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poema

Caprichosamente desenha a letra
As peças que fomentam a  fonética
Em  gracejos duma  corte cinética
Fino rastro ao sol e pedra

Livres versos floreando  em  tons
A escandalizar o ritmo onomatopéia
Pra carregar o discurso centopéia
E o romanesco bardo á adornar os sons

Duma opereta que está a  alveolar
Sobre rimas o seio da vindima
Em alva diafa talvez derive

Pois cabe ao artesão que o agre gentilize
Sobre rimas deve ele afastar a ufania
Para expelir o poetastro de seu vinificar

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poupando o leitor de perder tempo consultando um dicionário(por favor encare com as melhor das intenções)

bardo=poeta; opereta=peça cômica;vindima=colheita da uva;alfa=pura;diafa=recompensa;ufania=vaiadade;poetastro=mau poeta

 

Se antítese metaforiza
Nem todo canto universal
No parapeito harmoniza
Anacoluto em flexão verbal

Primar pelo louvor
Em bocejos de parvoíce
Aclamar por estupor
Antologias de parolice

O contestador a papila priva
Que co’a arte simplória contenta
Já ao símio se alimenta

Com tudo que lhe assemelha
Já ao silvícola não importa
Onde a critica lhe enfoca

“Ao poeta cabe a palavra final, sentir, sinta quem lê(Fernando Pessoa)

Artigo Por *Paulo Renato C. Rico

Numa cidade onde o problema é a auto-identificação, muitas pessoas fazem grupos de rock destinados à compartilharem com outras pessoas dificuldades idênticas. Mas, não existe muita diferença entre o artista e o público. Infelizmente, muitos acham que o artista sabe e conhece coisas ocultas, o que não é verdade. Simplesmente, o artista deve ter o ego seguro para que as pessoas o amem pelo o que faz, e não pelo o que é. O artista tem sentimentos próprios, mas, acha que, fora do palco ou da tv, ele se apaga, se torna vazio e comum. Todos nós somos idênticos, não somos ?

Kurt Cobain, construiu um novo império, mas, durou tempo demais, tempo suficiente para sentir o vazio do tédio e do ócio. Quem trabalha das oito às seis, não sabe a sorte que tem. Quando tenho um tempo livre, eu o aproveito o máximo possível. Mas, o que há de excepcional nisso ? Simplesmente o fato de ser ocasional e raro.

Lembro-me dos primeiros tempos do “Nirvana”, eu tinha acabado de me alistar no exército, quando a febre do album “Nevermind” estorou nas cabeças dos adolêcentes daquela época. Às pessoas então começaram a usar cabelos compridos novamente, como nos anos 70, e conhecíamos uns aos outros. Lá estava eu, tentando me livrar do alistamento militar, quando três rapazes invadiram à nova onda do rock alternativo. Amigos, músicos e poetas locais se reuniam no fim de semana para discutir e lerem seus poemas e onde os mais velhos vinham pegar suas garotinhas e onde eu ia beber em mémoria de mais uma semana desperdiçada. Eu estava no mundo de Karl Marx, Kant e Descartes, era o que havia de mais importante para mim, assim com a música dos anos 60 , 70 e algumas coisas que restaram dos anos 80. Primeiramente o “Nirvana” surgiu como novidade, depois como um modo de vida; calças rasgadas e camisetas flaneladas, um modo de viver que cresceria junto com o mito dos anos 90, Kurt Cobain.

Enfim, escapei do exército e comecei prestar atenção no som da banda de Seattle. Será que Kurt Cobain jamais soube como ele mudou à música na década de 90 ? Será que estava preso no seu próprio mundo ? Ou será que foi um golpe de sorte que poderia ter acontecido com qualquer um ? Nunca saberemos, e se ele sabia jamais diria.

Se Kurt não tinha nada a ver com o sucesso do “Nirvana”, então sua morte pode ser compreendida com mais clareza. Podemos imaginá-lo inútil, sentindo-se talvez como um joguete das circunstâncias, sentindo que não tinha coisa alguma à oferecer. Será que fracassou em seu desejo de ser músico ? Lembro-me dele nos programas de tv, desanimado, deslocado e ao mesmo tempo inquieto.

Mas, talvez ele fosse realmente um gênio, como muitos dizem, tornou-se líder supremo de uma geração. Se ele era um grande inovador exprimindo suas vontades e trazendo honestidade a um meio corrupto e caótico, muitos devem ter sofrido quando ele resolveu tirar a própria vida com um tiro na cabeça. O que haveríamos de fazer depois dessa tragédia? Acabaram as excursões, as intrigas, os planos, os truques e o mito. Antes de morrer, teria ele ficado sozinho e depressivo, debruçado sobre músicas colossais, tentando encontrar as palavras certas para suas canções ?

Será que o público já sabe que, na idade em que se encontram os artistas, estão hoje com uma vida definida; segurança, família, um emprego ? Muitos já são casados e têm um filho ou dois e estão com suas vidas ordenadas, alguns com finalidade, outros não. Isso acontece com as pessoas que são menores ou maiores, ou pelos menos, muito diferente de mim e de você. E no entanto, não há filho mais delinquente, não há família mais caótica do que a platéia que se senta à mesa do rock.

Quem exprime suas emoções com tanta violência ? Se a platéia do rock é apenas uma única e imensa pessoa, você precisa ser forte – se é um músico – para não depender dela. Se você subir num palco procurando amor, prepare-se, ou como diria os analistas, não dependa de ninguém, nem de seus amigos e nem do seu amor, porque a frustação só pode ser vivida de um modo violento. Se há alguma falha, então as energias são empregadas para copiar os piores aspectos da pessoa, e em breve tanto a mente, como o corpo estão exaustos. Então, corremos para o quarto para colocar a cabeça em ordem, para tentar segurar a barra, para encontar uma saída.

Como é verdade ! Você não pode corresponder às expectativas de todo mundo, que você não pode ser tudo para todos. E se é verdade que você não pode ser outra coisa, a não ser o que você é. Então, deve ser forte se pretende colocar essas coisas num palco, em público, diante “deles” que esperam e prevêem o tempo todo a queda de seus ídolos. E se é verdade, é inevitável e triste, e nada pode ser feito para eliminar vícios tão antigos e que os grandes heróis estão todos embalsamados, mortos com seus segredos.

 

 

Talvez queria afirmar sua competência perante os outros e perante a si mesmo.

 

 

 

 

19 de Abril de 2006*Mais matérias do novo colaborador do site alguma musica podem ser conferidas em :www.pensamaentoalternativo.zip.net

 

sem pé nem cabeça
deitada frente o afronte
desabituada semelhança
atordoa o pungente
remando atado ao simbolismo
desnudo,flácido,animalesco
se só é correto o errado
qualquer artificío é dispensável
complicado e intragável
e no fim do corpo o corpo salta
nada é eterno,ao não ser o nada!!!

**niliismo=movimento filosofico que prega
a destruiçao de tudo que socialmente existe,
para viver no nada(reconstruir o nada)

aguarde nova enquete

sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma.” ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Fabio R Poesia e Companhia

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