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De minha Parte mais uma tentativa de traduzir

 

 NUMBER 8

It was a face which darkness could kill
in an instant
a face as easily hurt
by laughter or light

‘We think differently at night’
she told me once
lying back languidly

And she would quote Cocteau

‘I feel there is an angel in me’ she’d say
‘whom I am constantly shocking’

Then she would smile and look away
light a cigarette for me
sigh and rise

and stretch
her sweet anatomy

let fall a stocking

   

 

 

 

Nº8

Era um rosto que a escuridão poderia ceifar
num instante
um rosto que facilmente se machuca
pelo sorriso ou pela luz

“nós pensavamos diferente aquela noite”
ela me disse uma vez
deitada com as costas lânguidas

ela citaria Cocteau

“sinto que existe um anjo em mim “ela diria
“quem estou constamente conflitando”

Então sorriria e disfarçaria o olhar
acende um cigarro pra mim
dou um trago e levanto

e alcanço
sua doce anatomia

deixa cair a meia calça

 

Fonte: Poema – Poem Hunter

Imagem:http://www.victorypaintinggroup.co.uk/

AO LEITOR

(Denise Levertov)

Enquanto lês, um urso branco preguiçosamente
mija, pintando a neve
de amarelo;

Enquanto lês, muitos deuses
se estendem entre cipôs:olhos de obsidiana
espiam a geração das folhas;

Enquanto lês,
o mar revolve suas páginas escuras
revolve
suas páginas escuras

♫ ♪

A HORA DO GAMBÁ (Robert Lowell)

(para Elizabeth Bishop)

Lá em sua morada
pelo inverno todo ainda mora a solitária senhora herdeira
da Ilha Nautilus:
suas ovelhas ainda pastam nas colinas acima do mar.
seu filho é um bispo.Seu vigia,
eminente membro de nossa comunidade;
ela chegou à senilidade.

Ansiado por
um sossego sacerdotal
como do século da Rainha Vitória,
compra mil coisas,
máculas que guardam sua praia,
e deixa que se desfaçam.

A estação está doente-
perdemos nosso milionário verão,
aquele que aprecia ter saído duma revista de modas.
Seu escaler foi leiloado a pescadores.
Um vasto vermelho vivo veste a Colina Azul.

Agora o nosso efeminado
decorador limpa sua lojinha para o outono;
sua rede de pescar está cheia de enfeites, rolhas alaranjadas,
e amarelas como seus banquinhos e corujinhas;
bugigangas sem venda,
ele gostaria mesmo pe de se casar.

Numa noite escura
meu Ford trepou até o topo da colina;
procurei carros de namorados.Luzes baixas,
estavam alinhados juntos uns dos outros, casco contra casco,
onde os gavetões do cemitério da cidade…
Minha mente está doente.
Um rádio choraminga
“Amor, ó displicente amor…”Ouço
minha alma doente soluçar em cada gota de sangue,
como se minhas mãos estangulassem
cada uma de suas gargantas…
sou o próprio inferno;
não há ninguém aqui-
somente gambás que procuram
o que devorar á luz do luar.
Caminham passo a passo até o Centro
listras brancas, chamas vermelhas de olhos lunáticos
da Igreja da Santíssima Trindade.

Fico de pé na sacada dos fundos
e respiro ar puro-
uma gambá com uma fieira de filhotes fareja restos de comida
numa lata de lixo.Mete sua cabeça de espátula num pote
de creme de leite,abaixa sua cauda de avestruz,
e não se deixa assustar.

♫ ♪

 1ª FESTA NA CASA DE KEN KESEY COM OS HELL’S ANGELS

(Allen Ginsberg)

negra fria noite atravessa rubro bosque
carros dormem lá for ana sombra
atrás do portão, estrelas se apagam sobre
o barranco, arde o fogo perto da varanda,
e em jaquetas de couro preto
algumas almas cansadas se curvam.Na imensa
casa de madeira, um lustrre amarelo,
às 3 da manhã o estouro dos alto-falantes
hi-fi Rolling Stones Ray Charles Beatles
Jumping Joe Jackson e 20 jovens
se contorce4m ao som que vibra pela sala,
um pouco de erva no banheiro, garotas em malha cor de sangue,
um homem maciço e macio sua nessa dança sem fim,
latas de cerveja atiradas no quintal,
a figura de um enforcado pende de um galho sobra o riacho,
crianças dormem mansas em beliches,
e, além do portão, 4 patrulas estacionadas,
luzes vermelhas revolvem nas folhas.

♫ ♪

FUGINDO, ÁS PRESSAS, DA TERRA

(Robert Bly)

os pobres, os aturdidos e os idiotas
estão conosco:vivem no ataúde do sol
e no esquife da lua,enquanto eu saio esta noite
vendo-a rodar seu escuro carrinho de mão
por toas das várzeas do céu
e as estrelas se alçando inexoravelemente
negra lua!sinistras lágrimas!
sombra dos cortiços e dos triunfantes mortos!

alguns homens perfuram o peito com uma  extensa agulha
a fim de que seus corações cessassem de bater
outros deitaram blocos de gelo em suas camas
para ali se finarem.mulheres
os cabelos lavaram, e se enforcaram
nas suas longas tranças.uma outra subiu
num alto olmo sobre seu gramado
abriu uma caixa, e engoliu aranhas venenosas…

o tempo de exortação já passou.Ouvi
cadeiras de ferro arranhando o chão em hospícios,
enquanto o pássaro, transido de frio, encolhe-se no inverno
na noite ventosa de novembro.
os mineiros deixam seus poços
como uma súbita enchente,
como um arrozal desintegrando-se.
os homens choram quando escutam estórias de alguém ressurgindo
dentre os mortos

FONTE: “Nova Poesia norte-americana Quingumbo”,Kerry SK(org)-1980

aguarde nova enquete

sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma.” ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Fabio R Poesia e Companhia

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