Cascata de chumbo/Anedota panfletária

Cascata de chumbo

Dos bastidores da esplanada brota o intento,
A armada catalisa o estado de golpe;
Inapelável ao lapso populista; inconstitucional!
O assíndeto da consciência a nevralgia

Institucionalizada, para exaurir o apetite da foice.
Para que fique frio o direito à propriedade;
o brio da farda.Pois anfótera é a hospitalidade do Dops;
Que serve à mesa sempre suas meias palavras.
E transuda nos salões a cascata de chumbo!

Maniqueísta, como os privilégios da militância;
A mecânica do dínamo; a derrocada da pele; a infuncionalidade dos olhos.
O ferrolho no inventário esmaecendo em definitivo as queixas.

Enquanto aprazível segue o baile de ARENA,
Do milagre movido ao capital estrangeiro,
Como o amor subversivo em seu foguete;
As tardes insípidas aos pés da madastra pátria!

Pela anistia prontamente exclamam sirenes!
Do Araguaia aguerrido, até trincheiras não mapeáveis dos sindicatos.
O brado do repórter enlouquecido:

“Abandonem os bunkers, desfaçam as barricadas, as ilhas!
Descansem as fileiras do contragolpe, os escudos do choque;
Pois já expiraram todas as coimas; a flâmula auri-esmeraldina se hasteou.
Desta vez sem uma segunda intenção, alarme de bomba, conspiração!

Venham todos receber a hóstia; o abraço caloroso do cruzeiro
O direito pecuniário que promete toda cicatriz ressarcer;
Mesmo aquelas já pertencentes aos umbrais da perpetuação!”

E assim parece-me agora que de modo oportuno, virou-se a página;
Duma geração ressentida, ainda á procurar por aquele auto-retrato,
Talvez só um pouco menos melancólico, para que possam entoar:
-“Liberdade!”. Com a boca cheia que a incensura permite.

E assim parece-me agora que finda-se um épico;
Onde com o discurso foram superadas as armas;
E parece-me agora que o tempo domou o espírito da mobilização,

E parece-me que agora o que se molda é a sátira;
Do voto de meio minuto,
das múltiplas improbidades,
da impressa de circo,
das quixotices esquerdistas;

Das ruas, dos viadutos, que servem apenas para transitar;

Sendo assim no saldo da batalha, no tramitar dos precatórios,
Na contabilidade da história,
Ainda são os danos superiores aos lucros!
******************************************

EMERGENTE ANEDOTA PANFLETÁRIA

Minha pátria é o sangue miscigenado,
a aura modernista e o anseio reformista.
Bem longe desse status de emergente,
que quer ladrar do auto- “SUPERPOTÊNCIA”!

Porque americanizaram a bossa,
vão patentear a mulata ,e ainda querem,
fazer da Amazônia um DRIVE IN!

Porque às vezes me falta até um chinelo,
querem me estratificar no quociente indigente,
carente de projetos sociais que escondem,
a disparidade nas corcovas do CUSTO BRASIL!

A prometida aurora nunca chega,
por isso fecho a válvula panfletária,
para que possa a miséria em paz imergir,
nos anseios do CAPITAL ESPECULATIVO!
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(fotos:26 de Junho,Rio de Janeiro;Cinelândia a passeata dos 100 mil,
fonte:Klick educação)

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Autor: Fabio R.

Para começar eu nunca tive as letras como profissão comecei a escrever por dois motivos: ---para passar o tempo ---para espantar a insônia Hoje escrevo pra responder a simples pergunta: serei eu um ser inteligente ou apenas mais um animal na face da Terra? Eu comecei com umas HQS ao 6 anos( em 1988),logo que aprendi a ler um pouco melhor, incialmente impulsionado pela leitura do Gibi do Cascão. Logo as estórias do menino que nao toma banho ficaram sem muitos atrativos e comecei a fzr minhas estórias. No começo era apenas comédia infantil, mais depois de 3 sequencias de "SEXTA FEIRA 13" comecei a me interessar pelo genero do terror. Bem a fase de HQS durou até os 12 anos e seu auge foi entre 1990 e 1992 quando tinha mais 7 amigos produzindo e compartilhando suas HQS comigo.Confesso que nao desenhavamos muito bem. Depois um periodo negro me encontrou,estou falando da adolescência de HEAD BANGUER, passava o dia todo escutado SABBATH e MAIDEN. Então impulsionado por toda a euforia daquele som,e pela vontade de pegar garotas, montei uma banda com os amigos.Não conseguiamos tocar covers nem dos RAMONES entao faziamos nossas composições, era bem simples tinhamos dois guitarristas, um que começava a aprender a escala pentatônica com seu professor particular, e um que tocava hinos religiosos, por incompentência mesmo após alguns meses de conservatório eu fui delegado ao posto de vocalista,tbm tinhamos um baixista que nunca aparecia nos ensaios. O que isso tem a ver com a escrita vcs me perguntam?Era eu que compunha a maioria das letras pops e desnexadas, três shows em colégios e 3 brigas por namoradas depois a banda entrou em um hiato indefenido, conseguimos 8 composições, a maior delas "Herdeiro do céu e da solidão" que teria sido um clássico do METTAL se as fitas de rolo magnético da decáda de 50 que herdei com um gravador de meu avô tivessem resistido a fúria de um vira latas. Bem o interesse por poesia começou no colegial, quando descobri que algumas menininhas ficavam impressionadas ao escutar um soneto de Camões ou de Augusto do Anjos. E usei umas duas composições minhas para arranjar namorada. Finalmente chegamos até o dia de hoje onde ainda não consegui escrever uma poesia decente,sempre erro a métrica, e não sei onde diabos a aliteração se encaixa em um texto. Bem, meu objetivo principal é superar a façanha de meu avô Juliano que consegui em 60/70 publicar algumas poesias em um livro de contos regionais no interior de SP. Espero que vcs se divirtam e reflitam como é imprestável um ser humano neste planeta ao lerem minhas tentativas de poetar. Fora da comunidade vcs podem também acessar o site: www.epicosubmundo.blogspot.com Fabio R.Vieira

2 comentários em “Cascata de chumbo/Anedota panfletária”

  1. Oi tudo bem com você?
    MAis uma vez elogiando seu blog e seus poemas e postagens.

    E Aproveitando para pedir seu e-mail, msn. Gostaria de conversar contigo.

    Um abraço.
    Marcela

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