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Escrito Por Paulo Renato C. Rico


No entanto, o que há de novo no vasto mundo da música ? Ainda temos algo que agrade aos ouvidos ? Essas perguntas são mais complicadas do que parece; um bom ouvinte irá concordar que os clássicos da MPB e do velho Rock & Roll morreram no inicio dos anos 80 e que, desde então, surgiram grupos ou artistas fabricados e descartáveis. Onde estarão os verdadeiros artistas ? No geral, as pessoas vivem na rotina do tédio e do ócio, são tão vazias como o nada.
Na maiorias das vezes, há conflitos entre o bem e o mal, em todos os sentidos, música, futebol, família, política, etc. Quem serão os culpados ? A mídia ? A falta de cultura ? A tecnologia ou à falta de interesse da sociedade ? Como diria Raul Seixas em uma de suas canções : “é pena não ser burro, não sofria tanto”. Disse com toda razão, os esclarecidos são pessoas que não tem espaço e que, pessoas ociosas sofrem bem menos do que se possa imaginar. Quem houve grupos ou artistas atuais, encontrarão letras ridículas e muitas vezes, pornográficas, não acrescentam nada em termos de cultura e informação, levam os ouvintes ao mais baixo nível do que já é o ser humano. Não há dúvida que, os interessados da boa cultura e informação são tão inúteis como…???
A verdade é algo que ofende todo mundo, no entanto, se o meio artistico atual tem o direito de ofender e humilhar pessoas de bom senso, dignidade e moral, temos também o direito de defesa e, se alguém sentir-se ofendido, o problemas não é meu !

 

Todo o jornal que eu leio, me diz que a gente já era, que já não é mais primavera, oh baby, a gente ainda nem começou.”

Raul Seixas

 

 

Será que alguém tem esperança de algo bom e positivo possa sair da espécie humana diante das parafernálias do mundo e do caos que habita a mente ? Obviamente, quem luta por justiça, honestidade e igualdade compreende as desgraças dominantes e certamente busca o melhor para si e para à sociedade, ao invés da disputa econômica e da falsa estética da beleza.
Falar de música não é só comentar sobre ela, e sim, compreender o que se passa em torno dela, pois a música ou qualquer outro tipo de veículo de massa, são caracteristícas de problemas sociais e mundial, é o retrato do que está sendo mostrado e ensinado. Bom ou ruim ? Depende do nível mental que cada um alcança.

 

“Lá vou eu de novo, um tanto assustado com Alí-Babá e os quarenta ladrões, já não querem nada com a Pátria Amada e, cada dia mais, enchendo meus botões.” Raul Seixas 
A música precisa passar por uma reforma imensa, assim como o ser humano. Se não houver consciência suficiente para excluir os lixos da sociedade, certamente à cultura e o bom senso morrerá sem esperanças de ver um mundo menos trágico e violento. Será o apocalipse da mente humana ?

 

Eu devia estar contente, por ter conseguido tudo que eu quis, mas confesso abestalhado, que estou decepcionado.” Raul Seixas 
02 de Abril de 2006

 

 


É mais um dia de tédio nesta cidade de imbecis,
O ódio anda circulando em torno de nossos ombros,
Não consigo emprego, não acho graça,
Ligo o rádio e tenho de ouvir o que não quero.
Na minha porta todos batem, um sentimento de desperdício,
Acho que escondemos a tristeza deste lugar,
Há vários papos de vadias em cada esquina,
Há vários tipos de conduta nos locomovendo ao álcool e cocaína,
Mas, eu não me preocupo mais, acho que já morri,
Fui enterrado antes da hora.
E eu estou estressado,
Todos desejam o que não posso ser,
Acho que estou entrando em estado de medo,
Na minha cabeça quase nada mais existe,
E eu estou estressado.
Tranquei as portas da frente antes das 18:00hs,
Creio que as situações estão frágeis e perigosas,
Estou lutando contra o ódio de outra pessoa,
As paredes estão sendo removidas,
Dizem que estamos alcançando o abismo desde
Que espalharam o veneno no coração.
Na televisão as pessoas parecem inúteis na forma em que agem,
Alimentam-se de mentiras, sexo e putaria,
À noite todos os tipos de aberrações,
O mundo perdeu a cabeça, fingimos não perceber,
E os tiros invadem o silêncio que foi construído pela alegria.
E eu estou estressado,
Todos desejam o que não posso ser,
Acho que estou entrando em estado de medo,
Na minha cabeça quase nada mais existe,
E eu estou estressado.
——

Por Paulo Renato C. Rico



É como dizem,
Noé transportou dois de cada espécie,
Nenhum era tão verdadeiro,
Mulheres bonitas e vadias,
Homens excelentes e hipócritas,
Navegamos em situações pendentes
Durante 40 dias e 40 noites,
Nesta arca só encontrávamos pessoas mal-educadas,
Todos transportados como se pudessem matar uns aos outros,
Foram dias de angustias,
E o delúvio veio, estava dentro da arca de Noé.
Homens buscavam poder e glória,
Mulheres buscavam vaidade e arrogância,
E eu apenas fumava um cigarro no meu canto,
Ao fundo muitos contavam historinhas sobre veados e vagabundas
Enquanto Noé distribuía pacotinhos com pó branco,
Ficaram todos como exatamente foram,
E o delúvio veio, estava dentro da arca de Noé.
E o céu estava ficando pesado,
Ao nosso redor fortes ondas agitavam até nossas cabeças,
Estávamos prontos para a inundação,
Nesta hora não havia coragem suficiente e
Deus enviou um sinal,  um pombo branco,
Ele reluzia na imensidão de nuvens negras,
Como eu pude ser tão estúpido,
E o delúvio veio, estava dentro da arca de Noé.
Esta história mais me parecia um conto de fadas,
Já vi a paz e os grandes desastres,
Homens guerreiros e bravos cavalheiros,
Mulheres infiéis e inúteis desfilando com suas lingeries,
Crianças inocentes e com tendências aos vícios,
Todos tentando adaptar-se aos dias dentro da arca de Noé.
Quem foi que escreveu essa história?
Na medida em que nos aproximávamos de nós mesmos,
Descobríamos as chaves do baú dos mentirosos,
Era só virar a página,
Mas, para qualquer cidadão estúpido,
Todos chegavam ao seu fim,
A verdade nunca era a mesma,
Estavam sempre inventando algo novo,
Assim como os noticiários de televisão,
Em que acreditar?
E o delúvio veio, estava dentro da arca de Noé.
© 2008 Todos os direitos reservados.



Aqui embaixo da linha do Equador
Olhando para Portugal, eu choro
Portugal meu pai, por favor…Já não lembras de minha mãe, minha Pátria?
Quando tu espalhavas teus gametas pelo mundo à fora
Gerando filhos por todo o globo
Os quatros cantos da terra de então
Teus cromossomos em caravelas

Tua ambição em ter mais e mais e mais
Mulheres, ouro, terras, escravos e reputação

Minha mãe, abriu as praias para seus gracejos
E tu meu pai, entrou voluntariamente
Carregando armas, espadas, morte e nobreza
Não se lembra, meu Pai, do prazer, do horror, do êxtase?

Quando minha mãe, já cansada e quase exausta
Quis tua proteçao, deixou-a a merce de revolucionários
Mas, isso já não me importa, meu Pai…
Sendo mais velho, tú sabias o que estava fazendo
Não importa as chacinas e a exploração ingrata
Isso é irreparável

Eu e meus irmãos, ainda estamos aqui, filhos legítimos
Essa minhas palavras escritas na língua imposta
Essa é minha prova de que tú Portugal, é meu Pai

Até quando Pai, deixará de visitar esta casa
Hoje que tú estás velho e sem força
Lentamente se entrega aos cuidados de outros
União e Tratados, te acorrentam
Até que outra grande guerra venha
E abale tua nobre casa

Quando isso passar meu pai
Lembrar-se-á de nós  em teus fados e enfados
Vou deixar uma vela acesa na varanda, meu Pai
Para que quando esteja escuro em tua volta
Possa encontrá-la em nossa casa.

aguarde nova enquete

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Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma.” ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Fabio R Poesia e Companhia

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