Campbell’s Soup

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Zen Infravermelho (Infrared Zen)

In: Continuando a peregrinação pelo universo em estado de satori

mais alguns scifaiku:

jardim das quimeras
despe-se para colher
luas tempestuosas

(garden of chimeras
undress itself to pick
tempestuous moons)-01/03/09
*

colcha de fractais
recobrindo todo o caos
um olhar felino

(blanket of fractals
covering all caos
a feline glance)-01/03/09

*

no balanço quântico
os esqueletos rastejam-
melodias de zen

(quantic balance
the bones sneaking
melodies of zen)-11/03/09

*
o sol soporífero
infusões de infortúnio
globular cluster

(under sleeping sun
unfortunate infusions
globular cluster)-04/03/09

*
jardim de sutras
transmite por ondas sônicas-
fissões nucleares

(garden of sutras
transduce for sonic waves
nuclear fissions)-11/03/09

Poema Metralha

 

 

homem bomba em KOSOVO, REI DA ESCÓCIA em BOGOTÁ

bananas EQUATORIANAS, secretamente posicionadas

um busto de CHE , orgulhosamente vira tralha

quem protege o mundo?do sub homem NIETZSCHISTA

o OZÔNIO que se cala?breve no cinema KYOTO

dois a insurreição, MOSQUITO sobe morro

com o aval da ELITE,nada poupa o CAVEIRÃO

nem LULA lá indo,nem INVESTIGAÇÃO lá vindo

do VAZAMENTO CÔMICO MÍSSIL,

e no misterioso ORIENTE VERMELHO

a praça vestida de um MAO

CELESTIAL como DALAI se

empanturrando num DONUT’S

FREE TIBET do apocalipse

as operetas,núcleo ECATOMBE!

LIBERDADE reacionária

BALA NA AGULHA

SEDE NO GATILHO

QUEM se pode PROTEGER?

dum POEMA

QUE

M

E

T

R

A

L

H

A

! !

! !    !

 

(por fabio r )

 

O Rascunho

Mais um ovo engolido com casca e tudo
Uma oração recitada ao contrário do infinito
Nosso irmão mais velho, sábio e caído.

Mantém o santo santificado
Mantém o sujo acorrentado
Anjo de luz em trevas, o primeiro pecado.

Não é tão feio, o diabo
Não é tão ignorante dos fatos
Três O temem, em cada quatro.

Não se fala em teu nome de noite
Homens fogem de ti, como tu foges da cruz!
O quê vem à tona é o porquê da luz!

Lúcifer, o quê te fez cair, tropeçar, invejar…?
Os homens e seus escrementos
Pobre diabo, pobre diabo.

Sem dinheiro, um coitado !?
Com chifre e rabo e sem corpo
Confuso, perdido e abandonado.

Mas esperem, minha poesia não é apologista
Não é hora de Apolo ainda, porque a estória continua!
De onde vem o Diabo?

Não é orfão o danado; Como foi educado ?
Em escolas planetárias, em Faculdades Celestiais
Com Mestrados em Universidades de Galáxias Siderais

Gerente estagiário na Via-Láctea, monitorando vidas microscópicas
Responsável pelas metamorficas Células-Troncos mutar-se em Dinosauros
Pelos cometas que ameaçaram nossas órbitas

Mas na revolta partidária de direita
Duvidou dos planos da Celestial Monarquia
Inventou a Revolução demoníaca e democrática

Um segundo reinado, onde Lúcifer é Mandatário
Com seus ideais democráticos passaram a ser divulgados
Pelas cobras que são políticos desfarçados…

Contaminou o Laboratório Humano com idéias libertínas
– Podes fazer o quê queres!; Disse ao homem
– Teu futuro é infinito. É tua força, é teu voto, é tua sina…

Mas disse o Rei numa Declaração Cósmica
Meu Trono indivisível, é eterno
Que crie-se uma República do Inferno

Fim do primeiro ato!

(a ser continuado…)