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Um drink na madrugada
ela sussurra estou interessada
em fingir que o tempo,
não é medido á curto prazo.

O seu corpo quer o toque
Como todo território inexplorado
Deseja a descoberta
E os dias de rotina anseiam
por notícias amenas.

Deitada na cama ela disse –
talvez um pouco agridoce
Fitar um ao outro por alguns minutos
E depois uma palavra obscena ou outra

Para fazer o que se deve a si
e não a quem te deve assim quisera Orwell
ter cometido crimedeias mas,
quisera ele ter resistido um pouco mais
quisera ele ter insistido um pouco mais

Deixar a porta fechada no quarto 101
mas demorou demais para nos dois termos percebido
que ela se foi sem ter se despedido
era uma noite qualquer de 1984

E nunca mais vimos aquela coragem
em não ajustar-se ao mundo.

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