista, e tudo isso apoiado
em sofisticadas e complexas técnicas de contraponto e harmonia, além de
dissonantes arranjos vocais. Thierry Chatain, em sua Pequena História do
Rock’n’Roll (na História da Música Ocidental, de Jean & Brigitte Massin,
editora Nova Fronteira), escreveu que o Gentle Giant é uma “espécie de
orquestra de câmara elétrica”. Ao lado do King Crimson, puseram as cartas da
quebradeira na mesa.

Isso quer dizer que foram responsáveis por uma música
de mais difícil digestão e de mais difícil consumo, que exige algumas
atentas audições para acostumar o ouvido e para que se “adquira o gosto”
pela mesma, ou então, para que se forme uma opinião quanto a gostar ou não
gostar; o contrário do que fizeram Yes, Genesis e Emerson, Lake & Palmer,
grupos mais sinfônicos e autores de obras “um tanto mais ‘acessíveis'”
dentro do universo progressivo (principalmente o Yes). Por tudo isso o
Gentle Giant é um dos mais perfeitos exemplos da máxima: “ou você o ama ou
você o odeia”. Vamos à sua biografia e discos.

A história desse eclético grupo é basicamente a história dos irmãos Shulman
e seus amigos, tendo seu início em Portsmouth, Inglaterra, local esse que
veio a ser a residência da família Shulman, quando se mudou de Glasgow. Os
dois irmãos mais velhos, Phil e Derek Shulman, nasceram nos Gorbals de
Glasgow, Escócia (datas ignoradas). O pai deles era um trompetista de Jazz
que tocava à noite e atuava como representante de vendas durante o dia para
sustentar a família

. O primeiro contato de Derek com o Rock aconteceu em 1963, quando os
Beatles tocaram em Portsmouth. Derek matou as aulas no dia do show,
escrevendo um bilhete falso em nome de sua mãe, dizendo que precisava sair
mais cedo porque estava doente. Ele teve tanta falta de sorte, que o filme
da TV focalizou-o, fazendo com que aparecesse no noticiário noturno daquele
dia. Acredito não ser necessário contar o resto…

A primeira experiência musical semi-profissional dos dois foi em 1965, com
um grupo chamado “The Howling Wolves”, que tentava tocar Rhythm & Blues,
como os Stones. Como eles não tinham empresário, convidaram o irmão Phil
(cerca de dez anos mais velho que Derek) para a tarefa. Nessa época ele
estava na escola se preparando para o Magistério. O primeiro show que
conseguiu para o grupo foi em sua própria escola, pela cifra de dezoito
libras.

O grupo logo mudou seu nome para “Road Runners Rhythm And Blues” e
conseguiu realizar uma série de apresentações. Phil entrou em cena como
músico quando eles se conscientizaram que, para ser um grande grupo de
Rhythm & Blues, precisavam de um saxofonista. Phil concordou e comprou um
Adolph Sax e começou a aprender a tocar. Com o desenvolvimento de Phil como
músico, conscientizaram-se que deviam arranjar outro empresário. Procuraram
um sujeito em Portsmouth que tinha a fama de ser o “tal”. O sujeito prometeu
que os transformaria em megastars se eles mudassem o nome do conjunto para
“Simon Dupree & The Big Sound”. Para afirmar suas promessas, arranjou
apresentações em Southampton e Bournemouth. Mas os Shulmans começaram a
sentir que o melhor caminho a seguir era o Pop.

Nesse estágio estavam sendo
empresariados por um produtor da BBC (British Broadcasting Corporation,
rádio e TV inglesas), John King. John levou-os para Bristol afim de
realizarem uma modesta gravação, ou seja, uma fita demo, de demonstração.
John mostrou a tal “demo” para a EMI. Continha a música I See The Light, dos
Five Americans. A EMI por sua vez convidou o grupo para uma demonstração ao
vivo. Derek conta que eles tocaram em frente a três produtores, sentindo-se
muito embaraçados. Mesmo assim a EMI assinou com eles um contrato de cinco
anos. Com o contrato em mãos, uma verdadeira façanha, procuraram uma agência
de negócios. Arthur Howes os empresariou e conseguiu uma excursão com Helen
Shapiro e os Beach Boys.

A essa altura, I See The Light já era um single
tocando nas rádios. Dois outros se seguiram: Reservations e Daytime
Nightime. Como essas músicas, de autoria deles, não davam em nada, pediram
ao John King que arranjasse uma boa canção. John conseguiu numa tal de
Robbins Music, uma música chamada Kites. Derek conta que a música era tão
ruim que quase desmancharam o negócio por causa do “grava/não grava” que
saiu.

Conclusão: fizeram uma aparição no programa “Top Of The Pops” (da
BBC), partiram para a Suécia e quando voltaram Kites fazia sucesso. Chegou
até o quinto posto das paradas inglesas. Com o sucesso, fizeram muitas
outras excursões pela Inglaterra e para surpresa de muitos, numa dessas
excursões o tecladista deles foi temporariamente substituído por Elton John.
Embora estivessem indo relativamente bem, já nessa época começaram a receber
opiniões desfavoráveis a respeito de seu estilo musical.

Para fugir um pouco dessa situação, Derek e Ray gravaram secretamente um
compacto com a música We Are The Moles. Embora a intenção da dupla Moles
fosse atingir o sucesso, eles não conseguiram passar do 20º lugar nas
paradas inglesas. Isso fez com que continuassem tentando com o “Big Sound”
até o fim do ano de 1969. Mesmo depois de virem a conseguir um relativo
êxito numa temporada realizada no clube Stockton Fiesta, resolveram
dissolver a banda e fizeram uma apresentação de despedida, totalmente
maluca, na Universidade de Bath. Essa apresentação foi coroada com um buquê
de rosas entregue a eles por Adrian Henri, um badalado poeta no cenário de
Liverpool, na época.

De acordo com Derek, eles dissolveram a banda porque não estavam satisfeitos
com os músicos que os acompanhavam e também porque acabaram se aborrecendo
com o nome “Simon Dupree”. Em outras palavras, já estava na hora de passar a
limpo essa situação. E para passar a limpo alguma coisa em termos de vida,
nada melhor do que um período de reflexão.

Embora o “Big Sound” não trouxesse satisfação musical e pessoal aos
Shulmans, quando a banda terminou, eles tinham dinheiro suficiente para
descansarem um ano e formarem uma nova banda. Essa banda seria nada mais,
nada menos que o Gentle Giant.

O “Simon Dupree” era um grupo pop, sem graça, e os Shulmans logo perceberam
que com ele estavam insistindo sobre uma tecla desafinada, principalmente
quando analisavam o contexto inglês da época, e sentiam o crescimento dos
grupos progressistas. Foi quando decidiram criar o Gentle Giant.

Iniciaram seus ensaios durante o ano de 1970 e segundo eles mesmos, tiveram
a sorte de serem apresentados por um amigo de Phil a um tecladista de nome
Kerry Minear. Kerry tinha uma excelente formação, recebida na Academia Real
de Música, por onde também passou outro tecladista, Rick Wakeman (Strawbs,
Yes). Ele acabara de voltar de uma malfadada viagem à Alemanha. Havia ido
para lá junto com uma banda chamada Rust, cujo insucesso foi total e fez com
que a miséria tomasse conta dele, até o ponto de precisar ser repatriado por
seus pais. Essa brincadeira de mau gosto angustiou Minear por cerca de
quatro meses (em território alemão) e quando os Shulmans o encontraram ele
parecia um refugiado.

Kerry Minear, um dos músicos mais eruditos que o rock já conheceu, começou a
tocar piano aos sete anos de idade e antes de chegar à Academia Real teve
algumas experiências musicais em conjuntos. No primeiro deles, ele tocava
bateria, passando pouco depois à guitarra. Em casa, gostava muito de cantar
em dueto com seu pai. Na adolescência, achou que devia estudar música
clássica, escrever, compor. Essa aspiração fez com que ele chegasse a obter
o grau em composição e regência na Academia, um título pouco comum e também
difícil de ser conquistado, com conhecimento suficiente para comandar uma
orquestra sinfônica.

Com a formação jazzística que os Shulmans receberam de seu pai, somada à
formação barroca e clássica de Kerry Minear, nascia o núcleo do Giant.
Quando Kerry veio a Portsmouth pela primeira vez, para ensaiar, trouxe
consigo um guitarrista. Os Shulmans gostaram muito de Kerry, mas não sabiam
como dizer a ele que o guitarrista não servia. Quando criaram coragem,
Minear também disse que não gostara dele. Através de anúncios no jornal
Melody Maker contrataram o guitarrista Gary Green e o baterista Martin
Smith. Gary era de Stroud Green e seguramente era um dos vinte e tantos
guitarristas que eles ouviram através do anúncio.

Com os três Shulmans – Derek (guitarra, baixo, sax, violino e vocais), Phil
(sax, trompete e vocais principais) e Ray (baixo, guitarra, violino e
vocais) -, mais Gary Green (guitarras, sopros, percussão e vocais), Kerry
Minnear (teclados, violoncelo, sopros, percussão e vocais) e Martin Smith
(bateria), o Gentle Giant gravou seu primeiro LP, pela Vertigo. O produtor
era o célebre Toni Visconti. O LP não fez o merecido sucesso na época, mas
serviu para o grupo estabelecer um certo padrão musical. Esse padrão
firmar-se-ia ainda mais no segundo LP.

Um detalhe é que todos os integrantes cantavam, com os solos vocais a cargo
principalmente de Derek (a voz hard-rock, de rock mais pesado, voz mais
grave), Kerry (a voz suave, etérea) e Phil (cuja voz se situa, por suas
características, no meio das duas anteriores, no meio-termo).

Mais uma coisa: quase todos os músicos que passaram pelo Gentle Giant são
virtuoses e grandes compositores. Kerry Minear, o tecladista, é um dos
melhores do mundo (também como melodista), apesar de subestimado, assim como
acontece com Tony Banks, do Genesis.

· GENTLE GIANT (1970)
· ACQUIRING THE TASTE (1971)
· THREE FRIENDS (1972)
· OCTOPUS (1973)
· IN A GLASS HOUSE (1973)
· THE POWER AND THE GLORY (1974)
· FREE HAND (1975)
· INTERVIEW (1976)
· LIVE – PLAYING THE FOOL (1977)
· THE MISSING PIECE (1977)
· GIANT FOR A DAY (1979)
· CIVILIAN (1980)
· OUT OF THE WOODS – BBC SESSION (coletânea póstuma comentada acima) (1996)
· EDGE OF TWILIGHT (coletânea póstuma comentada acima) (1996)
· THE LAST STEPS (coletânea póstuma comentada acima) (1996)
· UNDER CONSTRUCTION (mini box set comentado acima) (1997)
(ao vivo lançado pelo selo King Biscuit comentado acima) (1998)
marcelo stepon

Videos:

Proclamation(78)

Octopus(Medley)

Give It Back(76)

 

LARRY FAST (TÃO -SOMENTE UM DOS MAIORES COMPOSITORES E TECLADISTAS DE TODOS OS TEMPOS )Apesar de sua rica obra, pouco se fala sobre LARRY FAST (
cujo pseudônimo é SYNERGY) ; quando acontece de
aparecer algum artigo, o destaque parece cair sempre num
ciclo vicioso : o fato deste artista ser um mero adepto das
inovações tecnológicas em termos de teclado.

Sim, Larry Fast é um futurista, vanguardista, adepto da
tecnologia e inclusive inventor de instrumentos eletrônicos
para teclados, PORÉM, muito para além de mera
tecnologia, Larry Fast é um músico que alia com arte e
sutileza sua SENSIBILIDADE, CRIATIVIDADE,
experimentalismo e inovação com um pé no futuro outro na
rica tradição da música clássica ou mesmo nas melodias das
primeiras décadas do século passado.

Logo em seu primoroso disco de estréia “Electronic
realizations for Rock Orchestra” de 1975 , o músico chamou
atenção em demasia de grande parte dos apreciadores da
boa música sintetizada ; isto em tempos de plena idolatria
por RICK WAKEMAN e seu mais do que clássico clássico ( e
muito bom por sinal ) “Viagem ao centro da terra”.Pois é ,
para este cara que vos escreve, Larry Fast realizou foi
mesmo a “viagem ao centro do cosmo em expansão”
dando a impressão de que suas composições tecem
texturas musicais incríveis dentro de uma geometria de
timbres e sons tecidos por sutis fios de ouro e prata e
chips…TECNOLOGIA COM EMOÇÃO E PULSAÇÃO. Confira
quem puder algum material deste grande “artista da
cibernética sonora”.

Logo após o lançamento do primeiro álbum convites não
faltaram , mas quem ficou com o tecladista por mais tempo
foi o PETER GABRIEL desde o seu primeiro disco , se não me
engano, de 1976, ou seja desde que decidiu pela saída do
antológico GENESIS e o conceituado grupo de rock
progressivo NEKTAR. Hoje ( 2005) trabalha e participa dos
discos de TONY LEVIN , exímio baixista ex- integrante da
banda de Peter Gabriel do lendário ( e delirante e cerebral
KING CRIMSOM).

Conheço infelizmente apenas quatro discos do Larry Fast :
Games ( 1978 ) , Audion ( 1881 ) “Experimentos com
computadores” ( 1982?) e a já referida obra de arte ou
orquestra sinfônica eletrônica “Electronic realizations… (
1975 ) . Garanto que todos estes
possuem um PADRÃO
DE QUALIDADE MUSICAL EXCELENTE. Meus preferidos – até
o momento – são o “Electronic…”e o “Audion” .

Pois é, privilégio terá quem ouvir sua música, entender o
porquê da escolha do pseudônimo SYNERGY. Sinergia , uma
das palavras mais estimulantes de nossa língua define
perfeitamente a obra de um dos compositoores e
tecladistas mais expressivos de toda música moderna do
final do séc. 20 e deste início de século 21. E, por favor ,
não me venham falar do Jean Michel Jarre (rs) …

SALVE SIM LARRY FAST E TODA SUA OBRA SINéRGICA !!!

Por Marcelo Steponkevicius ( 10 de 2005 )

Videos>>>>>

Ride


Trapeze:Cronologia da banda .

Por Fabio

Banda formada em 1968, na cidade de Wolverhampton(Inglaterra),pelos músicos John Jones(lead vocals),Terry Rowley(guitarra e teclado), ambos ex-membros de uma banda local denominada Montanas,Gleen Hugges(baixo/vocal) e Dave Holland comandando as baquetas.

O albúm de estreia foi lançado em 1970, e recebeu o titulo de “Trapeze” era composto por 14 músicas das quais merecem destaque “Suicide” e “Wings”.(a capa corresponde a foto abaixo)


Depois deste albúm John Jones e Terry Rowley abandonaram a banda e voltaram com os Montanas, deixando a banda como um trio que de fato representa o que a de mellhpr na banda.Ainda no final de 1970, a banda lnçou outro albúm “Medusa”,cuja a capa é a foto abaixo,os vocaisprincipais ficarama a cargo de Gleen Hugges,e a guitarra com Mell Galey,apresenta 7 faixas e é considerado o melhor albúm da banda pela critica internacional.


Em 1972, saiu o albúm “You are the music…we’re just the band”,com oito faixas que representam um estilo compassado que viria a ser marca registrada da banda.
Por volta de 1974, Gleen Hugges passou a ser sondado pelo Deep Purple, e após alguns meses deixou o Trapeze, para o seu lugar foi chamado Pete Wright, ainda nesse mesmo ano foi integrado a banda o guitarrista Rob Kendrick, e com essa formação está presente no albúm “Hot Wire”(4º da banda) lançado inicialmente como un single,e em 1974 como LP, não tão expressivo como os 2 albúns anteriores, com também oito faixas.Em 1974 foi lançada a primeira coletânea da banda “The Final Swing” composta por nove faixas dos 3 primeiros discos.

Em 1975, foi lançado pelo selo”Warner Bros” o um albúm também denominado Trapeze com algumas faixas que não entraram nos primeiros discos da banda.
Para alegria dos admiradores da banda , em 1976, Gleen Hugges foi reintegrado e o formato de trio com Hugges, Galley e Holland foi retomado, mas não por muito tempo, a banda chegou a entrar em estúdio mas não lançou nenhuma albúm inédito neste periodo.

O ano de 1978 foi um ano problemático onde,apesar da gravação de “Hold on”, lançado somente em 1998, Pete Wright que também havia sido anteriormente reintegrado, abandonou novamente a banda e Pete Golaby pasou a ser o segundo guitarrista.

No ano de 1980 saiu oficialmente o primeiro albúm ao vico da banda , intitulado”Live in Texas:Deas Armadillos com as faixas:”Back Street love”,”Hold on”,”Midnight flyer”,”You are the music”,”Black cloud” e “Way back to bone”.Em 1986 saiu o Lp inédito “Way back to bone”, que ainda merece ser investigado com mais atenção pelo autor deste texto.
Finalmente em 1991, a banda encerou as atividades, indo Mell Galey para o Whitesnake e depois para o o Black Sabbath, Dave Holland saindo em turnê com o Judas Priest, e Gleen Hugges para uma carreira de músico de estúdio primeiramente, e depois a desenvolver uma ótima carreira solo.

Foram nos anos anteriores lançados os álbuns :”Welcome to the real world ” ao vivo gravado em 1992 na cidade de Borderline, que conta ainda com a participação de Geoff Downes nos teclados, mas apenas lançado em 1998, Dead Armadillos-live em 2001,Live at the boat club 1975 em 2003 e ainda no mesmo ano “On the Higware Running”.

De quebra assita uns videozinhos do Gleen Hughes retirados do “You Tube”.è só clicar nos links.

Gleen Hugges(Arrows festival,2005)

Gleen Hugges 2

 

aguarde nova enquete

sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma.” ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Fabio R Poesia e Companhia

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