O Maravilhoso Plano de Conquista da Galaxia – Green Day e o Dia Verde

Por Marvin ” O Marciano”

          

Relatório de missão de conquista interplanetária número 97989551 @ pi ², povo glorioso do planeta Marte aqui quem vos manda notícias é seu grande herói vingador Marvin. Depois de mais alguns problemas enfrentando aquele asqueroso e maligno coelho ao qual os terráqueos designam a alcunha de Pernalonga decidi escrever a você sobre o que poderá ser o maior evento na história de nosso povo o “Dia Verde”.

 

 

Senhores , encontrei recentemente um habitante desta maldita esfera fétida conhecida como Terra, sim esse asteroide azul que atrapalha que o sol irradie mais do seu calor aconchegante para os nosso luxuosos balneários marcianos, que me disse que os humanos respeitam muito três coisas :  substancias alucinógenas,  calcinha preta e algo conhecido como Rock and Roll.  A primeira coisa até que é interessante e pode propiciar uma ótima vantajem econômica para no marcianos em jornadas futuras se lembrarmos que  um quarto do nosso planeta é coberta por canabíneas, mas não vejo utilidade pra uma calcinha preta a não ser usar na cabeça para que os fios de cabelo não caiam em nossa sopa proteica em um tipo de parada muito  louca , mas  enfim me perdoem um pouco a perda da objetividade desse relatório e vamos falar sobre o que o “Garoto Sinistro” da Terra me contou sobre algo  sobre uma banda e um plano de conspiração chamado  “Dia Verde”. Segue a transcrição do relato sem edições:

 

 

Em uma certa manhã de 1987 dois rapazes que dividiam  suas atividades diárias entre trabalhar de garçom numa lanchonete de Oakland e consumir canabíneas próximo a uma lata de lixo que havia no fundo da lanchonete, resolveram se aventurar por esse tal de Rock and Roll, e montaram uma banda chamada “Sweet Children” . No entanto  o baterista ainda não era aquele muleque zica tri- legal. Então Billie ,o Joe, e Mike , junto com um cara aí não tão descolado, fizeram muito shows em festinhas até terem uma epifania que mudou o destino e o nome  da banda .

A quem diga que essa mudança de nome ocorreu porque ela dava muita confusão com o nome de outra banda local a “Sweet Baby” , mas a verdade é que após a mudança de nome , escolhido obviamente por causa de uma das atividades preferidas dos muleques já citada anteriormente, eles conseguiram chamar a atenção de um  pessoal que divulgava a bandas de Oakland e gravaram um disco : 39 Smooth  lançado em 1990, este disco ganhou um retoque e uns extras e saiu como 1,0039 Smoothed Out Slappy Hours . Este e os outros dois discos seguintes do Green Day chama a atenção pela sua proposta bem simples que reúne canções de punk rock típicas poucos acordes e muita diversão sem essa de ficar fazendo muita firula e achando razões ou uma causa pela qual lutar. De fato motivo pelo qual o Green Day, o Rancid e muitas outras bandas de punk rock( com poucas exceções dos Sex Pistols que foi exclusivamente criada para vender roupas e dos Ramones, que foi criado por que o Jhonny Ramone queria sempre mandar em alguém)   é porque tem uns adolescente fudido por aí sem grana e com sub-emprego querendo aproveitar seu tempo de forma útil fazendo música.Pessoal do Green Day até tentou desligar a TV e ler uns livro mais não deu muito certo não por causa de mulher claro.

Então vieram os anos 90 , suas camisas de flanela listradas e aconteceu algo na vida do Dia Verde que nem eles esperavam o seu segundo disco Kerplunk foi muito bem recebido pela galera de sua cidade e pouco depois muito além, chamando atenção de uma gravadora de maior importância a Reprise , nas palavras de Billie J: ” Eu não ligava muito para o fato de eu estar bombando na cena musical punk, se nós estavamos fazendo sucesso no mundo todo ou sendo apenas mais uma banda  de fracassados…A única coisa que me interessava era pegar pedalar em minha bicicleta e seguir em frente” ( Revista Spin, 1999).

 

 

 

O primeiro disco lançado pela gravadora Reprise é o conhecidíssimo, pela geração MTV,  Dookie(1994).

 

 

 

Dookie é um disco que traz um hit atrás do outro, músicas como ” Welcome to Paradise” que fala sobre o caos que era cidade de Oakland, “Basket Case”, ” She” , ” When I Come Around”( que é a primeira música que aprendi a tocar no violão a segunda foi “Come As You Are” do Nirvana) e a intrigante “Longview”( ou recado pra minha mãe que me enche a paciência o dia inteiro”, ” Sasafras Roots” uma parceria com o Rancid  e se você tivesse paciência pra deixar o disco rolando logo apos o final de “F.O.D ” a décima terceira faixa deste disco ainda consegue escutar uma “música” chamada ” “All by Myself” que é o Tré Cool tocando violão e resmungando alguma coisa. Confesso pra vocês que Dookie é um dos albúns  que mai escutei na min vida , seguido por “The Real Thing”(FNM), “The Number of The Beast(Iron Maiden),  Mondo Bizarro(Ramones) e “Sixteen Stone”(Bush).

Depois de Dookie a banda se intercionalizou de vez, chegando a ser uma das atrações principais do “lola pra lousa” e  Woodstock 1994, ao lado dos Red Hot Chilli Peppers, outra banda emergente.No entanto o pessoal do Green Day ficou um pouco assutado com os efeitos colaterais que vem junto com a fama , deixando isso muito claro na faixa de abertura do disco seguinte “Insominiac”(1995).

 

 

Insominiac em termos de sonoridade não acrescenta algo muito conflitante ou excepcional em relação ao que encontramos no disco anterior(Dookie), só que os temas divertinhos que regavam as letras ficaram um pouco de lado e a temática do disco passou a ser esses problemas causados pela fama, como  síndrome do pânico, desordem de  ansiedade, stress, insônia e outros anomalias médicas. merecem ser destacadas as faixas “Bab’s Uvula Who”, “Brain Stew/Jaded” e “Walking Contradition”. Algumas conquistas da banda com este disco: -a  faixa “J.A.R” entrou pra trilha sonora do filme Angus sendo número 1 na parada  “Modern Rock Tracks” da Bilboard  e a Rolling Stone( não que eu dê tanta importância pra o que esses sujeitos escrevem) criticou o albúm como 5 estrelas.

 

 

A banda tirou um mano sabático, em 1996, para resolver problemas pessoais, mas logo em 1997 apareceu com mais um disco Nimrod, economizei por meses a grana do lanche pra descolar esse disco , é talvez o disco que trás a maior variedade de estilos musicais em suas faixas:   O Disco começa com  um recado bastante direto na faixa de abertura “muleque não seja trouxa”, depois veem “Hitchin A Ride” onde creio que a intenção era fazer uma canção que lembrasse a fanfarra de um circo ,seguido pelo início da maldição das musiquinas pop comerciais fraquinhas em “Redundant” e “Good Ridance(Time Of Your Life)”. Na sequencia encontramos  uma canção ramoníaca “Jinx/Haushinka”, um ska maneiro “King For A Day” ,  e o bom e amado punk rock ainda tímido em “Uptight” mas com toda a energia de volta em  “Rejected” e “Prosthetic Head”.  Resultados para esse disco 81 mil cópias vendidas nas primeiras semanas, prêmio na MTV , uma breve detenção  de Billie Joe  devido ao incidente na promoção do disco em uma loja nos USA onde ele brigou com o gerente fez uma pichação na loja

 

 

 

 

O álbum seguinte, Warning, somente foi lançado três anos depois é claro que a gravadora esperava ter o mesmo retorno comercial que conseguiu com Nimrod mas as coisas não foram bem assim. Houveram mudanças bem significativas nesse disco como a saída do produtor Rob Cavallo, que vinha trabalhando com a banda há muito tempo, e muitas mudanças na sonoridade. A mudança da sonoridade já fica bem aceitável só pelo fato de a banda já circular 13 anos por aí com vontade de experimentar coisas novas, o tal “amadurecimento musical”, precisa justificar mais alguma coisa?. Então tá “Warning” até que não é um disco ruim e tem umas músicas bacanas como “ Church On Sunday” ,“Holiday”, um pouco de música cigana e Gogol Bordelo em “Misery” mas sim , falta alguma coisa que sirva pra  fazer aquela liga ou a identificação com os fãs mais antigos,  “Castway”  é a canção que chega mais perto disso. Mas se você é fã de Beatles  ou  Bob Dylan vai curtir mesmo o que vem a partir de “Hold On” alguns caras da Rolling Stone Magazine do  All Music Guide curtiram.

 

 

 

 

 

Quatro anos se passaram entre Warning e American Idiot , muita coisa mudou, governo Bush, onze de setembro e afins, então o Green Day decidiu entrar pro hall das bandas que abraçam causas politicas e  filantrópicas, como o U2 e a diversão e o punk rock sem compromisso realmente foi  pro limbo. Quando vi o visual da banda o primeiro pensamento que veio foi : “ Que porra é essa!” Depois liguei a TV e vi um vídeo clip do “ My Chemical Romance”, escutei a palavra emo e desliguei a TV, parei de ouvir rádio comercial e coloquei um disco do Black Sabbath pra tocar direto todo dia durante umas três semanas.   American Idiot o projeto mais ambicioso do Green Day, a ópera rock de Billie Joe Armstrong, eu sinceramente se tivesse no comando de uma mesa de edição na época em que este disco era gravado cortava  “ Jesus of Suburbia” e  “ Me Acorda Só em Setembro” ,  Rob Cavalo voltou a ser produtor e vacilou nessa. Se escutarmos bem American Idiot, percebemos que este disco soa muito parecido com algumas faixas de Nimrod, porém sem as virtudes do Nimrod, portanto American Idiot, não trás nem uma nova fórmula musical tão mirabolante assim pra banda. Somente o pessoal da banda passou a se preocupar com algumas coisas a mais do que a música, arrumou um visual emo que fica entre Siouxsie And The Banshes, Robert Smith, Boy George do Culture Club e o Twisted Sister.

 

 

 

Nesse disco como destaques positivos além da faixa título temos “ Holliday” e “Letterbomb”. Esse disco foi bem criticado, ganhou uma peça na Broodway e mais prêmios da MTV, no entanto era melhor ter ido ver o filme do Pelé.     Em 2009, o Green Day, caiu mais ainda nessa Vibe de fazer espetáculo, ópera rock, ganharam um Grammy e quase levaram também o prêmio de pior álbum da  NME. Papo reto, nenhum desses prêmios é motivo pra muito estardalhaço tanto do lado positivo como do negativo, 21 st Breakdown.  A única coisa insuportável nesse disco é a música “21 Guns”. O que há de novidade em relação a Nimrod, no disco “21 St Century” e em “American Idiot” mesmo é que haviam muitas experimentações que ficam “soltas”, falta um pouco de coesão em Nimrod. O que não se vê nos discos posteriores.

 

Pra finalizar os mais otimistas como o pessoal da Slant Magazine até  conseguiram sugerem que em 21 St Breakdown é possível encontar “ alguns bons fantamas de sons mais antigos do Green Day” nas faixas deste disco, mas esses fantasmas deixaram de ser fantasmas pra se tornarem realidade somente em 2012.

 

 

O ano de 2012 para a banda Green Day começou com um projeto bem ousado: três anos em um, abanda lançou todo o material inédito composto entre 2010 e 2012 de uma única vez, o resultado Uno!, Dos! E Tres!.Grandes preocupações sociais, politicas e conceituais dos últimos anos ficaram um pouco de lado, e a banda trouxe muito do punk rock desleixado dos anos 90 de volta, sem deixar de render aquela graninha legal pro bolso da gravadora. Na primeira semana Uno!  Emplacou 139 mil cópias vendidas. Estes discos trazem a adição de Jason White como guitarrista oficial na banda, antes considerado um músico de apoio em turnês do Green Day. Uno!Dos! e Tres! já são discos que trazem equilíbrio entre o Green Day punk rock( valendo  lembrar pela milésima vez que desde Nimrod o tal espirito punk do Green Day é um espirito mais apaziguado conhecido como punk rock melódico) e o Green Day como banda amadurecida.  Uno! é a parte da trilogia que mais vai agradar os fãs dos tempos de Kerplunk e Dookie, Dos! Fica no meio termo tendo como pontos altos “Fuck Time”, “Makeout Party”, “Baby Eyes” e  “Lady Cobra”. Tres! já é a parte do projeto que ira agradar os fãs mais novos que gostam de músicas mais emotivas. A grande explicação porque foi necessário o lançamento de três álbuns simultâneos pra que o Green Day começasse a atingir esse ponto não se sabe ao certo mas enquanto eles continuem por esse caminho, o de pensar em coisas novas sem perder a identidade,  podemos ser otimistas em relação que os futuros discos da banda vão  corresponder

 

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Autor: Fabio R.

Para começar eu nunca tive as letras como profissão comecei a escrever por dois motivos: ---para passar o tempo ---para espantar a insônia Hoje escrevo pra responder a simples pergunta: serei eu um ser inteligente ou apenas mais um animal na face da Terra? Eu comecei com umas HQS ao 6 anos( em 1988),logo que aprendi a ler um pouco melhor, incialmente impulsionado pela leitura do Gibi do Cascão. Logo as estórias do menino que nao toma banho ficaram sem muitos atrativos e comecei a fzr minhas estórias. No começo era apenas comédia infantil, mais depois de 3 sequencias de "SEXTA FEIRA 13" comecei a me interessar pelo genero do terror. Bem a fase de HQS durou até os 12 anos e seu auge foi entre 1990 e 1992 quando tinha mais 7 amigos produzindo e compartilhando suas HQS comigo.Confesso que nao desenhavamos muito bem. Depois um periodo negro me encontrou,estou falando da adolescência de HEAD BANGUER, passava o dia todo escutado SABBATH e MAIDEN. Então impulsionado por toda a euforia daquele som,e pela vontade de pegar garotas, montei uma banda com os amigos.Não conseguiamos tocar covers nem dos RAMONES entao faziamos nossas composições, era bem simples tinhamos dois guitarristas, um que começava a aprender a escala pentatônica com seu professor particular, e um que tocava hinos religiosos, por incompentência mesmo após alguns meses de conservatório eu fui delegado ao posto de vocalista,tbm tinhamos um baixista que nunca aparecia nos ensaios. O que isso tem a ver com a escrita vcs me perguntam?Era eu que compunha a maioria das letras pops e desnexadas, três shows em colégios e 3 brigas por namoradas depois a banda entrou em um hiato indefenido, conseguimos 8 composições, a maior delas "Herdeiro do céu e da solidão" que teria sido um clássico do METTAL se as fitas de rolo magnético da decáda de 50 que herdei com um gravador de meu avô tivessem resistido a fúria de um vira latas. Bem o interesse por poesia começou no colegial, quando descobri que algumas menininhas ficavam impressionadas ao escutar um soneto de Camões ou de Augusto do Anjos. E usei umas duas composições minhas para arranjar namorada. Finalmente chegamos até o dia de hoje onde ainda não consegui escrever uma poesia decente,sempre erro a métrica, e não sei onde diabos a aliteração se encaixa em um texto. Bem, meu objetivo principal é superar a façanha de meu avô Juliano que consegui em 60/70 publicar algumas poesias em um livro de contos regionais no interior de SP. Espero que vcs se divirtam e reflitam como é imprestável um ser humano neste planeta ao lerem minhas tentativas de poetar. Fora da comunidade vcs podem também acessar o site: www.epicosubmundo.blogspot.com Fabio R.Vieira

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