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Sou poeta, não o nego
Por pior que o seja, o sou
Mal escrevo e mal me porto
Como o tempo me marcou

Tenho asas atrofiadas
Qual um anjo que caiu
Com palavras quentas, lindas!
Mas um peito feio e frio.
Ganhei olhos que não choram
Alguém mos deu na mão
E pr’a que eu não mais sofresse
Arrancou-me o coração

Sou poeta, sou poeta!
Como vim, assim me vou
Passando por tantas vidas
Sumindo, sem despedidas
Sem saber se alguém me amou.

Por Paulo R.Rico

(Janeiro/2008)

Eu o vi brincando quando criança,
Percebi quantos anos haviam se passado,
Vi você começar a vida,
Havia tantas histórias e lembranças daquele tempo,
As situações muitas vezes eram duvidosas e confusas.

Na entrada de um bar eu bebia enquanto estive pensando,
Havia ali crianças e adultos inconseqüentes, estúpidas e burras,
O horizonte aos meus olhos se assemelhava a uma pintura,
Lá fora pessoas frias odiavam qualquer vadia,
De onde viemos?

Deus deve ter permanecido sério ao tomar as decisões,
Era um fato correto, não havia muita decência,
Nada fazia sentido quando aos nossos olhos só havia espantalhos
Enrolando seus baseados e fincando suas agulhas,
Estavam todos abandonados esperando para morrer.

Presenciei muitos lobos abaterem os mais fracos,
Era um jogo de ódio, ninguém compreendia,
Inocentes deram suas esperanças e receberam sangue em troca,
Devíamos ter fugido enquanto ainda havia uma saída.

Em algum lugar da estrada deveria ter nos levado
Para a ignorância ou para a inocência,
Lá na frente nossas vidas tomaram rumos diferentes,
Alguns arruinados pelo vicio, outros suportando tempos difíceis e
Á deriva o vento soprava, era questão de tempo.

Após ler as obras completas de Fernando Pessoa sobre o Heteronímo de Álvaro de Campos, o técnico naval português educado na Escócia pus me a intreter entre algumas idéias apresenta em suas poesias e um questionamentos cotidianos e saíram esses três poemas em sua homenagem:

L-FOTOCÓPIAS

Outro assinou pelos livros
Que de meus monólogos haveriam de saltar
No chão já não provém mais abrigo
Árvores que mi’as mãos deveriam cultivar

E pelo que não criamos
E pelo que não zelamos

Somos relés fotocópias
Duma imperfeição imperativa
A esmaecer no calço das repartições

Na indisposição funcional do atendente
Um desapreço pela graça do sustento
Em sua pele o cancro sobressalente
No abandono,toma posse do sujeito

E pelo que não agradecemos
E pelo que não remediamos

Somos moldes em barro
Trincados em vestes grosseiras
Exclusos de qualquer admiração

Por parte do ceramista
Por parte da clientela

Em parte pelo que não notamos
Em conjunto pelo que não queremos

Em todo pelo que não fazemos
Em tudo pelo que não desculpamos
*****************************************
LI-CRÔNICA DOS CELÍCOLAS

No entreveio lá se vai a lógica
A sequência, a gramática
Deus vindo pelas máquinas!
Articulando crônicas mundanas

Desda gênese ele não dencansa
Datilografando,adestrando!
Desde o Levítico arrebanhando!
Mas,só o pasto a glutonoria não abranda

É por isso que a ovelha saliva sobre a cerca vizinha
É porque os celícolas são pessimas companias
A ponto de chatear até a perfeição infinita

Ao ponto dele(a) procurar por salvação
No inveterado de sua personificação
A quem concedeu o livre-arbitrío
De sua intríseca tendência apocalíptica
******************************************************

LII- Excertos Esotéricos

Eu acredito…..
Em duendes
E na máquina a vapor
Que derrete o pote d’ouro
E financia a capitania bélica

Eu acredito…..
Na boa imagem do diplomado
Em seu prosaico caráter
De humanitarismo
A lá câmara de gás

Eu acredito…..
Em emagrecer sem esforço
Pelo intervalo comercial
Que tira da dieta
O cofrinho do capitalista

Sim eu acredito….
No elixir da vida eterna
E na lucidez do alquimista
Mesmo que digam que as Valquírias
Trepanaram-lhe á dentadas o encéfalo

Sim eu acredito…
No Marxismo
Na autoregulação do operariado
Mesmo que para alguns no decorrer da comuna
O prato ainda continue mais fundo

Sim eu acredito…
Na sanidade da acompanhante
Que realça no ponto
Tudo que pode fazer com a boca
E com a ginga do resto todo

Nos afinais… eu acredito…
Na qualidade dos artigos de camelô
E em sua boa vontade
De me poupar do erro de pagar os impostos

Nos afinais… eu acredito….
Em tudo que é genérico
Em tudo que é excerto esotérico

Que se fosse compilar não terminaria
A tempo de pegar o juízo final
O que sobressai agora é que

Nos afinais …eu acredito…
Até naquele que escreveu
Que a culpa não é minha
Pela sujeira que se acumula em casa

————-

Fábio R.Vieira 2008

Por Paulo Renato C. Rico

Seus olhos não vêem mais quem eu era,

Creio que pareça um tanto complicado de aceitar,

Disseram muitas incertezas a meu respeito,

Nem sempre foi bom, nem sempre foi mau,

Houve tempos em que eu acreditei ser realmente feliz,

Mas, descobri como é também ser triste,

Ficou claro que na maioria das vezes cometi muitos enganos,Fui um tanto quanto estúpido,

Mas, quem nunca falhou alguma vez?

Já fui inteligente e também um burro,

Nem sempre era fácil manter uma certa lucidez,

Já tinha o suficiente e talvez um pouco de sorte.

Com o passar dos anos as mudanças vieram necessárias,

Procurei equilibrar-me a vida inteira,

Todas as coisas que as pessoas não suportavam em mim,

Naquele momento não me importavam mais,

Minha mente sustentava o vício do álcool e do tabaco,

Meu corpo deixou de cambalear por algo mais doce e suave,

Ela tinha sido um amor elusivo.

Mantive uma certa distância,

Eu realmente detestava ter de suportar tantas frustrações,

Pensei em mudar as cores de minhas roupas e

Deixar a barba crescer,

Houve épocas em que as paranóias tornavam-se maiores do que eu,

Não acho que você me amaria do jeito que eu era,

Eu mesmo não me suportaria ao seu lado.

E eu tomei todas as precauções,

Matei o passado e o enterrei em algum canto qualquer,

Nesta altura percebi o quanto eu tinha envelhecido,

Mas uma coisa era certa, não carregava nenhum arrependimento e

Com um ponto de vista exposto,

Muita gente fragilizava minhas emoções.

Minha mente sustentava o vício do álcool e do tabaco,

Meu corpo deixou de cambalear por algo mais doce e suave,

Ela tinha sido um amor elusivo.

© 2007 Todos os direitos reservados

Filhos da Pátria

Corrompida palavra
Usurpada pela grafia
Insubordinando o sentido
Como se fosse parônima

Idéia apresentada classifica
se fosse escrita homográfica
Homonimamente diferia
Do sentido original

Tú pátria !; Uma “Eva” gramatical
Um “Adão” na constancia de regras
Pálida, porem superlativa
substantivo hemafrodita

Pátria que pariu, ilógico
“Mádrio” que concebe, impensado
Pátria Amada, salve o “Mádrio”
“Pátrio” ou Madria; ironizado

Encapelada no Mar das palavra
Mádria é substantivo feminino
Carneirada pátria masculina
Aceitação do que é gramática

Enviada pelo autor Ivan Santos
(www.kaleidoscopioinverso.blogspot.com/www.poesiaecompanhia.wordpress.com)

Meus sinceros agradecimentos ao autor
Fabio R.

aguarde nova enquete

sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma.” ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Fabio R Poesia e Companhia

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