MC5 entrevistas

Essa entrevista foi concedida por Wayne Kramer(guistarrista original) do MC5 ao jornal “Folha de São Paulo” em agosto de 2005,quando a banda DKT/MC5(os sobreviventes do MC5) vieram se apresentar no festival “Campari Rock”
Líder do MC5 conta que preferia free jazz a Ramones; grupo toca no Brasil em agosto, leia

No próximo dia 13 de agosto, São Paulo recebe o lendário grupo MC5 para uma apresentação única no país. Considerado um dos precursores do rock punk, o grupo fez história com uma carreira curta porém intensa. Já de cara, o som cru e enérgico do primeiro disco da banda, “Kick Out the Jams”, de 1968, assegurou ao MC5 seu posto ao lado de bandas como Stooges (de Iggy Pop) e Velvet Underground (de Lou Reed e John Cale).
Direto de Los Angeles, o guitarrista Wayne Kramer, um dos integrantes originais do quinteto, falou com UOL Música sobre o recente retorno da banda, sobre os shows no Brasil e compartilhou suas lembranças sobre os primórdios do punk rock.No Brasil, a banda se apresenta com Kramer na guitarra, Michael Davis no baixo e Denis Thompson na bateria, todos da formação original (o vocalista Rob Tyner morreu em 91 e o guitarrista Fred “Sonic” Smith, em 94).
Completam o grupo, Mark Arm, do Mudhoney, o guitarrista Marshall Crenshaw, e “um convidado especial”.Na entrevista, Kramer surpreende ao revelar que nunca gostou muito do som básico de três acordes, genericamente associado ao punk rock. “No começo eu nem gostava muito dos Ramones”, admite o guitarrista. “Depois passei a admirar o grupo por sua pureza, mas não pelo lance dos três acordes, que nunca me despertou nenhum interesse”.
Segundo Kramer, o MC5 estava mais interessado nas experimentações musicais de jazzistas como Sun Ra, Ornette Coleman e John Coltrane: “Nós nos inspiramos neles para tentar avançar com o rock”, explica. Era de uma corrente também jazzística que Kramer e seus colegas se valiam para descrever o punk ainda sem nome que o MC5 fazia: “Nós chamávamos de ‘avant-rock’.
E este era um movimento musical não tanto do rock, mas do jazz, relacionado ao free jazz”.Leia abaixo a íntegra da entrevista:No começo da carreira, o MC5 se lançou como uma banda “anti-hippie”, contrária à cultura “paz e amor”. Quais os valores que vocês pregavam?Wayne Kramer – Eu sempre achei que paz e amor eram coisas boas, mas que têm de ser amparadas por ativismo político. É preciso assumir responsabilidades pela mudança.
Eu nunca fui realmente “contra” os hippies, mas achava que era preciso realmente fazer alguma coisa.O MC5 esteve sempre ligado à atuação política dos White Panthers, grupo radical fundado por John Sinclair (empresário do grupo) que pregava “sexo nas ruas” e o fim do capitalismo. Qual era a ligação real do grupo com os Panthers?WK – Nós éramos os White Panthers! (risos) O partido dos White Panthers era um veículo para expressarmos nossa frustração com os rumos que o país estava tomando na época (1968 a 1974).
Ao contrário de hoje, quando há uma certa confusão a respeito daquilo que está acontecendo, tínhamos todos a mesma opinião de que o país estava indo para uma direção errada. (NR: A Era Nixon, 1968 a 1974, é associada ao conservadorismo político e retrocesso nas áreas de direitos humanos, nos EUA. O período ficou marcado pelo caso Watergate, que levou o presidente à renúncia, em 74. O partido dos White Panthers surgiu em 68 e pregava uma “revolução cultural”. Em 69, após um ataque com coquetel molotov a um escritório da CIA, atribuído ao grupo, um dos líderes dos Panthers foi preso.
A sede do partido foi invadida pelo FBI no final de 1970.)E você ainda tem uma atuação política hoje em dia?WK – Claro! Depois que você começa, não dá mais pra parar. Eu atuo aqui em Los Angeles, com o Tom Morello (guitarrista do Audioslave) e com o Serj Tenkian (guitarrista do System of a Down) em campanhas de ampliação do acesso à justiça para trabalhadores, em outras campanhas de justiça trabalhista na Califórnia e também colaboro com programas de assistência a prisioneiros de guerra no Iraque.
O primeiro disco do MC5 foi lançado em 1968, mas vocês já estavam fazendo esse tipo de música enérgica pelo menos desde 1965. Nessa época, que nome vocês davam ao tipo de música que vocês faziam?WK – Nós chamávamos de “avant-rock”. Nós queríamos expandir a música para além dos limites que ela tinha alcançado até então. E este era um movimento musical, não tanto do rock, mas do jazz: do free jazz de Ornette Coleman, Sun Ra, John Coltrane e Archie Shepp. Nós nos inspiramos neles para tentar avançar com o rock na mesma direção.Vocês chegaram algum dia a aplicar o nome “punk” para o MC5?WK – Não, esse termo só apareceu em meados dos anos 70, e o MC5 parou de se apresentar em 72.
E desde quando a banda está de volta?WK – Há uns dois anos começamos a tocar ao vivo novamente, Michael Davis (baixista), Denis Thompson (baterista), eu e alguns amigos. Enquanto a banda esteve parada, lancei cerca de 10 discos solo nos EUA. Além disso, tenho meu trabalho como produtor e faço trilhas para cinema, aqui em Los Angeles. Como você viu o surgimento do punk, em meados dos anos 70, e o que você acha das bandas que nasceram já sob a égide do punk rock, como Sex Pistols e Clash?WK – Eu gosto muito de Clash e Elvis Costello. Mas eu achava que algumas músicas de outros grupos eram muito retrôs, muito presas às convenções dos três acordes. Sex Pistols e The Damned, por exemplo, eles não estavam levando a música adiante. Como artista, eu sempre quero ouvir coisas novas.
Eu não acho interessante ouvir os mesmos três acordes de novo.Então você devia detestar os Ramones!WK – No começo eu não gostava muito deles mesmo! (risos) Mas depois comecei a gostar, pela pureza deles…Mas não pelos três acordes…WK – Pra dizer a verdade, não! Isso não me desperta nenhum interesse.Em meados dos anos 70 (de 1974 a 1976), você estave na prisão (por tráfico de cocaína). Nesse período você continuou a fazer música?WK – Sim. Eu encontrei na prisão um grande mentor musical, Robert “Red Rodney” Chudnick, que tocou trompete com Charlie Parker. Ele me ajudou a crescer como músico. Ele também era um “hóspede do governo” (risos)!
Para mim é muito importante continuar estudando música. Eu estudo até hoje.O que você ouve hoje em dia?WK – Eu tenho ouvido muito uma cantora country chamada Allison Krauss. Acho a voz dela linda. Gosto também de Eminem, de Dr. Dre… E no rock atual?WK – O problema é que não está acontecendo nada de muito interessante no rock agora…Você gosta de grupos como LCD e Yeah Yeah Yeahs?WK – Eu gosto do “espírito”, mas gostaria que eles estivessem fazendo algo que fosse mais original, em termos musicais. Toda a idéia do MC5 era fazer algo novo. Não estou dizendo pra ninguém fazer o que o MC5 fez, mas quero alguém que cante a sua própria história, com a sua própria voz.Qual foi a última banda de rock que você ouviu e gostou?WK – (Após pensar muito) Há duas semanas, ouvi uma banda inglesa, de Oxford, chamada Case Suitable for Treatment. Eles são espetaculares.
Fazem uma música avançada. Eles não têm medo de se aventurar para além dos limites do ritmo e da tonalidade. Eles têm um componente de “perigo” na música deles.Como é um show do MC5 hoje? O que vocês vão mostrar no Brasil?WK – Eu faço a lista de músicas pouco antes do show. Vamos apresentar alguns sucessos e músicas que as pessoas não conhecem. Todo esse trabalho tem sido um processo, um “work in progress”.
Às vezes mudamos os arranjos, às vezes não. É imprevisível. Vocês têm planos de gravar?WK – Temos escrito algumas músicas novas para um próximo disco. Mas não temos pressa de gravar. Depois do show vocês vão passear no Brasil?WK – Eu adoraria, mas acho que não vai dar tempo. Eu tenho que voltar correndo pra Los Angeles. Eu tenho aulas. Estou fazendo um curso de composição para trilha sonora de filmes.
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noticias oficiais direto do site oficial(DKT/MC5) A primeira e a terceira comentam os últimos acidente sofridos pelo guitarrista da banda Michael Davis(sujeito de sorte),a segunda sobre uma parceria num evento com os Stogges,já a terceira foi extraída de uma convocação para um show da banda.OBS:”são noticias um pouco desatualizadas mas só se encontram especulações a respeito dos integrantes da banda,melhor dizer o que aconteceu do que ficar inventando notícia pra dar IBOPE “
1)04.22.2007 – BREAK A LEG … NOT!: While touring as special guest singer with Italian rock band OJM, Michael Davis broke his leg Saturday night at the Taurus Rokkarolla in Turin, Italy. He fell off a concrete ramp while exiting to the backstage area. Michael is currently in the hospital awaiting surgery to repair the broken bone, after which time he will return home to Los Angeles. This was the fourth show in OJM’s 12-city tour of Italy, France, Switzerland and Spain to promote their release “Under The Thunder” (Go Down Records). Michael produced it in 2006. Reluctantly, OJM will complete the tour without Michael, but they are determined to rock hard enough every night to make him as proud of them as they are of the record he created with them. Michael will stick to his plan to appear as special guest on Dave Marsh’s Sirius Radio program “Kick Out The Jams,” as well as with former MC5 manager John Sinclair at Jimmy’s Diner in New York City on Sunday, May 13th, to discuss his non-profit Music Is Revolution Foundation, which supports music education programs in public schools. From his hospital bed in Citta’, Italy, Michael jokes, “I would really appreciate it if, from now on, nobody tells me to break a leg when I go on stage.”

2)06.20.2006 – EX-MC5ERS DKT AND IGGY & THE STOOGES TO PLAY FESTIVAL: For the first time in over 35 years, former MC5 members DKT — Michael Davis, Wayne Kramer and Dennis Thompson — will share a bill with Iggy & The Stooges. The event will take place at the request of Sonic Youth’s Thurston Moore, who is latest curator of the upcoming All Tomorrow’s Parties Festival event “Nightmare Before Christmas.” The Festival takes place from December 8th – December 10th at Butlins Minehead in Somerset, UK. DKT’s featured guest is Mark Arm, with others surprises. Click Here for the ATP official link on the subject. More news as we have it.

3)05.09.2006 – MICHAEL DAVIS IN MOTORCYCLE CRASH: Michael Davis suffered a motorcycle accident on Monday, May 8th. He has been hospitalized. Michael’s wife and manager, Angela Davis, reports this evening that Michael was riding his Harley Davidson on a Los Angeles freeway when he was unable to avoid a large muffler that dropped from a vehicle into his path. Michael was wearing his helmet and leather jacket, and is expected to recover, but he has suffered a fractured spine, bruised ribs, and several abrasions. Please send your email well-wishes to us and we will forward them directly to Michael, or you may send them to mailto:info@svengirly.com?subject=Michael The planned DKT full-band performance at the Joey Ramone Birthday Bash in New York City on Friday, May 19th will be modified. What we know right now is that Wayne will perform with fellow musicians who are already confirmed for the night’s show. More details will be posted to http://www.joeyramone.com/ and http://www.muscletonerecords.com/ as we sort it out. DKT’s performance on Thursday, May 18th at Brooklyn’s North Six will have to be rescheduled. Wayne’s solo acoustic show will go forward as planned at Joe’s Pub. Thanks in advance for your consideration, Margaret Saadi KramerDKT Management

4)09.13.2005 – PURCHASE DKT/MC5 TICKETS FOR ROYCE HALL: Now, everyone will have a chance to see DKT/MC5 with the Sun Ra Arkestra on Sat, Sept 17th at UCLA in Los Angeles! Here’s a special student-rate discount (you don’t have to be a student to use it). Hurry and take advantage of this offer to receive $15 tickets to see the extraordinary punk-rock pioneers DKT/MC5 and early avant-garde jazz’s The Sun Ra Arkestra!! It will be an historic show and will not happen again this millennium in Los Angeles. 8pm. Laying the groundwork for everything from punk to metal to grunge, Detroit’s MC5 exploded onto the scene in the late ’60s, “kicking out the jams” with lacerating guitars, howling vocals, and anti-establishment outrage hugely influenced by the avant-garde jazz of the late Sun Ra and his Arkestra, now led by Marshall Allen. These two unite to reach new psychedelic heights and rock the earth off its axis. But then you knew that, because you get our newsletter… Call 310.825.2101 or go to http://tinyurl.com/7jgsw to get your tickets. (Use discount code MC515)

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Aqueçam seus espiritos e preparem-se para a guerra com vocês MC5

Ao desavisado que houve o nome do MC5 pela primeira vez,pensa que se trata de uma arma de guerra,uma dj eletrônico,ou uma banda de pancadão carioca.(Se bem que a Lacraia já deve ter dado uns moshes por ai).

Para instigar os amigos que não conhecem a banda a conhece-la vou postar como aperitivo uma breve resenha publicada pelo site Whiplash(http://www.whiplash.com/) e postar mais alguns arquivos que circulam na net,breve a história desses grupo da maneira perosonalizada pelo Alguma música será postada.

MC5
Por Saulo Gomes(whiplash)

Em 1969, na cidade universitária de Ann Arbor, perto de Detroit, capital da indústria automobilística americana, surgiriam duas das bandas mais visionárias da história do rock: o MC5 e o Stooges, que apesar de suas carreiras efêmeras, deixaram um legado musical que poucas bandas conseguiram forjar em tão pouco tempo e discos.

Ambas bandas desde o início de suas carreiras tiveram muito em comum, dividindo várias vezes o mesmo palco e até mesmo a aparelhagem de som, porém seria o MC5 que primeiro chamaria a atenção para o som de Detroit.

O MC5 foi formado em 1964, inicialmente por Rob Tyner (vocal), Fred “Sonic” Smith, Wayne Kramer (guitarras), Pat Burrows (baixo) e Bob Gaspar (bateria), sendo os dois últimos substituídos por Dennis Thompson (bateria) e Micheal Davis (baixo). Com esta formação a banda gravou em 1966 um compacto de distribuição local, com as faixas “Look At You” e “Bouderline”. Apesar da pouca repercussão deste lançamento, a banda começou a se destacar na pequena cena roqueira de Detroit, não só por tocar muito alto mas também por uma série de incidentes com a polícia.

Devido a seu som agressivo e sua ficha policial extensa, a banda chamou a atenção de John Sinclair, professor da universidade de Ann Arbor. Uma figurinha estranha que se intitulava “The King of The Hippies” de Detroit. Além de suas atividades acadêmicas, Sinclair mantia uma comunidade de artistas “alternativos”, chamada Trans-Love Energies (que mais tarde seria o embrião do partido político White Panther), numa fazenda nos arredores da cidade.

John Sinclair logo se tornaria empresário e guru espiritual da banda, e os levaria para sua fazenda, onde serviriam de trilha sonora para o recém criado White Panther, um partido político em resposta ao Black Panther(Panteras Negras). O partido não tinha qualquer conotação racista, e pelo contrário pregava a liberdade total, tendo como lema o slogan: “Rock’n’Roll, Dope and Fucking in the Street”; equivalente mais radical do já manjado sexo, drogas e rock’n’roll.

Foi Sinclair quem convenceu o MC5, em 1968, a ir à Chicago, durante a convenção do Partido Democrata americano, para fazer um concerto em protesto à guerra do Vietnã. A idéia de Sinclair seria fazer um grande concerto ao ar-livre, com várias bandas, mas apenas o MC5 apareceu para tocar.

A convenção feita meses após o assassinato de Bob Kennedy, virtual candidato do partido democrata à presidência dos EUA, não era o lugar ideal para um concerto de rock. Temendo-se o risco de novos atentados, fora montado um aparato de segurança que contava até mesmo com a ajuda da guarda nacional.

A convenção ficaria marcada na história daquele país por uma série de conflitos entre a polícia local e manifestantes pacifistas. Com tanques e o exército nas ruas, qualquer um teria desistido de fazer o show. Porém Sinclair não se abalou com o clima de guerra-civil que reinava na cidade e seguiu em frente com sua idéia. Como era de se esperar, o concerto acabou em pancadaria, tendo que Sinclair e sua trupe fugir da cidade, para não pegar uma temporada na cadeia de Chicago.

Por ironia do destino foi este concerto que rendeu o interesse da gravadora Elektra pelo grupo. Neste contexto político/utópico surgiria o primeiro álbum da banda, “Kick out of the Jams” (1969) que por várias razões não poderia deixar de ser gravado ao vivo, captando o som da maneira mais crua e suja possível. Era também um meio de baratear os custos da produção do álbum, uma vez que na gravadora poucos acreditavam no sucesso da banda.

Contrariando todas as expectativas o Lp chegou ao 30º lugar da Billboard, na primeira semana de seu lançamento. Devido à letra da faixa título, que continha um palavrão, o grupo teve que enfrentar um boicote pelas lojas e distribuidoras de discos e, mais tarde, um processo pelo FBI, do qual a banda sairia ilesa. John Sinclair, por outro lado, pegaria uma pena de 10 anos por tráfico e consumo de maconha.

Em 1970 o grupo lançaria o seu segundo álbum, “Back in the USA”, agora pelo lendário selo Atlantic — que também contratara no mesmo ano o Velvet Underground. A banda havia sido dispensada da Elektra sem maiores explicações após os problemas com a justiça americana.
“Back in the USA” o MC5, já sem a influência de John Sinclair, deixa um pouco a pregação

política de lado, e se volta às suas raízes roqueiras, com um repertório que mesclava composições do começo da banda, como, “Look At You”, lançada em compacto em 66, e impagáveis covers de Chuck Berry e Little Richard. Apesar de seu insucesso comercial (o MC5 na época ainda sofria boicote de algumas lojas de discos e distribuidoras) o álbum é incluído com freqüência em qualquer lista dos melhores discos de rock dos últimos trinta.

No ano seguinte lançariam seu último, e para muitos o melhor álbum, “High Time”, uma obra visionária, e bem mais elaborada. No entanto os Estados Unidos não estavam prontos para o massacre sônico de músicas como “Sister Anne” ,”Baby Won’t Ya” e “Gotta Keep Movin’”. O resultado é que o álbum marcaria o fim da banda, devido principalmente ao seu fracasso comercial e ao envolvimento dos músicos com drogas pesadas, como heroina, que acabaria por dissolver a banda no início de 1972.

O MC5 nunca tocou junto outra vez. Rob Tyner morreu em 1991 de ataque cardíaco após gravar seu primeiro álbum solo. Fred “Sonic” Smith morreu em 1995 de câncer; era casado na época com a roqueira Patti Smith, para quem co-escreveu e produziu o Lp “Dream of Life” de 88. Wayne Kramer, que chegou a passar um tempo preso na década de 70 por tráfico de cocaína, conseguiu se recuperar e gravou nos anos 90 três álbuns solos pela gravadora americana Epitaph, especializada em punk rock. Kramer é o único membro original do MC5 que continua na ativa, uma vez que Thompson e Davis depois de alguns obscuros projetos musicais nas décadas de 70 e 80, abandonaram definitivamente a música.

Thompson chegou a ter uma interessante banda com o guitarrista dos Stooges, Ron Asheton, chamada New Race, que teve seu único registro, a gravação de alguns shows de uma tour pela Austrália, lançado em cd.

Contudo, graças às novas tecnologias, aos cds e até mesmo à Internet, o quinteto de Motor City está longe de ser esquecido e hoje sua lenda está mais viva do que nunca.

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Fabio Ricardo Vieira 2008