safo

"Charles August Mengin- retrata Safo no leito de morte(1867)"

“a morte não é um bem
os própios deuses o sabem

eles preferiram viver”

( Safo de Lesbos )

Se com agre vinho saúdam corjas;
Que evocam em tua lânguida postura,
Pelos desprazeres de vã ternura:
A lírica do teu calvário em rosas!

Que sejas, ó Safo, para ti alento,
O fremir dos teus excertos fecundos!
No anuviar dos transbordos entre mundos,
Guarda em teu seio, eficacíssimo ungüento!

Vislumbro-a, ó Safo, como alma cerviz,
Que enfadou dos deuses em tolo matiz,
E agora, na íris, foco-te em ardor!

Que conspiraria: todo o Olimpo à favor,
Vestir mortalidade! Se emanar:
Por Lesbos, nos lábios ao aconchegar!

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