MENTIRAS

( Paulo Renato C. Rico )

Mentiras caminham ao lado de quem amamos,
Mentiras equilibrando a vida de qualquer um,
Mentiras usurpando toda a nossa verdade,
Mentiras encontrando-se sobre a juventude impiedosa.

Nos encontramos sobre a idade adulta e o sexo,
Nos encontramos sobre noites mal iluminadas,
Nos encontramos com homens e mulheres fazendo partido,
Nos encontramos com o herói e o cafetão.

Eu tive um momento consciente e me vi roubado por alguém,
Eu tive de entender todos esses indícios,
Eu tive entre a multidão e o resto da humanidade,
Mas eu nunca tive sorte o suficiente.

E encontramos mentiras nos mais inocentes desejos,
E encontramos mentiras sobre o suave pousar dos pássaros,
Eu poderia ser mais alto do que qualquer partido,
Eu poderia ser algo como a verdade entre o abismo da ignorância.

Mentiras caminham ao lado da grande morte,
Mentiras gemendo sobre a cama,
Mentiras repulsando como um deus da razão,
Mentiras sendo ditas em nosso nome, maldito seja!

Nos encontramos bem ao lado do perigo,
Nos encontramos para nos drogar uma ou duas vezes,
Nos encontramos no fim de cada rua e sem rumo,
Nos encontramos entre a maioria das coisas.

Eu tive um momento consciente e me vi roubado por alguém,
Eu tive de entender todos esses indícios,
Eu tive entre a multidão e o resto da humanidade,
Mas eu nunca tive sorte o suficiente.

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