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Na lenda coreana
escorrem  as lágrimas-
sobre azaleias

 

Este haikai é inspirado no poema coreano “Azaleias”(1925) escrito por Kim So-wol.

O poema tem como base a lenda em que um camponês tem sua amada transformada em azaleia, flor tipica da Coréia do Norte. Azaleia significa:”flor que nasce na terra seca”

 

Azaleas

When you turn away from seeing me
and go,
gently, without a word, I shall send you away.

From Mount Yak in Yongbyon,
azaleas
I shall gather an armful and scatter them on your way.

Step after step away
on those flowers placed
before you, press deep, step lightly, and go

When you turn away from seeing me
and go,
thought I die, no, not a single tear shall fall.

 

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from r7

A cada animal que abate ou come sua própria espécie.
E cada caçador com rifles montados em camionetas
E cada miliciano ou atirador particular
com mira telescópia

E cada capataz sulista de botas com seus caes
& espingardas de cano serrado
E cada policial guardião da paz cpm seus cães
treinados para rastrear & matar

E cada tira à paisana ou agente secreto
co su coldre oculto cheio de morte
E cada funcionário público que dispare contra o público
ou que alveja para matar criminosos em fuga

E cada Guardia Civil em qualquer pais que guarda os civis
com algemas & carabinas
E cada guarda-fronteiras em tanto faz qual posto de barreira
em tanto faz qual lado de qual Muro de Berlim

E cada soldado de elite patrulheiro rodoviário em calças de
equitação sob medida & capacete protetor
de plástico & revólver de coldre ornado
de prata

E cada radiopatrulha com armas antimotim & sirenese cada tanque
antimotim com cassetetes & gás lacrimogênio
E cada piloto de avião com foguetes &napalm sob as asas
E cada capelão que abençoa bombardeiros que decolam

E qualquer departamento de Estado de qualquer superestado que vende
armas aos dois lados

E cada Nacionalista em tanto faz que Nação em tanto faz
qual mundo Preto Pardo ou Branco
que mata por sua Nação

E cada profeta com arma de fogo ou branca e quem quer que reforce
as luzes do espírito à força ou reforce o poder
de qualquer estado com mais Poder

E a qualquer um e atodos que matam& matam& matam& matam
pela Paz

Eu ergo meu dedo médio
na única saudação apropriada

Prisão de Santa Rita,1968

DRAMA NA CELA DISCIPLINAR

A aranha monstruosa está com apepsia:
Dou-lhe a aorazada mosca sempre à hora habitual
Mas não galga o violino como já fazia,
Solerte, amarela e negro,para a fatal
Deglutição, e só já reage à terceira
Fumarada do meu cigarro.Enfim, zangada:
não me lenbrei ver se aquela insulsa rameira,
já tonta, qu elhe dei,estaria tocada
Pelo insecticida de horas anres.Farrricoco
De moscardos à boa vida ou domador
Falhado, restm-me as paredes e eu-oco
No cerne-estes fonemas a does, o calor
E o frio, a loucura os janízaros bem pouco
Amogos, a colite, os versos sem valor…

ABANDONO VIGIADO

ler O’Neil
aqui na prisão,
é como cuspir na careca dum burguês
(francês, portugês ou angolês,
tanto fez ou faz….)
empanturrado de consideração…
portanto, meu rapaz,
desculpa a sem cerimónia,
e puxa-me de cachimmónia,
o sumo de limão
do verso que te aparaz…

MAGO

chispa uma estrela
no isqueiro
-camarada rotineiro
de sonho avulso e barato
na minha cela-
e por um segundo
sou o mago, insulso,
aziago e pacato,
que neste dia amrgo
crispa na mão fechada
a mais bela e amada
estrela do mundo…

Fonte:Poesia Africana de Língua Portuguesa(Antologia)

Mais>>

Biografia Resumida

História da Poesia Angolana(60/79)

Manifestações Literárias Angolanas(doutorado Papparoto,T.A)

AO LEITOR

(Denise Levertov)

Enquanto lês, um urso branco preguiçosamente
mija, pintando a neve
de amarelo;

Enquanto lês, muitos deuses
se estendem entre cipôs:olhos de obsidiana
espiam a geração das folhas;

Enquanto lês,
o mar revolve suas páginas escuras
revolve
suas páginas escuras

♫ ♪

A HORA DO GAMBÁ (Robert Lowell)

(para Elizabeth Bishop)

Lá em sua morada
pelo inverno todo ainda mora a solitária senhora herdeira
da Ilha Nautilus:
suas ovelhas ainda pastam nas colinas acima do mar.
seu filho é um bispo.Seu vigia,
eminente membro de nossa comunidade;
ela chegou à senilidade.

Ansiado por
um sossego sacerdotal
como do século da Rainha Vitória,
compra mil coisas,
máculas que guardam sua praia,
e deixa que se desfaçam.

A estação está doente-
perdemos nosso milionário verão,
aquele que aprecia ter saído duma revista de modas.
Seu escaler foi leiloado a pescadores.
Um vasto vermelho vivo veste a Colina Azul.

Agora o nosso efeminado
decorador limpa sua lojinha para o outono;
sua rede de pescar está cheia de enfeites, rolhas alaranjadas,
e amarelas como seus banquinhos e corujinhas;
bugigangas sem venda,
ele gostaria mesmo pe de se casar.

Numa noite escura
meu Ford trepou até o topo da colina;
procurei carros de namorados.Luzes baixas,
estavam alinhados juntos uns dos outros, casco contra casco,
onde os gavetões do cemitério da cidade…
Minha mente está doente.
Um rádio choraminga
“Amor, ó displicente amor…”Ouço
minha alma doente soluçar em cada gota de sangue,
como se minhas mãos estangulassem
cada uma de suas gargantas…
sou o próprio inferno;
não há ninguém aqui-
somente gambás que procuram
o que devorar á luz do luar.
Caminham passo a passo até o Centro
listras brancas, chamas vermelhas de olhos lunáticos
da Igreja da Santíssima Trindade.

Fico de pé na sacada dos fundos
e respiro ar puro-
uma gambá com uma fieira de filhotes fareja restos de comida
numa lata de lixo.Mete sua cabeça de espátula num pote
de creme de leite,abaixa sua cauda de avestruz,
e não se deixa assustar.

♫ ♪

 1ª FESTA NA CASA DE KEN KESEY COM OS HELL’S ANGELS

(Allen Ginsberg)

negra fria noite atravessa rubro bosque
carros dormem lá for ana sombra
atrás do portão, estrelas se apagam sobre
o barranco, arde o fogo perto da varanda,
e em jaquetas de couro preto
algumas almas cansadas se curvam.Na imensa
casa de madeira, um lustrre amarelo,
às 3 da manhã o estouro dos alto-falantes
hi-fi Rolling Stones Ray Charles Beatles
Jumping Joe Jackson e 20 jovens
se contorce4m ao som que vibra pela sala,
um pouco de erva no banheiro, garotas em malha cor de sangue,
um homem maciço e macio sua nessa dança sem fim,
latas de cerveja atiradas no quintal,
a figura de um enforcado pende de um galho sobra o riacho,
crianças dormem mansas em beliches,
e, além do portão, 4 patrulas estacionadas,
luzes vermelhas revolvem nas folhas.

♫ ♪

FUGINDO, ÁS PRESSAS, DA TERRA

(Robert Bly)

os pobres, os aturdidos e os idiotas
estão conosco:vivem no ataúde do sol
e no esquife da lua,enquanto eu saio esta noite
vendo-a rodar seu escuro carrinho de mão
por toas das várzeas do céu
e as estrelas se alçando inexoravelemente
negra lua!sinistras lágrimas!
sombra dos cortiços e dos triunfantes mortos!

alguns homens perfuram o peito com uma  extensa agulha
a fim de que seus corações cessassem de bater
outros deitaram blocos de gelo em suas camas
para ali se finarem.mulheres
os cabelos lavaram, e se enforcaram
nas suas longas tranças.uma outra subiu
num alto olmo sobre seu gramado
abriu uma caixa, e engoliu aranhas venenosas…

o tempo de exortação já passou.Ouvi
cadeiras de ferro arranhando o chão em hospícios,
enquanto o pássaro, transido de frio, encolhe-se no inverno
na noite ventosa de novembro.
os mineiros deixam seus poços
como uma súbita enchente,
como um arrozal desintegrando-se.
os homens choram quando escutam estórias de alguém ressurgindo
dentre os mortos

FONTE: “Nova Poesia norte-americana Quingumbo”,Kerry SK(org)-1980

Recuperemos de início a atmosfera a um só tempo brumosa e seca,desgrenhada,onde desde que incessante a cria, o cigarro está
sempre enviesado.

A seguir, sua pessoa:uma pequena tocha muito menos luminosa
que perfumada, de onde se destacam e caem, em ritmo a determinar,
um número calculável de pequenas massas de cinzas.

Por fim, sua paixão:esse botão em brasa, escamando películas
prateadas, que uma bainha logo formada das mais recentes circunda.

*

Crestado em seu declínio nosso bolo de quimeras, as primeiras vigílias do tempo rival apareceram diante dos olhos.Nada de limusine negra para nos arrebatar em seu rasto presunçoso.Destituição vale posse.

Uma fina poeira noturna mal perturbava o buço de teu querido rosto adormecido.O que vinha das estrelas não era teatral, mas observado.Minha timidez renascia sob aparências impecáveis que as geadas concedem às ervas em repouso no reverso dos planaltos glaciais.

O sofrimento comum apesar do aguilhão dos ecos rarefeitos, cantava o hino hialino.

A ovação final não foi para uma meia-luz sepulcral, mirífica vidraceira, mas para uma fileira de enguias com pressa de trocar o regato natal pelos rios de paredes desiguais.Lá, se agrupam os mieiros.No leito da corrente, passa o sangue, o virtuose do retorno.

*************

Poemas:

 O Cigarro- O partido das coisas(Francis Ponge) 

Longe de nossas cinzas-O nu perdido(René Char)

 

 

Domingo 

Hoy es domingo em todas partes y a la tarde
Domingo em tu telefono
Domingo em los cenicientos suplementos
Literarios
Domingo em los corazones francos
De lãs mucamas y de lãs señoras com mucamas
Domingo em lãs cancillerías
Domingo em lãs barbas de los borrachos
-hermosas,canas,tristísimas
como um espejo abandonado
es el terrible dia em que Dios descanso
dia frio, ateo y peligroso
em que Dios dencansó como um banquero
hoy tengo um lugar donde caerme muerto
pero no lo tengo para vivir

Domingo 

Hoje é domingo em toda parte e à tarde
Domingo no teu telefone
Domingo nos cinzentos suplemento
literários
domingo nos corações livres
das empregadas e das senhoras com empregada
domingo nas chancelarias
domingo nas barbas dos bêbados
-belas,grisalhas,tristíssimas
como um espelho abandonado
é o terrível dia em que Deus descansou
dia frio, ateu e perigoso
em que Deus descansou como um banqueiro
hoje tenho um lugar onde cair morto
mas não tenho para viver

(Fernando Sánchez Sorondo)

 

*****

 

Última Sinfonía 

Sorprendido por Mozart a las 9
Em um callejón a bordo
De um viejo automóvil
Miro el humo sobre los techos
El árido terraplén
Um gato que se desentumece
Junto a um poço de agua estancada
No se produce ningún cambio
Aunque el aire pueda llamarse
– gracias a Mozart
matinal-
la paz em la corrupción
por um momento sea

Última Sinfonia

 

Surpreendido por Mozart às 9
Num beco a bordo
De um velho automóvel
Olho a fumaça acima dos tetos
O árido repleno
Um gato se espreguiça
Junto a um pouco de água parada
Não se produz mudança alguma
Embora o ar possa dizer-se

-graças a Mozart
matinal-
a paz na corrupção
por um momento seja

Jorge Ricardo Aulicino

Fonte:-A palavra nômade:poesia Argentina dos anos 70 –

Esse é o título da segunda coletânea de poesias do autor de “Ulisses” e “Finnegas Wake” publicada no Brasil em 2001. Para os “estudiosos” ,essa é uma obra (com o perdão do clichê) que arranca o autor de sua concha,
nas palavras do Tradutor Alípio Correia:

“uma obra em constraste com a muralha intransponível, de caráter impessoal, dos escritos em prosa.Uma verdadeira glorrificação do homem comum seus versos são o lugar onde é possível vislumbrar as inquetações do homem Joyce, o espaço através do qual sua dor e fragilidade continuaram a minar ao longo de sua vida…”

Segue uma pequena amostra pra vcs frequentadores assíduos do site cmo o Rafael Coelho o’clock e tbm p/ vcs que “comentem erros ao digitar a URL”

Nightpiece

Gaunt in gloom,the pale stars their torches,

enshrouded,wave

ghostfires from heavens

far verges faint illume,

arches on soaring arches,

night’s sindark nave

Seraphim,

the lost hosts awaken

to service till

in moonless gloom each lapses muted,dim,

raides when she has and shaken

her thurible.

and long and loud,

to night’s nave upsoaring,

a starknell tools

as the bleak incense surges,cloud on cloud,

voidward from the adoring

waste of souls

Noturno

Lúgubres na penumbra,estrelas pálidas o archote

amortalhado ondeiam

Dos confins do céu,fogos-fantasmas alumbram

arcos sobre arcos que se alteiam,

nave pecadobreu da noite

Serafins,

As hostes sem norte despertam

para o serviço, até que tombem

na penumbra sem lua,mudas,turvas, ao fim,

assim que ela erga e vibre inquieta

o seu turíbulo

e alto,longo,á turva,

sobrelavada nave,

a estrela-sino tange,enquanto, calmas,

as espirais do incenso ascendem,nuvem sobre nuvem,

rumo-ao-vazio, do venerável

resíduo de almas

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BAHNHOFSTRASSE

the eyes that mock me sign the way
whereto i pas at eve of day,

grey way whose violet signals are
the trysting and the twining star

ah star of evil!star of pain!
highheart youth comes not again

nor old heart’s wisdow yet to know
the signs that mock me as I go

BAHNHOFSTRASSE

Olhos que zombam mostram com sinais
a rua em que ando enquanto a tarde cai-

a rua é turva, e seus sinais,violáceos-
a estrela do encontrar-se e do apartar-se

estrela má!da pena!a idade moça,
do coração pleno de alento,foi-se,

e falta um velho e sábio para entender os
sinais, que me acompanham zombeteiros

nota do tradutor: BAHNOFSTRASSE é o nome de uma rua de Zuirique(SUI) onde um ano antes de escrever o poema JJ teve um “ataque” de glaucoma necessitando de uma intervenção cirúrgica nos olhos .

nota minha: O glaucoma,resumidamente,é uma doença que deriva do aumento da pressão sanguínea no globo ocular

Retrato de Li Po

花間一壺酒。 A cup of wine, under the flowering trees;
獨酌無相親。 I drink alone, for no friend is near.
舉杯邀明月。 Raising my cup I beckon the bright moon,
對影成三人。 For her, with my shadow, will make three people.

月既不解飲。 The moon, alas, is no drinker of wine;
影徒隨我身。 Listless, my shadow creeps about at my side.
暫伴月將影。 Yet with the moon as friend and the shadow as slave
行樂須及春。 I must make merry before the Spring is spent.

我歌月徘徊。 To the songs I sing the moon flickers her beams;
我舞影零亂。 In the dance I weave my shadow tangles and breaks.
醒時同交歡。 While we were sober, three shared the fun;
醉後各分散。 Now we are drunk, each goes their way.
永結無情遊。 May we long share our eternal friendship,
相期邈雲漢。 And meet at last on the Cloudy River of the sky.

*

Bebo sozinho ao luar

Entre as flores há um jarro de vinho.
Sou o único a beber: não tenho aqui nenhum amigo.
Levanto a minha taça, oferecendo-a à lua:
com ela e a minha sombra, já somos três pessoas.
Mas a lua não bebe, e a minha sombra imita o que faço.
A sombra e a lua, companheiras casuais,
divertem-se comigo, na primavera.
Quando canto, a lua vacila.
Quando danço, a minha sombra se agita em redor.
Antes de embriagados, todos se divertem juntos.
Depois, cada um vai para a sua casa.
Mas eu fico ligado a esses companheiros insensíveis:
nossos encontros são na Via Láctea…

(Tradução-pt:Poemas Chineses: Li Po e Tu Fu. [Por: Cecília Meireles]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.)

(imagem:Portraits of Chinese Poets-China Page)

Mais uma Crônica por Charles Bukowski

O presidente dos Estados Unidos entrou em seu carro, cercado por agentes de segurança. Sentou no banco traseiro. A manhã estava sombria, sem nada de especial. Ninguém dizia nada. O carro saiu rodando e podeia-se ouvir o ruído dos pneus deslizando no asfalto ainda úmido da chuva da noite anterior. O silêncio reinante era mais insólito do que nunca.

Depois de certo tempo, o presidente falou:

-Escutem este não é o caminho do aeroporto.

Os agentes não abriram à boca. Estavam programadas umas férias. Duas semanas em sua residência particular. O avião dele aguardava no aeroporto.

Começou a chuviscar. Parecia que a chuva ia recomeçar. Todos, inclusive o presidente, estavam com sobretudos grossos; chapéu; deixava o carro com ar de lotado. Do lado de fora, o vento frio não diminuía.

-Motorista – disse o presidente – acho que você se enganou de caminho.

O motorista não respondeu. Os outros agentes continuaram olhando fixamente para frente.

-Ouçam-disse o presidente-alguém pode me fazer o favor de indicar a esse homem o caminho do aeroporto?

-Não estamos indo pra lá – retrucou o agente á esquerda do presidente.

-Não estamos?-estranhou o presidente.

Os agentes, mais uma vez, se conservaram calados. A garoa transformou-se em chuva. O motorista acionou os limpadores de pára-brisa.

-Escutem o que significa isto?-perguntou o presidente-O que é que está acontecendo?

-Faz semanas que vem chovendo sem parar-disse o agente ao lado do motorista. -É deprimente. Não resta dúvida de que vou gostar muito de ver um pouco de sol.

-é, eu também – disse o motorista.

-tem qualquer coisa errada aqui – insistiu o presidente-, eu exijo…

-O senhor não está em posição de exigir –atalhou o agente á direita do presidene

-Quer dizer que…?

-Exatamente-respondeu o mesmo agente.

-Vai ser um assassinato?-perguntou o presidente.

-Acho difícil. Não se usa mais.

-Então o que…

-Por favor. Recebi ordens para não discutir nada.

Rodaram durante horas. Continuava chovendo. Ninguém abria a boca.

-Agora – disse o agente á esquerda do presidente -, dá a volta de novo, depois entra. Não estamos sendo seguidos. A chuva ajudou muito.

O carro contornou o retorno, depois subiu por uma estradinha cheia de barro. De vez em quando as rodas ficavam girando na lama sem sair do lugar, resvalando, para depois se firmarem e o carro seguir andando. Um homem de impermeável amarelo acendeu a lanterna e orientou até a entrada de uma garagem aberta. Era uma região isolada por arvoredo. Tinha uma pequena casa de campo ao lado da garagem. Os agentes abriram as portas do carro.

-Desça-ordenaram ao presidente.

O presidente obedeceu. Os agentes continuaram cercando atentamente o presidente, embora não houvesse nenhuma criatura viva a quilômetros de distância, a não ser o homem da lanterna e impermeável amarelo.

-Não entendo por que não se podia ter feito a historia toda aqui mesmo – disse o homem do impermeável amarelo-, do outro jeito certamente é muito mais arriscado.

-São ordens – retrucou um dos agentes. -Sabe como é que é. Ele sempre se fiou muito na intuição. Como agora, mais do que nunca.

-Está fazendo um frio de rachar. Tem tempo pra uma xícara de café?Já está pronto.

-Boa idéia. O percurso foi longo. Imagino que o outro carro esteja preparado?

-Claro. E testado várias vezes. Aliás, estamos adiantados dez minutos pelo cronograma. Foi uma das razoes que me levou a sugerir o café. Sabe como ele é em matéria de pontualidade.

-Tá certo, então vamos entrar.

Conservando atentamente o presidente no meio, entraram na casa de campo.

-Sente-se ali-um dos agentes ordenou ao presidente.

_o café é gostoso-disse o homem do impermeável amarelo-,moído na hora.

Foi passando o bule pela sala toda. Serviu-se de uma xícara e depois sentou, sempre de impermeável amarelo, mas tendo jogado o capacete em cima do fogão.

-Ah, está gostoso mesmo-disse um dos agentes.

-Com leite e açúcar?-perguntou um dos agentes ao presidente.

-Está bem-concordou…

Não havia muito lugar no carro velho, mas todos deram jeito de entrar, com o presidente de novo no banco traseiro…

O carro velho também resvalou na lama e nas raízes das arvores, mas conseguiu chegar na pista asfaltada.Mas uma vez, a jornada foi silenciosa durante a maior parte tempo.Aí um dos agentes acendeu no cigarro.

-Merda,não consigo parar de fumar!

-Ué,quem é que não sabe que é difícil?Não se preocupe com isso.

-Não estou preocupado.Só chateado comigo mesmo.

-Ora,deixa isso pra lá.Hoje é um grande dia histórico.

-Concordo plenamente! –disse o do cigarro.

E então deu uma tragada…

Pararam na frente de uma velha casa de cômodos.Continuava chovendo.Ficaram ali sentados durante algum tempo.

-Agora-disse o agente ao lado do motorista-,desçam junto com ele.O caminho está livre.Não tem ninguém na rua.

Saíram andando junto como o presidente, primeiro entrando pela porta da frente, depois subindo 3 lances de escada,sempre mantendo o presidente no meio.Pararam e bateram no 306.A senha:uma pancada,pausa 3 pancadas,pausas, e 2 pancadas…

A porta se abriu e os homens empurraram rapidamente o presidente pra dentro.Depois fecharam á chave e passaram a tranca.Três homens já estavam á espera. Dois deviam ter mais de 50.O terceiro usava um traje que consistia numa camisa velha de operário, calça de segunda mão,folgada demais, e sapatos de 10 dólares, já gastos e sem brilho.Estava sentando numa cadeira de balanço no meio da sala.Devia andar pelos 60, mas sorria…e os olhos não tinham mudado;o nariz,o queixo, a testa,continuavam iguais.

-Seja bem vindo senhor presidente.esperei muito tempo pela História,pela Ciência e por Vossa Excelência, e todos chegaram hoje,pontualmente na hora marcada…

O presidente olhou para o velho na cadeira de balanço.

-Santo Deus!Você…você é…

-Me reconheceu!Outros cidadãos de seu país já fizeram troça semelhança!Burros demais para sequer se der conta de que eu era…

-Mas ficou provado que…

-Claro que ficou.Os abrigos á prova de balas:30 de abril de 1945.Queríamos que fosse assim.Tenho sido paciente.A Ciência estava do nosso lado, mas as vezes precisei acelerar um pouco a História.Queríamos o homem certo.O senhor é esse homem.Os outros eram simplesmente impraticáveis-alienados demais da minha filosofia política…O senhor é muito mais ideal.Trabalhando por seu intermédio há de facilitar tudo.Mas.como ia dizendo,precisei acelerar um pouco as engrenagens da História.. na idade em que estou me vi forçado…

-Quer dizer…?

-Sim .Mandei assassinar o seu presidente Kennedy, e depois o irmão…

-Mas o que pretendem fazer comigo?Já soube que não serei assassinado.

-Permita que lhe apresente os drs Graf e Voelker?

Os dois homens acenaram com a cabeça e sorriram.

-Mas o que vai acontecer?-=insistiu o presidente.

-Por favor.Só um instante.Preciso interrogar meus homens.Karl, como é que foi com o Sósia?

-Perfeito.Telefonamos daqui do sítio.O Sósia chegou ao aeroporto na hora marcada.E declarou que, em virtude do mau tempo, o vôo seria transferido para amanhã.Depois disse que ia dar um passeio…que gostava muito de andar de carro na chuva…

-E quanto ao resto?

-O sósia está morto.

-ótimo.então, mãos a obra.A História e a Ciência chegaram na Hora.

Os agentes começaram a encaminhar o presidente para uma das mesas de cirurgia.Pediram-lhe que tirasse a roupa.O velho se dirigiu par outra mesa.Os drs vestiram os aventais e se preparam pra a operação…

Dos dois homens, o que apresentava menos idade levantou-se de uma das mesas de cirurgia,vestiu as roupas do presidente e depois foi-se parar diante do espelho grande na parede dos fundos.Ficou ali se analisando uns bons 5 minutos.Aí então virou-se.

-è um verdadeiro milagre!Nem sequer uma cicatriz da operação…ou fase de recuperação.Parebens cavalheiros!Como foi possível?

-Bem, Adolph-respondeu um dos médicos-, a medicina progrediu muito desde…

-PARE! nunca mais quero ser chamado de “Adolph!” ..até o momento em que eu avisar !Até lá…ninguém vai falar em alemão..Agora sou o presidente dos Estados Unidos!

 

-Sim senhor presidente!

Aí levantou a mão e tocou em cima do lábio superior:

-Mas sinto falta do velho bigode!

Todos sorriram.

Depois perguntou:

-E o velho?

-Já o colocamos na cama, Só irá acordar dentro de 24 horas.Neste momento…tudo…todos os acessórios da operação já foram destruídos,eliminados.Só falta ir embora daqui.-disse o dr Graf-.Mas senhor presidente sou da opinião que esse homem deve…

-Não,fique tranqüilo, ele não pode fazer mais nada!Que sofra o que eu também sofri!

Aproximou-se da cama e contemplou o homem.Um velho de cabelo branco de mais de 80 anos de idade.

-amanha estarei em sua residência particular.Será que a mulher dele vai gostar de mim na cama?-perguntou com uma risadinha.

-Tenho certeza mein Fuhrer-Desculpe tenho certeza sendo presidente de que irá gostar muito.

-Então vamos embora.Os médicos primeiro,pra irem pra onde devem ir.Depois o resto…um ou mais dois de cada vez…uma troca de carros, e por fim uma noite bem dormida na Casa Branca.

O velho de cabelos branco acordou estava sozinho na sala.Podia fugir.Saltou da cama á procura de roupa e ao atravessar a peça enxergou um ancião no espelho do outro lado da parede.

Não pensou,ah meu Deus na!

Levantou o braço o velho no espelho fez o mesmo.Deu uns passos a frente.O tamanho do velho aumentou,olhou pra as mãos.-enrugadas,não eram as dele !e olhou os pés !não eram os dele.O corpo também não era!

-Meu deus!-exclamou em voz alta –Ah,meu Deus!

Então ouviu a própria voz.Nem sequer era a sua.Tinham trocado também o órgão vocal.Apalpou a garganta, a cabeça com os dedos .nenhuma cicatriz! Em parte alguma .Vestiu as roupas do velho e desceu correndo a escada.Bateu na primeira porta que encontrou, onde estava escrito “Zeladora”.

A porta se abriu uma velha.

– Pois não, Mr Tilson?-perguntou

-Mr tilson?minha senhora eu sou o presidente dos estados unidos isto é urgente!

-Ah, Mr Tilson o senhor é tão engraçado!

-Escute, onde é o telefone?

-Ali onde sempre esteve Mr Tilson.Logo á esquerda da porta de entrada.

Apalpou os bolsos.Tinham lhe deixado uns trocados.Olhou a carteira 18 dólares.Colocou uma moedinha no telefone.

-Minha senhora qual o endereço daqui?

-Ora, Mr Tilson o senhor sabe muito bem qual é.Faz anos que mora aqui.O senho está se comportando de um modo estranhíssimo hoje .E tem mais uma coisa que quero lhe dizer!

-Sim,sim, o que é?

-devo lembrar que hoje é dia de pagar o aluguel!

-Ah minha senhora, por favor, me de o endereço daqui!

_Como se não soubessse!é 2435,Shoreham Drive.

-Alô?-disse ele no telefone-táxi?mande um carro aqui pro numero 2432.Shoreham Drive.estarei a espera no térreo.O meu nome?O meu nome?está bem o meu nome é Tilson…

Não adianta ir lá na Casa Branca, pensou, já devem er tomado precauções…Vou procurar o maior jornal.Contarei tudo a eles.Contarei tudo o que aconteceu ao editor….

Os outros pacientes riram dele.

-Tá vendo esse cara aí?Aquele ali, que se parece com aquele ditador,com é mesmo o nome dele, só que bem mais velho.Seja lá como for, quando chegou aqui no mês passado dizia que era o presidente dos Estados Unidos.Isso já az um mês.Agora já quase não toca mais no assunto. Mas gosta de ler jornal á beça.Nunca vi um cara mais louco pra ler jornal.Mas entende de política pra burro.Acho que isso tá deixando ele doido.Política demais.

Tocou a sineta do jantar.Todos os pacientes se animaram.Com uma exceção.

O enfermeiro chegou perto dele.

-Mr Tilson?

Não houve resposta.

-MR TILSON!

-Ah..o que foi?

-Tà na hora de comer Mr Tilson!

O velho de cabelo branco se levantou e se dirigiu lentamente para o refeitório dos pacientes.

———

créditos:’Crônicas de um amor louco’-editora L&M pocket,2007

Dedico aos fatos recentes(as eleições nos EUA e a a China comunista), uma crônica de Charles Bukowski, extraída da compilação “Crônicas de um amor louco”


Política é como foder cú de gato

“Prezado Mr: Bukowiski por que o senhor nunca escreve sobre política ou assuntos internacionais? M.K”.

“Caro M.K: Pra quê? Feito, que quais são as novas? -quem não sabe que o negocio esta fervendo?”

O nosso desvairo surge no meio da maior calma, enquanto fica se olhando à procura de fios de cabelo em cima do tapete – se perguntando o que é que poderia ter acontecido, porra, pra esse pessoal inventar de explodir o carrinho cheio de jujuba, com cartaz do marinheiro Popeye colado ao lado.

Negocio seguinte: o sonho acabou e, depois, não sobrou mais nada. o resto é só marmelada pra general e banqueiro.e por falar nisso-acabo de ler que caiu outro bombardeiro dos E.U.A.carregado de bombas de hidrogênio.-DESTA vês no mar perto da Islândia .essa garotada anda muito descuidada com seus aviõezinhos de papel,ao mesmo tempo em que,SUPOSTAMENTE, me protege a vida.O Depto.de Estado diz que as bombas-H estavam “desarmadas”. Sei lá o que significa isso. aí então,lê se mais adiante que uma das bombas H(perdidas)se abriu e espalhou um bocado de titica radioativa por tudo quanto é lado,ao mesmo tempo em que, supostamente me protegia a vida,MUITO EMBORA eu não tivesse pedido nenhuma proteção.a diferença entre democracia e ditadura é que, numa, primeiro a gente vota e depois cumpre ordens,ao passo que na outra não é preciso perder tempo com eleições.

Voltando á queda das bombas-H – há pouco tempo aconteceu coisa idêntica nas proximidades da costa da Espanha. (estamos em tudo quanto é lugar, sempre pra me proteger a vida)mais uma vez,ficaram perdidas, -êta brinquedinho sem juízo.levaram 3 meses –se não me engano – pra localizar e tirar a ultima que estava lá.talvez tenham sido três semanas ,mas pro pessoal que mora na cidade costeira devem ter parecido 3 anos.Essa ultima bomba –não é que a desgraçada inventou de ficar encrencada num cômoro de areia,bem no fundo do mar?e cada vez que tentavam encaixar o troço, com maior cuidado, se soltava e rolava um pouco mais cômoro abaixo. a todas essas,aquela pobre população da cidade costeira se virava de um lado para outro de noite na cama,imaginando que iria saltar pelos ares,por cortesia da bandeira americana.claro que o Depto. de Estado dos EUA em declaração oficial,garantiu que a bomba-H não dispunha de fuso de detonação,mas , enquanto isso, os ricos se mandaram para outras paragens os marinheiros americanos e o pessoal da cidade parecia nervoso á beça.(afinal de contas ,se não fossem capazes de explodir , a troco de quê andariam voando com elas por aí ?seria melhor que transportassem salames de 2 toneladas.fuso quer dizer ,”faísca” ou “gatilho” significa “disparo”, ou coisa semelhante que acione o mecanismo de detonação .AGORA a palavra que usam é “desarmado”, que parece oferecer mais segurança mais no fim dá tudo no mesmo)seja lá como for, tentaram enganchar a bomba ,mas,como se diz, a danada era dura na queda.depois ocorrem algumas tempestades submarinas e nossa trêfega bombinha foi rolando ,cada vez mais,cômoro abaixo .o mar é uma coisa insondável,bem mais que os propósitos do nosso governo.por fim criaram um equipamento especial só para puxar aquele negocio pelo rabo e tirar do fundo do mar..Palomares,foi isso mesmo,foi onde tudo isso aconteceu:Palomares e sabe o que fizeram depois?

A marinha americana apresentou um CONCERTO DE BANDA na praça municipal para celebrar o regaste da bomba-já que o troço não era perigoso todo mundo podia se esbaldar. é, e os marinheiros tocavam e a população espanhola ia escutando, até chegarem a um autentico orgasmo coletivo, um intenso desabafo sexual e espiritual .não sei que fim levou a bomba que tiraram do mar.ninguém(a não ser raros privilegiados) tampouco sabe e a banda tocava enquanto 1000 toneladas de bagulho radioativo era despachado pra Aiken,C.S.,sai mais barato.

Agora portando as nossas bombas andam boiando e afundando, geladas e “desarmadas” lá pela Islândia.

O que é que se faz quando a atenção do povo se volta para questões embaraçosas?ora, muito simples: desvia-se a atenção dele para outras coisas. o povo só tem capacidade para pensar em uma coisa de cada vez.feito,espiem só essa manchete de 23 de janeiro de 1968:B-52 cai perto da Groenlândia com bombas de Hidrogênio .Dinamarqueses protestam.

Dinamarqueses protestam? ah, minha nossa!

Seja lá como for, de repente, no dia seguinte, outra manchete: Norte coreanos capturam navio na marinha americana. Oba o patriotismo voltou!ora já se viu? sacana uma figa! E eu que pensava que aquela guerra tinha acabado!ah, ah saquei-os COMUNAS! títeres coreanos!

A legenda da telefoto da Associated Press diz mais ou menos o seguinte-O navio de reconhecimento dos EUA Pueblo-ex cargueiro do exercito atualmente convertido em embarcação de espionagem secreta da marinha, e que se dispõe de aparelhagem monitora elétrica e equipamento oceanográfico, foi forçado a atracar no porto de Wonsan, perto da costa da Coréia do Norte.

Esses comunas chupadores de piroca, sempre enfunerando a gente por aí!

Mas aí NOTEI que a história da bomba-H tinha passado para uma coluna menor: ”Radiação detectada no local da queda do B-52; Rumores de vazamento na bomba”.

Contam que o presidente foi acordado mais ou menos as 2 da madrugada para ser informado do seqüestro do Pueblo. suponho que tenha voltado a dormir.os EUA dizem que o Pueblo se achava em águas internacionais;os coreanos afirmar que ele estava em águas territoriais .um dos dois países está mentindo.de repente a gente se pergunta, de que serve um navio de espionagem em águas internacionais?é o mesmo que andar de capa de chuva num dia de sol. quanto maior a proximidade melhor a transmissão e a compressão da noticia.

Manchete: 26 de janeiro de 1968: Os EUA convocam 14.700 reservistas da aeronáutica. as bombas –H perdidas na Islândia sumiram completamente do noticiário como se o fato nunca estivesse acontecido. Enquanto isso: o senador John C, Stennis(democrata do Missouri)declarou que a decisão do presidente Johnson( a convocação dos reservistas da aeronáutica) foi “necessária e justificada” e acrescentou, “espero que não hesite em mobilizar também o contingente das tropas terrestres”. O líder da minoria no senado, Richard B.Russel(democrata da Geórgia): ”Em ultima analise o nosso país deve exigir a devolução do navio e da tripulação capturada. Afinal de contas, muita guerra importante começou com incidentes bem menos graves do que este”.

O presidente da câmara dos deputados, Jhon. MacCormack(democrata,Massachusetts): “ o povo americano tem que compreender que o comunismo está emprenhado em conquistar o mundo existe um excesso de apatia em torno disso.”

Se Adolph Hitler fosse vivo acho que gostaria muito de assistir o que está se passando. O que se pode dizer sobre política e assuntos internacionais?a situação de Berlim, a crise cubana, os aviões e navios espiões, o Vietnã, as Coréia, as bombas-H perdidas, o tumulto nas cidades americanas, a fome na Índia, os expurgos na China vermelha?existem bandidos e moçinhos?que sempre diga a verdade, quem nunca minta?bons e maus governos?não. existem apenas governos ruins e outros piores.haverá o clarão de luz e calor rachando a gente de cima a baixo numa noite em que se estiver trepando,cagando,lendo historias em quadrinhos,ou colando selos raros num álbum?a morte instantânea em massa, mas aperfeiçoamos o produto; podemos contar com séculos de conhecimento, cultura e descobertas; as bibliotecas estão aí, sempre aumentando, rodeadas e apinhadas de livros; grandes quadros são vendidos por centenas de milhares de dólares; a ciência medica já faz transplantes cardíacos; não dá pra diferenciar um louco de um são aí pelas ruas, e de repente, quando se vê, as nossas vidas dependem mais uma vez, de verdadeiros idiotas. as bombas talvez nem sejam lançadas:por outro lado talvez sejam.uni,duni,tê, salamê mim güê,sorvete coloret…

Portanto, caros leitores, se me dêem licença, vou voltar pras putas,pros cavalos e pra garrafa enquanto há tempo .se isso contribui para a gente morrer ,então,pra mim,parece bem menos repugnante ser responsável pela nossa própria morte do que qualquer outra modalidade que ande por aí, disfarçada com rótulos sobre Liberdade,Democracia,Humanidade e/ou qualquer outra espécie de Papo furado.primeira largada 12 e 30.primeiro trago,já, e as putas sempre estarão por aí.Claro, Penny,Alice,Jô… .uni,duni,tê, salamê…

aguarde nova enquete

sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma.” ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Fabio R Poesia e Companhia

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