White Rabbit jeferson Airplane

http://http://www.youtube.com/watch?v=6xhYk9PEmXA

Coelho Branco

Uma pílula deixa você grande
E uma pílula deixa você pequeno
E aquelas que a sua mãe lhe dá
Não fazem efeito algum.
Pergunte à Alice
Quando ela estiver alta
E se você for caçar coelhos,
E souber que irá falhar,
Mostre a eles uma lagarta fumando “Hookah”
Terá feito o chamado para você
Chame a Alice
Quando ela estiver apenas pequena.
Quando os homens no tabuleiro de xadrez
Levantarem e lhe disserem onde ir,
E você tiver apenas um tipo de cogumelo
E sua mente está movendo lentamente,
Pergunte à Alice;Eu acho que ela saberá
.Quando lógica e proporção
Tiverem caído por terra
E o Cavaleiro Branco está falando ao contrário
E a rainha vermelha “corte a cabeça dele!
“Lembre-se o que o rato silvestre disse:”
Alimente sua cabeça”
*Hookah = cachimbo usado por orientais.
————————————
Letra traduzida da música ‘white rabbit’-escrita por Grace vocalista do jefferson airplane, gravada no disco ‘surealistic pillow’
——————
White Rabbit – Jefferson Airplane

One pill makes you larger
And one pill makes you small
And the ones that mother gives you
Don’t do anything at all
Go ask Alice
When she’s ten feet tall

And if you go chasing rabbits
And you know you’re going to fall
Tell ‘em a hookah smoking caterpillar
Has given you the call
Recall Alice
When she was just small

When men on the chessboard
Get up and tell you where to go
And you’ve just had some kind of mushroom
And your mind is moving slow
Go ask Alice
I think she’ll know

When logic and proportion
Have fallen sloppy dead
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen’s “off with her head!”
Remember what the dormouse said;
“FEED YOUR HEAD
_______________
FEED your head”

Anúncios

Eric Clapton Supergrupos

BLIND FAITH
Nas palavras do famoso site All Music: “O Blind Faith é ao mesmo tempo a banda de o maior sucesso que apareceu na Inglaterra do final da década, e um símbolo do maior fracasso de gerenciamento, nos negócios do Rock, em décadas “.
.O Blind Faith foi uma das bandas de menor duração e de mais rápida ascensão da história do Rock And Roll. Os integrantes da banda são músicos altamente capacitados e de grande renome no “Main Stream” da terra do Big Ben, são eles:
Eric Clapton(guitarra), Ginger Baker(bateria) ex-companheiros de Cream, Steve Winwood(vocal principal, teclado) que aos 15 anos explodiu como novo gênio da musica inglesa no Spencer Davis Group, e logo passou á liderar o Traffic, e finalmente por Rich Grech(baixo) que só foi integrado á banda no ano seguinte, logo após abandonar a banda Family banda de razoável sucesso na ilha da rainha, no meio da turnê americana.
Com exceção de Rich, os músicos começaram á trabalhar seriamente juntos ainda nos meses finais de 1968. Nos intervalos entre os compromissos de suas bandas principais na época(Cream,Traffic e Family) e nos meses iniciais de 1969.Com algumas músicas prontas e um nome definido a banda logo assinou contrato com a gravadora Polydor.
A estréia oficial do grupo aconteceu em grande estilo em um concerto aberto no Hyde Park em Londres, em 7/06/1969 em frente a 100 mil pessoas. Logo após o lançamento do único disco da banda intitulado apenas de “Blind Faith” cinco dias antes da turnê.
A histórica apresentação no Hide Park em 1969 pode ser conferida em DVD, e além das faixas que compõem o disco “Blind Faith” é possível conferir a banda tocando “Under My Thumb”(dos Stoneshttp://www.youtube.com/watch?v=9KgjjNmHBdE) e “Sleeping in the Ground” um blues de Sam Myers extremamente bem executado pela banda.

O público e a imprensa aprovaram a banda, mas comparações com os trabalhos anteriores dos músicos foram inevitáveis, o jornal The Herald anunciou a banda como sendo o “Super Cream. Antes de falar sobre a turnê vamos ao “release” álbum Blind
Faith(capa abaixo):

Essa comparação Blind Faith X Cream é um pouco equivocada, pois o BF faz uma linha de som mais limpo e melódico, as músicas do Cream, até mesmo as “baladas” possuem uma cotação mais agressiva, distorcida, desesperada sustentada pela improvisação dos músicos.

Faixas
-“Had to Cry Today”:(http://www.youtube.com/watch?v=loviXCRVuNA) um clássico instantâneo, com um ótimo “jogo” entre guitarra e baixo, além disto, ainda conta com boas evoluções de bateria e um vocal bem afinado.
-“Can’t Find My Way Home”:(http://www.youtube.com/watch?v=EnkVajQauFc&feature=related) momento de nostalgia pura, boa melodia, instrumentos limpos e um solo de guitarra bem envolvente.
-“Well …All Right”: uma faixa otimista,com “jeito pop”,acordes simples e bem encaixados.
-“Presence of the Lord”:(http://www.youtube.com/watch?v=yKSoLFrCS8M) uma composição iluminada por um inspirado solo de EC, com Ginger Baker executando boas viradas em uma faixa de bela melodia.
-“Sea of Joy”:(http://www.youtube.com/watch?v=aAv5FHXN354) inicia-se suavemente com a bateria no esquema 1-2, entre caixas e pratos, no decorrer da faixa a guitarra vai ganhando a personalidade de Eric Clapton.
-“Do What do You Like”: corrijam-me se eu estiver pensando em besteiras, mas essa faixa parece muito com aquelas do início do progressivo, pela mudança no ritmo dos instrumentos(incluso vocal) durante o refrão e pela evolução da bateria que culmina com Baker demonstrando sua habilidade em um solo.
-“Means to an End”: uma daquelas faixas para botar fogo nos shows, algumas especulações a respeito das influências da banda podem ser feitas R&B,soul,gospel e o que mais você imaginar.
Alguns problemas impediram o prosseguimento da turnê de divulgação do álbum, o selo Atlantic(que possuía os direitos do trabalho do Cream) achava que o lançamento do Blind Faith poderia lhe trazer prejuízos e vetou a turnê, que já havia sido agendada pela banda. Só depois da compra da empresa Atlantic pelo selo Warner Bros(que estava em expansão) e que o Blind Faith conseguiu sair em turnê.
A primeira parte turnê européia de 1969, não foi um evento grandioso, as apresentações da banda foram feitas em clubes, de tradição neste tipo de audiências. Eric Clapton começou a se mostrar irritado com os rumos que a banda estava tomando, mas apesar disto o Blind Faith conseguiu aportar em terras americanas.
A estréia da banda nos EUA aconteceu em 12 de julho de 1969, e o local escolhido foi Madison Square Garden, em Nova Iorque, que naquela noite contava com mais de 20 pessoas. O show foi um desastre pois uma revolta teve inicio após a policia utilizar força excessiva para retirar alguns fãs da banda que invadiram o palco.Resultados da meia hora de confronto,Ginger Baker ferido na cabeça por um policial e o piano de Steve Winwood destruído.
Apesar disto, a banda continuou excursionando por mais sete semanas, passando ainda pelo Canadá e pelo Havaí. O momento mais brilhante destes shows acontecia quando Ginger Baker iniciava seu solo na música “Do You Like”
Outro incidente violento entre policia e os fãs da banda, ocorreu na cidade de Los Angeles e o show foi interrompido prematuramente. Mesmo assim os shows e as vendas do disco renderam alguns milhões de dólares para a gravadora.
Durante a turnê americana, os confrontos entre Eric Clapton e os outros membros da banda se intensificaram, os motivos aparentes seriam a pressão pelo sucesso da banda por parte da gravadora e da mídia, que passou a tratar a banda simplesmente como “Mega Cream”, e extra-oficialmente o pesado envolvimento do guitarrista com drogas e álcool. Outro problema enfrentado pela banda nesta fase,era o reboliço causando entre as instituições moralistas por causa da capa do disco.
A banda ainda fez mais alguns shows na Europa, e apesar dos problemas começou a trabalhar em material para produzir um segundo álbum, retornando a Inglaterra a gravadora e os fãs da banda descobriram que nunca haveria um segundo álbum do Blind Faith, pois os membros logo anunciariam o fim da banda em outubro de 1969.
Alguns milhares de dólares mais rico, pela venda do álbum do Blind Faith e pelo incremento de vendas dos álbuns do Cream e provocado pelas curiosidades dos novos fãs conquistados em território americano, Eric Clapton deixou temporariamente o “Mainstream”, passou a integrar a banda de Delaney & Bonnie, onde ajudou a emplacar o hit “After Midnight”, e depois partiu em definitivo para carreira solo sob o nome de Derek & the Dominos, cuja música mais conhecida é “Layla”, e adquiriu a importância no cenário musical que tem hoje. Os outros integrantes da banda no entanto seguiram trabalhando juntos por alguns meses ,sob o título de Ginger Baker’s Airforce .Mas ainda em 1970,Steve Winwood começou a trabalhar em sua carreira solo e na volta do Traffic, levando com ele para banda Rich Grech, o resultado disto pode ser conferido a partir do álbum “Jhon Baleycorn Must Die”(1970).
A história do Traffic com Winwood ainda se prolongou até 1974, depois disto o músico passou a fazer apenas pequenas participações em álbuns de amigos, retomando sua carreira solo apenas em 1977.
O Blind Faith, apesar de seu curto período de vida, personifica todo o estilo de vida e o pensamento de mudança que existia no final da década de 60, inclusive no movimento musical que se livrou dos pudores e passou a encarar a música com forma de libertação e experimentação.
Como videos extras:

Spencer Davis Group

http://www.youtube.com/watch?v=RBW7tQEOTIk
——————————————————————–

CREAM
por Fabio
Nas palavras de Eric Clapton: “Nossa intensão era a de chocar o público quando foi criado o Cream”(Doc.àlbuns clássicos History Channel,2007)
A partir de então foi criado a melhor banda de trio em todos os tempos.

 

Da esquerda para a direita:
Ginger Baker(bateria, vocal), Jack Bruce(baixo, vocal), Eric Clapton(guitarra, vocal), já eram músicos relativamente famosos na cena de Londres quando fundaram o Cream em 1966. A idéia de formar uma banda partiu de Ginger Baker logo após uma “jam session” entre os dois que estavam sem banda na época.
Quando Eric sugeriu a Ginger chamar Jack Bruce, com quem Clapton já havia tocado algumas vezes, isso fez nascer o primeiro fato curioso na história do Cream.Baker e Bruce haviam trabalhado juntos tocando na Graham Bond Organization,e viviam brigando pela e-nésima vez com Jack Bruce, chegou a levar uma faca para os ensaios da banda decidido a dar um jeito em Jack,para a sorte de todos nós que está idéia não foi concretizada.O motivo aparente das brigas entre Baker e Bruce eram as divergências musicais dos dois,apesar do fato dos dois terem formação fortemente apoiadas no jazz serem bem parecidas.Jack reclamava dos longos solos de Baker e Baker dos de Bruce,e vamos encerar o assunto por aqui pois isto já está parecendo uma revista de fofoca.
Resolvidos os problemas entre Jack Bruce e Ginger Baker eles começaram a ensaiar junto a Eric Clapton Vamos voltar no passado dos músicos para explicar porque o Cream já nasceu como um supergrupo.

ERIC CLAPTON

Me desculpem,os outros mais depois de Hendrix,Clapton é o melhor guitarrista que existiu,sua carreira começou nos bares de Londres especializados em Blues e R&B,comuns nos anos 60 desde que os marinheiros ingleses começaram a trazer em sua bagagem os compactos de Mud Watters dos EUA.Numas dessas noites,em 1963, Eric conheceu os membros do Yardbirds(lendária banda inglesa por onde além dele passaram Jeff Back e Jimmy Paige),o maior feito da banda nesta época foi excursionar com banda de abertura para Sonny Boy Williamson(mais um dos monstros do blues americanos)de onde os Yardbirds saíram com seu primeiro contrato.
Em 1965, vendo os The Beatles conquistarem fama em fortuna algo subiu a cabeça do Yardbirds e eles resolveram ingressar na onda pop, “For Your Love” deu início a isto.
Não satisfeito Clapton decidiu deixa-los a própria sorte, que logo seria muito generosa no grupo botando Jeff Beck e Jimmy Paige em seu caminho. Jhon Mayall então chamou o velho conhecido para fazer parte de seus Bluesbreakers,onde ganhou status de Deus,após o lançamento do compacto “Jhon Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton(1965).”
Nos Bluesbrakers uma dádiva foi dada ao mundo do rock, Eric conheceu, numa sessão de estúdio conheceu Jack Bruce.Algum tempo depois, Jack passa para a banda de Manfred Mann,que contaria com a participações especiais de EC em um futuro próximo.Ainda no Bluesbreakers Eric conheceu Ginger Baker que excursionou com a banda por um curto período de tempo por volta de 1966.
Cada um para o seu lado, e os dois só voltariam a tocar juntos quando o Cream foi criado.

JACK BRUCE & GINGER BAKER

Jack Bruce teve uma formação clássica de música iniciada na Academia Escocesa Real de Música aos 15 anos.Passou em 1961, a tocar na banda de Alexis Kroener & The Blues Incorporated onde conheceu Ginger Baker.Ginger Baker destacou-se como baterista no Reino Unido tocando ao lado de Baby Dodds(baterista),na banda Storyville Jazz Men.

No começo dos anos 60,Ginger Baker passou a tocar na banda de Alexis Kroener onde permaneceu até 1962 quando ao lado de Graham Bond(saxofonista) e de Jack Bruce,que fudaram ainda no mesmo ano o Graham Bond Organization.Para completar a formação da banda foram convidados o guitarrista Jhon McLougin e outro saxofonista Dick Heckstall-Smith.Com está formação a banda lançou dois vinis “The sound of ’65 e Theres’s a Bond between Us.
Após as discussões pouco amigáveis com Ginger Baker,Jack Bruce optou por deixar a banda,por volta de outubro de 65, e a trajetória dos dois se separam aqui até a formação do Cream.Jack então migra para os Bluesbreakers,que nesta época já contava com EC, e mais tarde para o Manfred Man.

Ginger Baker continuou na banda de Graham Bond até meados de 1966 quando integrou a banda de Jhon Mayall,pra sorte de Mayall após a saída de JB da banda.
Entre uma jam dos Breakers e outra Ginger Baker chegou até Eric Clapton e disse: “Hey buddy,how about we do our own band?” e a resposta provavelmente foi: “ I will think about it.”

E ASSIM CHEGAMOS AO CREAM….

Segundo os biografos , os ensaios do que viria a se tronar o Cream começaram por volta de abril de 1966.Em junho do mesmo ano a Melody Maker(revista conceituada de música) anunciou na capa o nascimento do Cream,após várias matérias anteriores que já haviam declarado a junção dos músicos da banda nos meses anteriores.

Após alguns shows a banda começou a por em prática seus ambiciosos objetivos, o compacto “Wrapping Paper”/ “ Cat’s Squirrel” foi lançado.Inicialmente muito abaixo do que o público imaginava ou esperava do Cream e das próprias ambições da banda.
Primeiramente porque “Wrapping Papper” é uma canção para ser escutada no chá das cinco pelas senhoras londrinas ou semelhante aquelas que aparecem nos comerciais de margarina,pois traz Jack Bruce tocando levemente o piano, e cantando,uns ruídos de bateria ao fundo e a inexistência de guitarra.Por outro lado a faixa instrumental “Cat’s Squirrel” canção instrumental tida como traditional no blues dos EUA e nos créditos dos discos do Cream,traz uma levada de gaita contagiante,Baker esmurrando os pratos e um compasso impecável da guitarra de Eric e do baixo de Bruce.É sem dúvidas uma ótima música,mas não suficientemente boa para o que a imprensa e os primeiros fãs do Cream.

Na época das primeiras composições o Cream contava com a colaboração ativa de um antigo amigo de Ginger Baker,Pete Brown.Que logo por afinidade passou a trabalhar a fundo com Jack Bruce na composição das letras do grupo.Foram os dois que compuseram “Wrapping Paper”, “ I feel free”,para o primeiro álbum e algumas canções para os álbuns seguintes como a fabulosa “Sunshine of your love”,tocada com maestria por Jimi Hendrix em uma das suas primeiras apresentações em Londres.

Bem,após o “fracasso” inicial do lançamento do primeiro EP single,a banda começou a trilhar os caminhos do suceso com o lançamento de “Sweet Wine” na rádio BBC.

Em dezembro de 1966,foi lançado o primeiro álbum do Cream,”Fresh Cream” vamos a descrição de suas onze faixas,cujo a ordem das faixas variam conforme as versões importadas do disco:

“I feel free”-http://br.youtube.com/watch?v=Qb_Uu0eTNWkcomposta em parceira por Bruce/Brown,começa com um coro,logo com as batidas da bateria e a guitarra, a letra inicia-se com os versos “ Sinto quando danço com você e nós nos movemos como o mar que você sabe que pareço livre”,a bateria marca o ritmo suavemente porém com algumas ótimas viradas de Ginger Baker,Clapton exibe seu virtuosismo na guitarra.

“NSU”- é uma faixa um pouco mais pesada que a anterior que critica a pose dos superastros de rock.Mais uma vez os instrumentos estão impecáveis. http://br.youtube.com/watch?v=ncag11G2808
“Sleepy Time Time”-uma faixa que mostra toda a importância do blues para os músicos da banda. http://br.youtube.com/watch?v=uVNMB0hpdQc

“Dreaming”-uma faixa definitivamente pop sem muito destaque.

“Sweet Wine”-http://br.youtube.com/watch?v=YNsKc9Fl_q0mostra o ápice de criatividade da banda no disco e nos instrumentos.
“Spoonful”-http://br.youtube.com/watch?v=_TbhG0U7Ipo&mode=related&search=originalmente composta por Willie Dixon é uma das faixas tributos do disco que posteriormente passaria a ser como um hino do Cream,integrando posteriormente a segunda parte(ao vivo)do disco “Wheels of Fire”(1968)
“Cat’s Squirrel”,traditional,“For Until too Late” de Robert Jhonson, “Rollin’ and Tumblin” de Elmore James,”Im soo Glad”(http://br.youtube.com/watch?v=1NmHIxGaNWM)e “The Coffea Song” fecham a parte tribute do disco,sendo as faixas RT e IMSGLD uma explosão musical que mostra toda a virtuosidade da banda.
Fechando o disco, “The Coffea Song” e “Wrapping Paper”( http://br.youtube.com/watch?v=MBlRTsTcDcc)quebram o ritmo alucinante das outras faixas sendo mais suaves e “Toad” uma faixa instrumental,que também integraria futuramente “Wheels of Fire” em 1968 prova a vocês que Jhon Boham é um mito mas Ginger Baker é insuperável.
Em termos de vendagem os disco alcançou o sexto lugar na parada britânica, concorrendo com Beatles,Rolling Stones,The Who e um bocado de bandas de respeito.
E no 39º nos EUA, sem a banda nunca ter feito propaganda lá.
Uma grande turnê européia de sucesso aconteceu até os primeiros meses de 1967,quando a Atlantic assinou contato com a banda,nos cast da mesma gravadora figurava o nome de Ellas Fitz Gerald .A gravadora então mexeu seus pauzinhos para que a banda fizesse show em solo norte americano

A banda estreou nos EUA em um evento anunciado como “Music in fifth Dimension” que contou com a participação do Who e do Lovin’ Spoonfuls.a organização do evento no entanto deixou a desejar e por não conseguir aprontar o equipamento do Cream a tempo a banda teve que pedir uma mãozinha ao The Who que cedeu o seu equipamento.

O evento porém foi importante em dois aspectos:apresentar o som do Cream ao circuito comercial do país e apresentar a onda psicodélica que varia aquelas bandas para a banda;(o que influenciaria radicalmente o visual do Cream).
Mais tarde a banda retornaria para os Estados Unidos para as gravações iniciais do segundo LP, e foi feito um upgrade tecnológico na banda, andando pelas lojas de Nova York , próximas aos estúdios da Atlantic ,Eric Clapton teve seu primeiro encontro com o pedal “wah- wah” e com os novos modelos de amplificadores .

Disraelli Gears de 1967,é um álbum mais que fantástico, é um álbum clássico do mesmo peso que “Eletric Ladyland”,”Sgt.Peppers” entre outros,a começar pela capa,desenvolvida pelo artista plástico Martin Sharp,apresentando a Clapton por uma modelo holandesa chamada Astrid.A capa segundo Sharp foi montada em cima de várias colagens.Sharp traria outra contribuição para o disco,a letra da música “Tales os Brave Ulysses”,escrita em um guardanapo em uma restaurante de Londres.A letra segundo Sharp foi influenciada por uma viajem recente dele ao Mediterrâneo e pela descrição do local pelo guia de turismo ,como sendo ali o lugar onde o herói de Homero foi tentando pelas sereias.(Doc.History Channel,2007).

Voltando aos estúdios da gravadora foram apresentados a banda, pelos executivos da mesma, o produtor musical Felix Pappalardi,nessa sessão foi gravada a faixa “Lawdy Mamma” que Pappalardi viria a modificar para “Strange Brew”.O modo de trabalho do produtor veio a gerar certos conflitos no começo pois pela primeira vez a banda tinha alguém interferindo no seu trabalho,o interesse da gravadora em transformar Eric no único astro da banda também gerou sérios conflitos nos trabalhos iniciais.De fato Jack Bruce comentou que “se sentia literalmente desprezado” e apesar de ter boas idéias fervilhando em sua cabeça era impedido de coloca-las no disco. Vamos as faixas:

“Strange Brew”-http://br.youtube.com/watch?v=7nvORjVS8Bctraz no vocal principal Eric Clapton,um riff de blues moderno,um baixo de fundo marcando o ritmo e a bateria fazendo evoluções simples mais muito boas.O crédito da música fica por parte de Félix Pappalardi e de sua esposa Gail Collins(que compos a letra).
“Sunshine of Your Love”- (http://br.youtube.com/watch?v=FI8SUc2SV4k) letra da música foi composta em uma sessão de trabalho que virou a madrugada entre Jack Bruce e Pete Brown de onde segundo palavras de Bruce,surgiu também a parte do baixo.Ao mostrar o que tinha feito no ensaio seguinte a Clapton,logo ele desenvolveu o riff marcante e inconfundível da música. Essa música é considerada por muitos o maior clássico da banda,inclusive por Jimi Hendrix.
“World of Pain”-outra pitada do trabalho de Félix Pappalardi no disco, é uma música melódica e pessimista de certa forma cuja a letra diz: “ Lá fora de minha janela existe uma árvore que é a única que está perdendo suas folhas.E eu acredito que no nevoeiro da cidade não existe tempo para ter compaixão da árvore ou de mim.Existe um mundo de dor onde a chuva cai ….. e por aí vai.” http://br.youtube.com/watch?v=dwvshVpVkXI
“Dance The Night Away”-segue uma linha semelhante a faixa anterior,mas os créditos da música são dados a Pete Brown e a Jack Bruce,é um pouco mais pesada que a faixa anterior e traz o primeiro acorde no estilo psicodélico de Eric Clapton.
“Blue Condition”-foi composta e cantada inteiramente por Ginger Baker,é uma mudança de rumo no disco,o estilo da música é o puro blues,vale mais pela curiosidade de escutar Ginger Baker cantando.
“Tales of Brave Ulysses”-http://br.youtube.com/watch?v=BxhLPOPdivEcomo já mencionado anteriormente a letra foi composta por Will Sharp,pela primeira vez Eric Clapton usa o pedal “wah wah” em uma música,está música é extraordinária assim como o épico de Homero.O clima do som é entorpecente,Jack Bruce mostra toda sua habilidade vocal,a bateria demolidora e a música segue em um crescente. Veja a descrição de comofoi feita musica:http://br.youtube.com/watch?v=sNUYuBk7j7k&mode=related&search=
“Swlarbr(She was like a beard rainbowhttp://br.youtube.com/watch?v=ngIxuGOVGeQ)”-segundo Clapton:” efeito do psicódelismo” e provalmente das drogas e do álcool.,outra letra de Brown/Bruce.

“We’re going wrong”-http://br.youtube.com/watch?v=ngIxuGOVGeQletra de Jack Bruce,é uma faixa que retoma o estilo das faixas “World of Pain” e “Dance The Night Away”,porém mais brilhante que as anteriores.

“Outside Woman Blues”- uma faixa de blues tribute a Billy Reynolds, onde a banda mostra suas habilidades http://br.youtube.com/watch?v=BWwgHZo62uw

“Take it Back”- uma resposta direta de Jack Bruce aos empresários da gravadora,faixa de blues com direito a gaita.

“Mother Lament”-um momento de descontração da banda no álbum,faixa só com piano e vocal.
Em termos de vendagem o álbum alcançou o 4º na Bilboard.
Este foi o período de maior sucesso do Cream ,de maior abuso de drogas e do inicio de brigas .cada vez mais constantes.

Em 1968, novamente sobre a direção de Félix Pappalardi o Cream entrou em estúdio para gravar o projeto mais ambicioso da banda o álbum duplo “Wheels of Fire”.A produção deste álbum custou muito aos cofres da gravadora devido aos músicos contratados para dar suporte a banda e pelas inovações nas gravações introduzidas por Pappalardi,como a mesa de 16 canais. A capa do disco é composta por uma fundo cinza e alguns desenhos bagunçado em preto.

A pressão pelo sucesso começou a acirar ainda mais as disputas internas na banda.No entanto não prejudicou a qualidade do álbum.Em comparação a “Disraelli Gears”, “Wheels of Fire” traz menos experimentações da banda,no primeiro disco a maioria das faixas são tributo,mas existem as maravilhosas baladas “White Room”(a mais impressionante musica do Cream depois de “Sunshine of Your Love”) e “Those Were The Days”as bombástica “Politician” e “Deserted Cities of your Heart”.Vamos ao comentário detalhado das faixas.

Sobre este disco Thomas Erverline,um fã da banda que escreveu o release do grupo para o site ALLMUSIC nos diz: “ Disraelli Gears foi o álbum onde o Cream se tornou o que ele é,seu sucessor Wheels of Fire,mostra o trio expressando seu máximo,capturando cada pedaço de sua personalidade multi-facetada e condensando em um albúm duplo denso,maravilhoso e único”

De Estúdio…..

“White Room”-a música é extremamente complexa e melódica recheada com elementos de música clássica.A letra simplesmente ótima.Os acorde de guitarra são uns dos mais marcantes que escutei até hoje,e a bateria impecável. http://br.youtube.com/watch?v=9V77lE6u0a4

“ Sittin’ on the Top of The World”- uma releitura do clássico de Howlin Wolf,novamente onde a guitarra de Eric Clapton é o destaque.
“Passing the Time.”-é uma música que começa lenta,com violino e sinos,conta a história de uma mulher esperando o retorno do marido num dia típico de inverno,você não acharia nada de mais se escutasse somente o primeiro minuto,mas a música bruscamente muda de aspecto e estoura surpreendetemente.
“As you Said”-uma música rápida e melancólica
“Preseted Rat and Warthog- não é uma musica realmente é um pequeno discursso
“Politician”-composta pó Jack Bruce ápos ler certos escândolos a respeito do parlamento inglês,nesta canção o baixo é o elemento principal.A letra traz frases como: “ Como vai baby,venha dar uma volta no meu grande carro negro?e eu vou te mostrar o qual político nos podemos ser”. http://br.youtube.com/watch?v=Sfcgds8h0Xs
“Those Were the Days”-uma nostálgica e vigorosa melodia
“Born Under a Bad Sign”-composta por Albert King, é um dos maiores clássicos do blues,o Cream a exucuta de modo a deixar o Albert orgulhoso,essa música é uma lenda do blues.A letra trás frases celebres como: “Nascido sob um signo ruim eu vivo pra baixo desde que começei a crawl…..má sorte e problemas são meus únicos amigos…e uma grande mulher malvada irá me carregar pro túmulo” http://br.youtube.com/watch?v=v1S7YniPt10
“Deserted Cities of your Heart”-uma faixa agressiva eximeamente executada por toda a banda.

Em algumas versões importadas do disco ainda é possível encontrar como bônus a faixa “Anyone for Tennis”-composta por Martin Sharp,esta música é melódica,com uma atmosfera leve e agradável. http://br.youtube.com/watch?v=MB2f6-U72Zk

Ao Vivo………..

Este complemento de “Wheels of Fire” é totalmente dedicado ao blues,aqui o Cream realmente quebra tudo, e se você ainda não se convenceu a compar os discos do Cream depois disto pode se internar ou ir desfilar em algum bailão sertanejo.

“Crossroads”-http://br.youtube.com/watch?v=uTA9PVO-lboquem escuta as coletâneas e os discos ao vivo de Eric Clapton,acha que está musica foi composta por ele,mas foi no álbum “Wheels of Fire” que está faixa símbolo do blues,composta por Robert Jhonson,apareceu pela primeira vez na interpretação de Eric Clapton.Se você nunca ouviu está música em nenhuma regravação(e estas são incontáveis,vão de Rush a Blues Etílicos) ou nuca ouviu falar de Robert Jhonson,ou você esteve numa ilha deserta nestes últimos quase cem anos de composição da música ou você eu ser extraterreno.A versão original conta só com um violão e a voz inconfundível de RB.Nesta canção o músico alimenta a lenda de que havia vendido sua alma em busca de sucesso. “Foi em uma encruzilhada em que caí de joelhos …etc.” Confiram o original

“Spoonful”-os três minutos da música original,regravada em “Fresh Cream(1966)”,tornam-se 16 minutos de muito improvisso, e cada minuto e cada minuto e melhor que o outro.Está é uma daquelas gravações que valem os R$70-90em geral,cobrados pelo disco.

“Traintime”- uma viajem no blues ,levada somente pela gaita,as batidas de Ginger Baker e a voz de Jack Bruce.
“Toad”-http://br.youtube.com/watch?v=87rBka3GhYc&NR=1outra faixa de 16 minutos dedicados ao virtuosismo de Ginger Baker que nos presenteia aqui com um solo de 13 minutos,acha que o solo de “Mobby Dick” é fantástico?ele se torna uma mero som de elevador frente a este.Definitivamente este disco é fechado em grande estilo e é um soco na cara de quem torce o nariz para o blues ou ainda para o jazz(rock ou não)
Em termos de paradas o disco alcançou por algumas semanas o primeiro lugar da Bilbord.Em resumo,“Disraelli Gears” é um clássico mas “Wheels of Fire” é uma prova de que a genialidade existe.
Simultaneamente a divulgação de “Wheels of Fire” o Cream passava pelo momento mais conturbado da carreira em ralação as disputas entre os membros da banda por atenção, ao abuso das drogas.A imprensa também caia matando em cima da banda e constantemente surgia um idiota querendo aparecer em cima da banda.Ainda em 1968,a banda anunciou que ia se separar.

Os shows das turnês pela Europa e pelos EUA estiveram todos com os ingressos egostados,o Jimi Hendrix Experience em 1968 tocava “Sunshine of your Love” em seus shows.
Ainda em 1968,as músicas novas tocadas nos shows foram o embrião para o álbum de despedida lançado em 1969 intitulado oportunamente de “Goodbye ”.

Este é um álbum relativamente mais fraco que os anteriores mas trás uma parceria interessante na música “Badge” composta por Eric Clapton e pelo seu bom amigo George Harrison,creditado nessa faixa com L’Angelo Misterioso,para evitar problemas com a gravadora( de fato Harrison era tão gente fina que nos anos 70 ajudou Eric a finalmente casar com sua Paty Boyd sua ex-esposa,a responsável por horas de depressão,ingestão de álcool e drogas por parte de Eric Clapton na época em que a era mulher de Harrison e não queria nada com Clapton,a mesma pelo qual reza a lenda EC compôs “Layla”).

Sobre este álbum o release do all music nos fala:

“Após três discos em apenas três anos, o Cream encerrou as atividades em 1969.Porém não antes de terem uma despedida formal, através de uma turnê chamada de “Despedida”(com shows disponíveis em vídeo) e uma disco,vejam só?entitulado de “Goodbye”
“Em um condensado LP contendo 6 faixas,a banda tentou repetir a estrutura do disco anterior apresentado gravações de estúdio e ao vivo.Enquanto a parte ao vivo contém a inacreditável “Crosswords”,numa versão superior a de “Wheels of fire”,pois capta toda a banda em um momento de vigor mais intenso,da mesma forma a banda vai fundo em ”Politician” e em “Sitting on the Top of the World”,mas na faixa “I’m So Glad” pode se facilmente perceber quão longe eles foram no improviso.A parte de estúdio começa com a majestosa “Badge” um dos melhores trabalhos de George Harrison,seguida pela excêntrica e imaginativa “Doing That Scrapyard Thing” e pelo trabalho intensamente dramático de Ginger Baker em “What a Bringdown” lndiscutivelmente sua melhor contribuição para o grupo.Resumindo este é uma trabalho de momento sem a coesão dos outros discos”

A discografia do Cream ainda conta com 4 albúns ao vivo,dois lançados nos ano 70 “Live Cream a 1 e 2 ”,”Live 68″ que são uma boa compilação dos 3 primeiros álbuns e “Royal Albert Hall(2005) que marcou uma reunião recente da banda.

Em termos de registro em DVD temos os importados: “Farewell Concert(1980)” gravações de dois shows na Inglaterra na ultima turnê,”Strange Brew(1991)” com cenas de estúdio,a biografia “Inside Cream 66/69:a critical rewiew” e “Royal Albert Hall:London-May 2005”.

O fim do Cream rendeu várias homenagens á banda as mais celebres:

-Jimi Hendrix em um programa da TV inglesa,abriu a aprensentação com “Voodo Child” depois após a introdução de “Hey Joe”: -“ Vamos parar de tocar está musiquinha de nmerda para prestar uma homenagem a uma das maiores bandas de todos os tempos,o Cream !” e começou a tocar “Sunshine of Your Love” até que a BBC tirou o programa do ar enquanto ele tocava.Tudo pode ser conderido no CD “ Jimi Hendrix Expirience BBC Sessions”

-A inclusão da Banda no Rock and Roll Hall of Fame, em 1993,,realizada com uma reunião da banda para tocar no Central Plaza Hotel em Los Angeles,onde a banda tocou “Sunshine of your Love”,”Born Under a Bad Sign” e “Crosroads”.

Com o fim da banda em 1969, Eric Clapton integrou a banda chamada Blind Faith ainda com Ginger Baker,com o tecladista e vocalista Steve Winwood(ex-Dave Spencer Band,Traffic) e o baixista Rich Spencer,lançou um ótimo disco com está banda e iniciou carreira solo bem sucedida acompanhado inicialmente de Derek and the Dominos em 1970,e partiu para a carreira de solo que dura até hoje,o último álbum de inéditas foi o disco “Back Home(2005)”.Ginger Baker após o fim do Blind Faith, iniciou o Ginger Baker’s Air Force e inúmeros projetos com uma diversidade de músicos talentosos.
Jack Bruce seguiu algum tempo após o fim da banda para uma carreira solo, convidando inicialmente o baterista Mitch Mitchel(ex-Hendrix),e o guitarrista Larry Corell com esta formação lançou 3 albúns.Ao longo de sua carreira Bruce a exemplo dos seus ex-companheiros de Cream,trabalhou com inúmeros músicos virtuosos dentre eles Frank Zappa.

———

créditos Fabio R.Vieira-2008

 

GABBA GABBA RAMONES!!!

A crítica musical disse uma vez que o Ramones além de uma banda de três acordes é uma banda de três frases: “I wanna”(eu quero), “I don’t wanna”(antônimo da anterior) e “Hey Ho lets go” ou sua vertente “Gabba Gabba Hey”.

Mas para quem é fã da banda sabe muito bem como eles retratam a liguagem das ruas de NY, o inferno adolescente e até mesmo desiluções amorosas, é com os Ramones que inauguro a sessão letras, deste blog:

Havana Affair

http://www.youtube.com/watch?v=rdBXwydVwIU

PT-boat on the way to Havana
I used to make a living, man
Picking the banana
Now I’m a guide for the CIA
Hooray for the USA!

Baby, baby, make me a loco
Baby, baby, make me a mambo

Sent to spy on a Cuban talent show
First stop- Havana au go-go
I used to make a living, man
Picking the banana
Hooray for Havana!

Casos Em Havana

Lancha torpedeira a caminho de Havana
Eu ganhava a vida, cara
Colhendo banana
Agora eu sou um guia da CIA
Viva para os EUA!

Baby, baby, faça-me um louco
Baby, baby, faça-me um mambo

Enviado para espionar num show de talento cubano
Primeira parada – Havana au go-go*
Eu ganhava a vida, cara
Colhendo banana
Viva para Havana!

* Havana au go-go é uma sátira a boate norte-americana Whiskey Au-Go-Go.

53rd & 3rd

http://www.youtube.com/watch?v=_a4xN1tiJhY&feature=related

If you think you can, well come on man
I was a Green Beret in Vietnam
No more of your fairy stories
‘Cause I got my other worries

53rd and 3rd
Standing on the street

53rd and 3rd
I’m trying to turn a trick

53rd and 3rd
You’re the one they never pick

53rd and 3rd
Don’t it make you feel sick?

Then I took out my razor blade
Then I did heat God forbade
Now the cops are after me
But I proved that I’m no sissy

If you think you can, well come on man
I was a Green Beret in Vietnam
No more of your fairy stories
‘Cause I got my other worries

53rd and 3rd
Standing on the street

53rd and 3rd
I’m trying to turn a trick

53rd and 3rd
You’re the one they never pick

53rd and 3rd
Don’t it make you feel sick?

Then I took out my razor blade
Then I did heat God forbade
Now the cops are after me
But I proved that I’m no sissy

Rua 53 & Rua 3

Se você acha que pode, então venha cara
Eu era um Boina Verde no Vietnã
Chega de seus contos de fadas
Porque tenho minhas outras preocupações

Rua 53 e Rua 3
Parado na rua

Rua 53 e Rua 3
Estou tentando me prostituir

Rua 53 e Rua 3
Você é o único que eles nunca escolhem

Rua 53 e Rua 3
Não te faz se sentir enjoado?

Então eu tirei minha lâmina de barbear
Então eu o masturbei, Deus me livre
Agora os policiais estão atrás de mim
Mas eu provei que não sou nenhum boiolinha

* Em Manhattam, quando se trata de vias numeradas, não há o cruzamento de ruas com ruas e sim de ruas com avenidas. As ruas cruzam horizontalmente (sentido leste-oeste) enquanto as avenidas verticalmente (sentido norte-sul). Portanto, na prática não existe o cruzamento entre a Rua 53 e a Rua 3, conforme mencionado na letra. O que de fato existe é o cruzamento da Rua 53 com a Terceira Avenida.

A letra é baseada numa história real. Dee Dee, para arranjar dinheiro e comprar heroína, fazia boquetes para velhotes viados na esquina da Rua 53 com a Terceira Avenida, famoso ponto de prostituição. Na época sua namorada era Nancy Spungen, uma prostituta que acabaria com Sid Vicious, dos Sex Pistols.

Today Your Love, Tomorrow The World

http://www.youtube.com/watch?v=HcOioxuOX-0

I’m a shock trooper in a stupor
Yes I am
I’m a Nazi schatze
Ya know I fight for fatherland

Little German boy
Being pushed around
Little German boy
In a German town

Eins-zwei-drei-vier
Today your love, tomorrow the world
Today your love, tomorrow the world

Cretin Hop

http://www.youtube.com/watch?v=Sbqdb8hLjgg

There’s no stopping the cretins from hopping
You gotta keep it beating
For all the hopping cretins
Cretin! Cretin!

I’m gonna go for a whirl with my cretin girl
My feet won’t stop
Doing the Cretin Hop
Cretin! Cretin!

1-2-3-4
Cretins wanna hop some more
4-5-6-7
All good cretins go to heaven

Dança Cretina

Não há forma de parar os cretinos de pularem
Você tem de continuar a vibração
Para todos os cretinos que pulam
Cretino! Cretino!

Vou dar uma volta com minha garota cretina
Meus pés não param
De dançar a dança cretina
Cretino! Cretino!

1-2-3-4
Cretinos querem pular um pouco mais
4-5-6-7
Todos os cretinos bons vão pro céu

Teenage Lobotomy

Lobotomy, lobotomy, lobotomy, lobotomy!

DDT did a job on me
Now I am a real sickie
Guess I’ll have to break the news
That I got no mind to lose
All the girls are in love with me
I’m a teenage lobotomy

Slugs and snails are after me
DDT keeps me happy
Now I guess I’ll have to tell ‘em
That I got no cerebellum
Gonna get my Ph.D
I’m a teenage lobotomy

Lobotomia Adolescente

http://www.youtube.com/watch?v=yMuZZfgSnYE

Lobotomia, lobotomia, lobotomia, lobotomia

DDT fez algo em mim
Agora eu sou um cara muito doente
Acho que vou ter de contar
Que não tenho uma mente a perder
Todas as garotas estão apaixonadas por mim
Eu sou uma lobotomia adolescente

Caramujos e lesmas estão me seguindo
DDT me mantém feliz
Agora acho que vou ter de contar-lhes
Que não tenho cérebro
Vou conseguir meu Ph.D
Eu sou uma lobotomia adolescente

(fonte:Colaboração: Márcio Ribeiro (Creedance)-www.whiplash.com)

I belive in miracles

http://www.youtube.com/watch?v=c5RjMN8vknw&feature=related

I used to be on an endless run.
Believe in miracles cause Im one.
A have been blessed with the power to survive.
After all these years Im still alive.

Im out here cookin with the band.
Im no longer a solitary man.
Every day my time runs out.
Lived like a fool, thats what I was about, oh.

I believe in miracles.
I believe in a better world for me and you.
Oh, I believe in miracles.
I believe in a better world for me and you.

Tattoo your name on my arm.
I always said my girls my good luck charm.
If she could find a reason to forgive,
Then I could find a reason to live.

I used to be on an endless run.
Believe in miracles cause Im one.
A have been blessed with the power to survive.
After all these years Im still alive.

I believe in miracles.
I believe in a better world for me and you.
Oh, I believe in miracles.
I believe in a better world for me and you.

I close my eyes and think how it might be.
The futures here today.
Its not too late.
Its not too late, yeah!

I believe in miracles.
I believe in a better world for me and you.
Oh, I believe in miracles.
I believe in a better world for me and you.

EU Acredito em milagres

Eu costumava estar numa busca sem fim
Acredite em milagres, pois eu sou um
Eu fui abençoado com o poder de sobreviver
E, após todos esses anos, eu ainda estou vivo
Estou longe daqui, detonando com minha banda
Não sou mais um cara solitário
A cada dia que passa, meu tempo diminui
Vivi como um tolo, era isso que eu era

E eu acredito em milagres
E eu acredito num mundo melhor, pra mim e pra você

Tatuei seu nome em meu braço
Eu sempre disse que minha garota é um sinal de boa sorte
Se ela pode arrumar um motivo para perdoar
Então eu posso arrumar um motivo pra viver

E eu acredito em milagres
E eu acredito num mundo melhor, pra mim e pra você

Eu fecho meus olhos e penso
Em como as coisas podem ser
O futuro é aqui, hoje
Não é tarde demais
Ainda não é tarde demais

E eu acredito em milagres
E eu acredito num mundo melhor, pra mim e pra você
Eu acredito em milagres
E eu acredito num mundo melhor, pra mim e pra você

I Wanna Live

http://www.youtube.com/watch?v=Yjs5XU–HG4

Ive been thinking it over and I know just
What to do Ive been thinking it over and
I know I just cant trust myself

Im a gypsy prince covered with diamonds and jewels
But then my lover exposes me I know Im just a damn fool

I give what Ive got to give I give what I need to live
I give what Ive got to give its important if I wanna live
I wanna live I want to live my life
I wanna live I want to live my life

As I load my pistol of fine german steel I never
Thought Id be so down and out having my last meal but I know I can do it it just took a few years
As I execute my killer the morning is near

I give what Ive got to give I give what I need to live
I give what Ive got to give its important if I wanna live
I wanna live I want to live my life
I wanna live I want to live my life

Eu quero Viver

Eu estive pensando sobre isso.
E eu sei o que quero.
Eu estive pensando sobre isso.
E eu sei eu só não posso confiar em mim mesmo.

Eu sou um príncipe egípcio.
Coberto de diamantes e jóias.
Mas então minhas paixões me deixam.
Eu sei eu sou um trouxa.

Eu ofereço o que tenho pra oferecer.
Eu ofereço o que eu preciso para viver.
Eu ofereço o que tenho pra oferecer.
O mais importante é se eu quero viver.

Eu quero viver.
Eu quero viver minha vida.
Eu quero viver.
Eu quero viver minha vida.

Como eu carrego minha pistola.
Puro aço alemão.
Nunca pensei que seria tão baixo e ausente.
Tendo minha última refeição.
Mas eu sei que posso fazer.
Só tive alguns anos.
Como eu executo me assassinato.
A manhã está próxima.

Eu ofereço o que tenho pra oferecer.
Eu ofereço o que eu preciso para viver.
Eu ofereço o que tenho pra oferecer.
O mais importante é se eu quero viver.

Eu quero viver.
Eu quero viver minha vida.
Eu quero viver.
Eu quero viver minha vida.

(fonte:http://musica.pracaramba.com.br)

Poison Heart
No one ever thought this one would survive
Helpless child, gonna walk a drum beat behind
Lock you in a dream, never let you go
Never let you laugh or smile, not you.Well, I just want to walk right out of this world,
‘Cause everybody has a poison heart
I just want to walk right out of this world,
‘Cause everybody has a poison heart.
Making friends with a homeless torn up man
He just kind of smiles, it really shakes me up.
There’s danger on every corner but I’m okay
Walking down the street trying to forget yesterday.
Well, I just want to walk right out of this world,
‘Cause everybody has a poison heart.
I just want to walk right out of this world,
‘Cause everybody has a poison heart,
a poison heart, a poison heart, a poison heart … yeah!
You know that life really takes its toll
And a poet’s gut reaction is to search his very soul
So much damn confusion before my eyes,
But nothing seems to phase me and this one still survives.
I just want to walk right out of this world,
‘Cause everybody has a poison heart.
I just want to walk right out of this world,
‘Cause everybody has a poison heart,
Well, I just want to walk right out of this world,
‘Cause everybody has a poison heart.
a poison heart, a poison heart, a poison heart.
a poison heart, a poison heart, a poison heart.


Coração Envenenado

 

Nem um tentou pensar, e este continuar vivendo
Ajudando um criança, vai caminhar através de uma bateria
Eu o guardo em um sonho, nunca vou deixá-lo ir
Nunca o deixarei chorar e rir, você não!

Bem, eu só quero caminhar para fora deste mundo
Porque todo mundo tem um coração envenenado
Eu só quero caminhar para fora deste mundo
Porque todo mundo tem um coração envenenado

Fazendo amigos como uma casa, mude-se
Ele ri só um pouco, isso realmente me esquenta
Tem perigo em todas esquinas, mas eu estou bem
Caminhando pela tentando esquecer o de ontem

Bem, eu só quero caminhar para fora deste mundo
Porque todo mundo tem um coração envenenado
Eu só quero caminhar para fora deste mundo
Porque todo mundo tem um coração envenenado

Você sabe, a vida realmente é um utensílio
E os poetas reagem para tentar procurar sua alma
Muita confusão nos meus olhos
Mas nada irá me parar, e este vai continuar vivendo!

Bem, eu só quero caminhar para fora deste mundo
Porque todo mundo tem um coração envenenado
Eu só quero caminhar para fora deste mundo
Porque todo mundo tem um coração envenenado

(fonte ramones.com e letras traduzidas terra)

MC5 entrevistas

Essa entrevista foi concedida por Wayne Kramer(guistarrista original) do MC5 ao jornal “Folha de São Paulo” em agosto de 2005,quando a banda DKT/MC5(os sobreviventes do MC5) vieram se apresentar no festival “Campari Rock”
Líder do MC5 conta que preferia free jazz a Ramones; grupo toca no Brasil em agosto, leia

No próximo dia 13 de agosto, São Paulo recebe o lendário grupo MC5 para uma apresentação única no país. Considerado um dos precursores do rock punk, o grupo fez história com uma carreira curta porém intensa. Já de cara, o som cru e enérgico do primeiro disco da banda, “Kick Out the Jams”, de 1968, assegurou ao MC5 seu posto ao lado de bandas como Stooges (de Iggy Pop) e Velvet Underground (de Lou Reed e John Cale).
Direto de Los Angeles, o guitarrista Wayne Kramer, um dos integrantes originais do quinteto, falou com UOL Música sobre o recente retorno da banda, sobre os shows no Brasil e compartilhou suas lembranças sobre os primórdios do punk rock.No Brasil, a banda se apresenta com Kramer na guitarra, Michael Davis no baixo e Denis Thompson na bateria, todos da formação original (o vocalista Rob Tyner morreu em 91 e o guitarrista Fred “Sonic” Smith, em 94).
Completam o grupo, Mark Arm, do Mudhoney, o guitarrista Marshall Crenshaw, e “um convidado especial”.Na entrevista, Kramer surpreende ao revelar que nunca gostou muito do som básico de três acordes, genericamente associado ao punk rock. “No começo eu nem gostava muito dos Ramones”, admite o guitarrista. “Depois passei a admirar o grupo por sua pureza, mas não pelo lance dos três acordes, que nunca me despertou nenhum interesse”.
Segundo Kramer, o MC5 estava mais interessado nas experimentações musicais de jazzistas como Sun Ra, Ornette Coleman e John Coltrane: “Nós nos inspiramos neles para tentar avançar com o rock”, explica. Era de uma corrente também jazzística que Kramer e seus colegas se valiam para descrever o punk ainda sem nome que o MC5 fazia: “Nós chamávamos de ‘avant-rock’.
E este era um movimento musical não tanto do rock, mas do jazz, relacionado ao free jazz”.Leia abaixo a íntegra da entrevista:No começo da carreira, o MC5 se lançou como uma banda “anti-hippie”, contrária à cultura “paz e amor”. Quais os valores que vocês pregavam?Wayne Kramer – Eu sempre achei que paz e amor eram coisas boas, mas que têm de ser amparadas por ativismo político. É preciso assumir responsabilidades pela mudança.
Eu nunca fui realmente “contra” os hippies, mas achava que era preciso realmente fazer alguma coisa.O MC5 esteve sempre ligado à atuação política dos White Panthers, grupo radical fundado por John Sinclair (empresário do grupo) que pregava “sexo nas ruas” e o fim do capitalismo. Qual era a ligação real do grupo com os Panthers?WK – Nós éramos os White Panthers! (risos) O partido dos White Panthers era um veículo para expressarmos nossa frustração com os rumos que o país estava tomando na época (1968 a 1974).
Ao contrário de hoje, quando há uma certa confusão a respeito daquilo que está acontecendo, tínhamos todos a mesma opinião de que o país estava indo para uma direção errada. (NR: A Era Nixon, 1968 a 1974, é associada ao conservadorismo político e retrocesso nas áreas de direitos humanos, nos EUA. O período ficou marcado pelo caso Watergate, que levou o presidente à renúncia, em 74. O partido dos White Panthers surgiu em 68 e pregava uma “revolução cultural”. Em 69, após um ataque com coquetel molotov a um escritório da CIA, atribuído ao grupo, um dos líderes dos Panthers foi preso.
A sede do partido foi invadida pelo FBI no final de 1970.)E você ainda tem uma atuação política hoje em dia?WK – Claro! Depois que você começa, não dá mais pra parar. Eu atuo aqui em Los Angeles, com o Tom Morello (guitarrista do Audioslave) e com o Serj Tenkian (guitarrista do System of a Down) em campanhas de ampliação do acesso à justiça para trabalhadores, em outras campanhas de justiça trabalhista na Califórnia e também colaboro com programas de assistência a prisioneiros de guerra no Iraque.
O primeiro disco do MC5 foi lançado em 1968, mas vocês já estavam fazendo esse tipo de música enérgica pelo menos desde 1965. Nessa época, que nome vocês davam ao tipo de música que vocês faziam?WK – Nós chamávamos de “avant-rock”. Nós queríamos expandir a música para além dos limites que ela tinha alcançado até então. E este era um movimento musical, não tanto do rock, mas do jazz: do free jazz de Ornette Coleman, Sun Ra, John Coltrane e Archie Shepp. Nós nos inspiramos neles para tentar avançar com o rock na mesma direção.Vocês chegaram algum dia a aplicar o nome “punk” para o MC5?WK – Não, esse termo só apareceu em meados dos anos 70, e o MC5 parou de se apresentar em 72.
E desde quando a banda está de volta?WK – Há uns dois anos começamos a tocar ao vivo novamente, Michael Davis (baixista), Denis Thompson (baterista), eu e alguns amigos. Enquanto a banda esteve parada, lancei cerca de 10 discos solo nos EUA. Além disso, tenho meu trabalho como produtor e faço trilhas para cinema, aqui em Los Angeles. Como você viu o surgimento do punk, em meados dos anos 70, e o que você acha das bandas que nasceram já sob a égide do punk rock, como Sex Pistols e Clash?WK – Eu gosto muito de Clash e Elvis Costello. Mas eu achava que algumas músicas de outros grupos eram muito retrôs, muito presas às convenções dos três acordes. Sex Pistols e The Damned, por exemplo, eles não estavam levando a música adiante. Como artista, eu sempre quero ouvir coisas novas.
Eu não acho interessante ouvir os mesmos três acordes de novo.Então você devia detestar os Ramones!WK – No começo eu não gostava muito deles mesmo! (risos) Mas depois comecei a gostar, pela pureza deles…Mas não pelos três acordes…WK – Pra dizer a verdade, não! Isso não me desperta nenhum interesse.Em meados dos anos 70 (de 1974 a 1976), você estave na prisão (por tráfico de cocaína). Nesse período você continuou a fazer música?WK – Sim. Eu encontrei na prisão um grande mentor musical, Robert “Red Rodney” Chudnick, que tocou trompete com Charlie Parker. Ele me ajudou a crescer como músico. Ele também era um “hóspede do governo” (risos)!
Para mim é muito importante continuar estudando música. Eu estudo até hoje.O que você ouve hoje em dia?WK – Eu tenho ouvido muito uma cantora country chamada Allison Krauss. Acho a voz dela linda. Gosto também de Eminem, de Dr. Dre… E no rock atual?WK – O problema é que não está acontecendo nada de muito interessante no rock agora…Você gosta de grupos como LCD e Yeah Yeah Yeahs?WK – Eu gosto do “espírito”, mas gostaria que eles estivessem fazendo algo que fosse mais original, em termos musicais. Toda a idéia do MC5 era fazer algo novo. Não estou dizendo pra ninguém fazer o que o MC5 fez, mas quero alguém que cante a sua própria história, com a sua própria voz.Qual foi a última banda de rock que você ouviu e gostou?WK – (Após pensar muito) Há duas semanas, ouvi uma banda inglesa, de Oxford, chamada Case Suitable for Treatment. Eles são espetaculares.
Fazem uma música avançada. Eles não têm medo de se aventurar para além dos limites do ritmo e da tonalidade. Eles têm um componente de “perigo” na música deles.Como é um show do MC5 hoje? O que vocês vão mostrar no Brasil?WK – Eu faço a lista de músicas pouco antes do show. Vamos apresentar alguns sucessos e músicas que as pessoas não conhecem. Todo esse trabalho tem sido um processo, um “work in progress”.
Às vezes mudamos os arranjos, às vezes não. É imprevisível. Vocês têm planos de gravar?WK – Temos escrito algumas músicas novas para um próximo disco. Mas não temos pressa de gravar. Depois do show vocês vão passear no Brasil?WK – Eu adoraria, mas acho que não vai dar tempo. Eu tenho que voltar correndo pra Los Angeles. Eu tenho aulas. Estou fazendo um curso de composição para trilha sonora de filmes.
************************************************************************************
noticias oficiais direto do site oficial(DKT/MC5) A primeira e a terceira comentam os últimos acidente sofridos pelo guitarrista da banda Michael Davis(sujeito de sorte),a segunda sobre uma parceria num evento com os Stogges,já a terceira foi extraída de uma convocação para um show da banda.OBS:”são noticias um pouco desatualizadas mas só se encontram especulações a respeito dos integrantes da banda,melhor dizer o que aconteceu do que ficar inventando notícia pra dar IBOPE “
1)04.22.2007 – BREAK A LEG … NOT!: While touring as special guest singer with Italian rock band OJM, Michael Davis broke his leg Saturday night at the Taurus Rokkarolla in Turin, Italy. He fell off a concrete ramp while exiting to the backstage area. Michael is currently in the hospital awaiting surgery to repair the broken bone, after which time he will return home to Los Angeles. This was the fourth show in OJM’s 12-city tour of Italy, France, Switzerland and Spain to promote their release “Under The Thunder” (Go Down Records). Michael produced it in 2006. Reluctantly, OJM will complete the tour without Michael, but they are determined to rock hard enough every night to make him as proud of them as they are of the record he created with them. Michael will stick to his plan to appear as special guest on Dave Marsh’s Sirius Radio program “Kick Out The Jams,” as well as with former MC5 manager John Sinclair at Jimmy’s Diner in New York City on Sunday, May 13th, to discuss his non-profit Music Is Revolution Foundation, which supports music education programs in public schools. From his hospital bed in Citta’, Italy, Michael jokes, “I would really appreciate it if, from now on, nobody tells me to break a leg when I go on stage.”

2)06.20.2006 – EX-MC5ERS DKT AND IGGY & THE STOOGES TO PLAY FESTIVAL: For the first time in over 35 years, former MC5 members DKT — Michael Davis, Wayne Kramer and Dennis Thompson — will share a bill with Iggy & The Stooges. The event will take place at the request of Sonic Youth’s Thurston Moore, who is latest curator of the upcoming All Tomorrow’s Parties Festival event “Nightmare Before Christmas.” The Festival takes place from December 8th – December 10th at Butlins Minehead in Somerset, UK. DKT’s featured guest is Mark Arm, with others surprises. Click Here for the ATP official link on the subject. More news as we have it.

3)05.09.2006 – MICHAEL DAVIS IN MOTORCYCLE CRASH: Michael Davis suffered a motorcycle accident on Monday, May 8th. He has been hospitalized. Michael’s wife and manager, Angela Davis, reports this evening that Michael was riding his Harley Davidson on a Los Angeles freeway when he was unable to avoid a large muffler that dropped from a vehicle into his path. Michael was wearing his helmet and leather jacket, and is expected to recover, but he has suffered a fractured spine, bruised ribs, and several abrasions. Please send your email well-wishes to us and we will forward them directly to Michael, or you may send them to mailto:info@svengirly.com?subject=Michael The planned DKT full-band performance at the Joey Ramone Birthday Bash in New York City on Friday, May 19th will be modified. What we know right now is that Wayne will perform with fellow musicians who are already confirmed for the night’s show. More details will be posted to http://www.joeyramone.com/ and http://www.muscletonerecords.com/ as we sort it out. DKT’s performance on Thursday, May 18th at Brooklyn’s North Six will have to be rescheduled. Wayne’s solo acoustic show will go forward as planned at Joe’s Pub. Thanks in advance for your consideration, Margaret Saadi KramerDKT Management

4)09.13.2005 – PURCHASE DKT/MC5 TICKETS FOR ROYCE HALL: Now, everyone will have a chance to see DKT/MC5 with the Sun Ra Arkestra on Sat, Sept 17th at UCLA in Los Angeles! Here’s a special student-rate discount (you don’t have to be a student to use it). Hurry and take advantage of this offer to receive $15 tickets to see the extraordinary punk-rock pioneers DKT/MC5 and early avant-garde jazz’s The Sun Ra Arkestra!! It will be an historic show and will not happen again this millennium in Los Angeles. 8pm. Laying the groundwork for everything from punk to metal to grunge, Detroit’s MC5 exploded onto the scene in the late ’60s, “kicking out the jams” with lacerating guitars, howling vocals, and anti-establishment outrage hugely influenced by the avant-garde jazz of the late Sun Ra and his Arkestra, now led by Marshall Allen. These two unite to reach new psychedelic heights and rock the earth off its axis. But then you knew that, because you get our newsletter… Call 310.825.2101 or go to http://tinyurl.com/7jgsw to get your tickets. (Use discount code MC515)

MAIS INFORMAÇÕES DE QUALIDADE SOBRE MC5 PODEM SER OBTIDAS EM:
EM BREVE A BIOGRAFIA COMPLETA COM A QUALIDADE DO NOSSO BLOG(PQ AK VOCÊ CONFERE AS BANDAS EM AÇÃO MESMO……)

Aqueçam seus espiritos e preparem-se para a guerra com vocês MC5

Ao desavisado que houve o nome do MC5 pela primeira vez,pensa que se trata de uma arma de guerra,uma dj eletrônico,ou uma banda de pancadão carioca.(Se bem que a Lacraia já deve ter dado uns moshes por ai).

Para instigar os amigos que não conhecem a banda a conhece-la vou postar como aperitivo uma breve resenha publicada pelo site Whiplash(http://www.whiplash.com/) e postar mais alguns arquivos que circulam na net,breve a história desses grupo da maneira perosonalizada pelo Alguma música será postada.

MC5
Por Saulo Gomes(whiplash)

Em 1969, na cidade universitária de Ann Arbor, perto de Detroit, capital da indústria automobilística americana, surgiriam duas das bandas mais visionárias da história do rock: o MC5 e o Stooges, que apesar de suas carreiras efêmeras, deixaram um legado musical que poucas bandas conseguiram forjar em tão pouco tempo e discos.

Ambas bandas desde o início de suas carreiras tiveram muito em comum, dividindo várias vezes o mesmo palco e até mesmo a aparelhagem de som, porém seria o MC5 que primeiro chamaria a atenção para o som de Detroit.

O MC5 foi formado em 1964, inicialmente por Rob Tyner (vocal), Fred “Sonic” Smith, Wayne Kramer (guitarras), Pat Burrows (baixo) e Bob Gaspar (bateria), sendo os dois últimos substituídos por Dennis Thompson (bateria) e Micheal Davis (baixo). Com esta formação a banda gravou em 1966 um compacto de distribuição local, com as faixas “Look At You” e “Bouderline”. Apesar da pouca repercussão deste lançamento, a banda começou a se destacar na pequena cena roqueira de Detroit, não só por tocar muito alto mas também por uma série de incidentes com a polícia.

Devido a seu som agressivo e sua ficha policial extensa, a banda chamou a atenção de John Sinclair, professor da universidade de Ann Arbor. Uma figurinha estranha que se intitulava “The King of The Hippies” de Detroit. Além de suas atividades acadêmicas, Sinclair mantia uma comunidade de artistas “alternativos”, chamada Trans-Love Energies (que mais tarde seria o embrião do partido político White Panther), numa fazenda nos arredores da cidade.

John Sinclair logo se tornaria empresário e guru espiritual da banda, e os levaria para sua fazenda, onde serviriam de trilha sonora para o recém criado White Panther, um partido político em resposta ao Black Panther(Panteras Negras). O partido não tinha qualquer conotação racista, e pelo contrário pregava a liberdade total, tendo como lema o slogan: “Rock’n’Roll, Dope and Fucking in the Street”; equivalente mais radical do já manjado sexo, drogas e rock’n’roll.

Foi Sinclair quem convenceu o MC5, em 1968, a ir à Chicago, durante a convenção do Partido Democrata americano, para fazer um concerto em protesto à guerra do Vietnã. A idéia de Sinclair seria fazer um grande concerto ao ar-livre, com várias bandas, mas apenas o MC5 apareceu para tocar.

A convenção feita meses após o assassinato de Bob Kennedy, virtual candidato do partido democrata à presidência dos EUA, não era o lugar ideal para um concerto de rock. Temendo-se o risco de novos atentados, fora montado um aparato de segurança que contava até mesmo com a ajuda da guarda nacional.

A convenção ficaria marcada na história daquele país por uma série de conflitos entre a polícia local e manifestantes pacifistas. Com tanques e o exército nas ruas, qualquer um teria desistido de fazer o show. Porém Sinclair não se abalou com o clima de guerra-civil que reinava na cidade e seguiu em frente com sua idéia. Como era de se esperar, o concerto acabou em pancadaria, tendo que Sinclair e sua trupe fugir da cidade, para não pegar uma temporada na cadeia de Chicago.

Por ironia do destino foi este concerto que rendeu o interesse da gravadora Elektra pelo grupo. Neste contexto político/utópico surgiria o primeiro álbum da banda, “Kick out of the Jams” (1969) que por várias razões não poderia deixar de ser gravado ao vivo, captando o som da maneira mais crua e suja possível. Era também um meio de baratear os custos da produção do álbum, uma vez que na gravadora poucos acreditavam no sucesso da banda.

Contrariando todas as expectativas o Lp chegou ao 30º lugar da Billboard, na primeira semana de seu lançamento. Devido à letra da faixa título, que continha um palavrão, o grupo teve que enfrentar um boicote pelas lojas e distribuidoras de discos e, mais tarde, um processo pelo FBI, do qual a banda sairia ilesa. John Sinclair, por outro lado, pegaria uma pena de 10 anos por tráfico e consumo de maconha.

Em 1970 o grupo lançaria o seu segundo álbum, “Back in the USA”, agora pelo lendário selo Atlantic — que também contratara no mesmo ano o Velvet Underground. A banda havia sido dispensada da Elektra sem maiores explicações após os problemas com a justiça americana.
“Back in the USA” o MC5, já sem a influência de John Sinclair, deixa um pouco a pregação

política de lado, e se volta às suas raízes roqueiras, com um repertório que mesclava composições do começo da banda, como, “Look At You”, lançada em compacto em 66, e impagáveis covers de Chuck Berry e Little Richard. Apesar de seu insucesso comercial (o MC5 na época ainda sofria boicote de algumas lojas de discos e distribuidoras) o álbum é incluído com freqüência em qualquer lista dos melhores discos de rock dos últimos trinta.

No ano seguinte lançariam seu último, e para muitos o melhor álbum, “High Time”, uma obra visionária, e bem mais elaborada. No entanto os Estados Unidos não estavam prontos para o massacre sônico de músicas como “Sister Anne” ,”Baby Won’t Ya” e “Gotta Keep Movin’”. O resultado é que o álbum marcaria o fim da banda, devido principalmente ao seu fracasso comercial e ao envolvimento dos músicos com drogas pesadas, como heroina, que acabaria por dissolver a banda no início de 1972.

O MC5 nunca tocou junto outra vez. Rob Tyner morreu em 1991 de ataque cardíaco após gravar seu primeiro álbum solo. Fred “Sonic” Smith morreu em 1995 de câncer; era casado na época com a roqueira Patti Smith, para quem co-escreveu e produziu o Lp “Dream of Life” de 88. Wayne Kramer, que chegou a passar um tempo preso na década de 70 por tráfico de cocaína, conseguiu se recuperar e gravou nos anos 90 três álbuns solos pela gravadora americana Epitaph, especializada em punk rock. Kramer é o único membro original do MC5 que continua na ativa, uma vez que Thompson e Davis depois de alguns obscuros projetos musicais nas décadas de 70 e 80, abandonaram definitivamente a música.

Thompson chegou a ter uma interessante banda com o guitarrista dos Stooges, Ron Asheton, chamada New Race, que teve seu único registro, a gravação de alguns shows de uma tour pela Austrália, lançado em cd.

Contudo, graças às novas tecnologias, aos cds e até mesmo à Internet, o quinteto de Motor City está longe de ser esquecido e hoje sua lenda está mais viva do que nunca.

————-

Fabio Ricardo Vieira 2008

CREAM ……A nata do Rock and Roll


CREAM
por Fabio
Nas palavras de Eric Clapton: “Nossa intensão era a de chocar o público quando foi criado o Cream”(Doc.àlbuns clássicos History Channel,2007)
A partir de então foi criado a melhor banda de trio em todos os tempos.

 

Da esquerda para a direita:
Ginger Baker(bateria, vocal), Jack Bruce(baixo, vocal), Eric Clapton(guitarra, vocal), já eram músicos relativamente famosos na cena de Londres quando fundaram o Cream em 1966. A idéia de formar uma banda partiu de Ginger Baker logo após uma “jam session” entre os dois que estavam sem banda na época.
Quando Eric sugeriu a Ginger chamar Jack Bruce, com quem Clapton já havia tocado algumas vezes, isso fez nascer o primeiro fato curioso na história do Cream.Baker e Bruce haviam trabalhado juntos tocando na Graham Bond Organization,e viviam brigando pela e-nésima vez com Jack Bruce, chegou a levar uma faca para os ensaios da banda decidido a dar um jeito em Jack,para a sorte de todos nós que está idéia não foi concretizada.O motivo aparente das brigas entre Baker e Bruce eram as divergências musicais dos dois,apesar do fato dos dois terem formação fortemente apoiadas no jazz serem bem parecidas.Jack reclamava dos longos solos de Baker e Baker dos de Bruce,e vamos encerar o assunto por aqui pois isto já está parecendo uma revista de fofoca.
Resolvidos os problemas entre Jack Bruce e Ginger Baker eles começaram a ensaiar junto a Eric Clapton Vamos voltar no passado dos músicos para explicar porque o Cream já nasceu como um supergrupo.

ERIC CLAPTON

Me desculpem,os outros mais depois de Hendrix,Clapton é o melhor guitarrista que existiu,sua carreira começou nos bares de Londres especializados em Blues e R&B,comuns nos anos 60 desde que os marinheiros ingleses começaram a trazer em sua bagagem os compactos de Mud Watters dos EUA.Numas dessas noites,em 1963, Eric conheceu os membros do Yardbirds(lendária banda inglesa por onde além dele passaram Jeff Back e Jimmy Paige),o maior feito da banda nesta época foi excursionar com banda de abertura para Sonny Boy Williamson(mais um dos monstros do blues americanos)de onde os Yardbirds saíram com seu primeiro contrato.
Em 1965, vendo os The Beatles conquistarem fama em fortuna algo subiu a cabeça do Yardbirds e eles resolveram ingressar na onda pop, “For Your Love” deu início a isto.
Não satisfeito Clapton decidiu deixa-los a própria sorte, que logo seria muito generosa no grupo botando Jeff Beck e Jimmy Paige em seu caminho. Jhon Mayall então chamou o velho conhecido para fazer parte de seus Bluesbreakers,onde ganhou status de Deus,após o lançamento do compacto “Jhon Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton(1965).”
Nos Bluesbrakers uma dádiva foi dada ao mundo do rock, Eric conheceu, numa sessão de estúdio conheceu Jack Bruce.Algum tempo depois, Jack passa para a banda de Manfred Mann,que contaria com a participações especiais de EC em um futuro próximo.Ainda no Bluesbreakers Eric conheceu Ginger Baker que excursionou com a banda por um curto período de tempo por volta de 1966.
Cada um para o seu lado, e os dois só voltariam a tocar juntos quando o Cream foi criado.

JACK BRUCE & GINGER BAKER

Jack Bruce teve uma formação clássica de música iniciada na Academia Escocesa Real de Música aos 15 anos.Passou em 1961, a tocar na banda de Alexis Kroener & The Blues Incorporated onde conheceu Ginger Baker.Ginger Baker destacou-se como baterista no Reino Unido tocando ao lado de Baby Dodds(baterista),na banda Storyville Jazz Men.

No começo dos anos 60,Ginger Baker passou a tocar na banda de Alexis Kroener onde permaneceu até 1962 quando ao lado de Graham Bond(saxofonista) e de Jack Bruce,que fudaram ainda no mesmo ano o Graham Bond Organization.Para completar a formação da banda foram convidados o guitarrista Jhon McLougin e outro saxofonista Dick Heckstall-Smith.Com está formação a banda lançou dois vinis “The sound of ’65 e Theres’s a Bond between Us.
Após as discussões pouco amigáveis com Ginger Baker,Jack Bruce optou por deixar a banda,por volta de outubro de 65, e a trajetória dos dois se separam aqui até a formação do Cream.Jack então migra para os Bluesbreakers,que nesta época já contava com EC, e mais tarde para o Manfred Man.

Ginger Baker continuou na banda de Graham Bond até meados de 1966 quando integrou a banda de Jhon Mayall,pra sorte de Mayall após a saída de JB da banda.
Entre uma jam dos Breakers e outra Ginger Baker chegou até Eric Clapton e disse: “Hey buddy,how about we do our own band?” e a resposta provavelmente foi: “ I will think about it.”

E ASSIM CHEGAMOS AO CREAM….

Segundo os biografos , os ensaios do que viria a se tronar o Cream começaram por volta de abril de 1966.Em junho do mesmo ano a Melody Maker(revista conceituada de música) anunciou na capa o nascimento do Cream,após várias matérias anteriores que já haviam declarado a junção dos músicos da banda nos meses anteriores.

Após alguns shows a banda começou a por em prática seus ambiciosos objetivos, o compacto “Wrapping Paper”/ “ Cat’s Squirrel” foi lançado.Inicialmente muito abaixo do que o público imaginava ou esperava do Cream e das próprias ambições da banda.
Primeiramente porque “Wrapping Papper” é uma canção para ser escutada no chá das cinco pelas senhoras londrinas ou semelhante aquelas que aparecem nos comerciais de margarina,pois traz Jack Bruce tocando levemente o piano, e cantando,uns ruídos de bateria ao fundo e a inexistência de guitarra.Por outro lado a faixa instrumental “Cat’s Squirrel” canção instrumental tida como traditional no blues dos EUA e nos créditos dos discos do Cream,traz uma levada de gaita contagiante,Baker esmurrando os pratos e um compasso impecável da guitarra de Eric e do baixo de Bruce.É sem dúvidas uma ótima música,mas não suficientemente boa para o que a imprensa e os primeiros fãs do Cream.

Na época das primeiras composições o Cream contava com a colaboração ativa de um antigo amigo de Ginger Baker,Pete Brown.Que logo por afinidade passou a trabalhar a fundo com Jack Bruce na composição das letras do grupo.Foram os dois que compuseram “Wrapping Paper”, “ I feel free”,para o primeiro álbum e algumas canções para os álbuns seguintes como a fabulosa “Sunshine of your love”,tocada com maestria por Jimi Hendrix em uma das suas primeiras apresentações em Londres.

Bem,após o “fracasso” inicial do lançamento do primeiro EP single,a banda começou a trilhar os caminhos do suceso com o lançamento de “Sweet Wine” na rádio BBC.

Em dezembro de 1966,foi lançado o primeiro álbum do Cream,”Fresh Cream” vamos a descrição de suas onze faixas,cujo a ordem das faixas variam conforme as versões importadas do disco:

“I feel free”-http://br.youtube.com/watch?v=Qb_Uu0eTNWkcomposta em parceira por Bruce/Brown,começa com um coro,logo com as batidas da bateria e a guitarra, a letra inicia-se com os versos “ Sinto quando danço com você e nós nos movemos como o mar que você sabe que pareço livre”,a bateria marca o ritmo suavemente porém com algumas ótimas viradas de Ginger Baker,Clapton exibe seu virtuosismo na guitarra.

“NSU”- é uma faixa um pouco mais pesada que a anterior que critica a pose dos superastros de rock.Mais uma vez os instrumentos estão impecáveis. http://br.youtube.com/watch?v=ncag11G2808
“Sleepy Time Time”-uma faixa que mostra toda a importância do blues para os músicos da banda. http://br.youtube.com/watch?v=uVNMB0hpdQc

“Dreaming”-uma faixa definitivamente pop sem muito destaque.

“Sweet Wine”-http://br.youtube.com/watch?v=YNsKc9Fl_q0mostra o ápice de criatividade da banda no disco e nos instrumentos.
“Spoonful”-http://br.youtube.com/watch?v=_TbhG0U7Ipo&mode=related&search=originalmente composta por Willie Dixon é uma das faixas tributos do disco que posteriormente passaria a ser como um hino do Cream,integrando posteriormente a segunda parte(ao vivo)do disco “Wheels of Fire”(1968)
“Cat’s Squirrel”,traditional,“For Until too Late” de Robert Jhonson, “Rollin’ and Tumblin” de Elmore James,”Im soo Glad”(http://br.youtube.com/watch?v=1NmHIxGaNWM)e “The Coffea Song” fecham a parte tribute do disco,sendo as faixas RT e IMSGLD uma explosão musical que mostra toda a virtuosidade da banda.
Fechando o disco, “The Coffea Song” e “Wrapping Paper”( http://br.youtube.com/watch?v=MBlRTsTcDcc)quebram o ritmo alucinante das outras faixas sendo mais suaves e “Toad” uma faixa instrumental,que também integraria futuramente “Wheels of Fire” em 1968 prova a vocês que Jhon Boham é um mito mas Ginger Baker é insuperável.
Em termos de vendagem os disco alcançou o sexto lugar na parada britânica, concorrendo com Beatles,Rolling Stones,The Who e um bocado de bandas de respeito.
E no 39º nos EUA, sem a banda nunca ter feito propaganda lá.
Uma grande turnê européia de sucesso aconteceu até os primeiros meses de 1967,quando a Atlantic assinou contato com a banda,nos cast da mesma gravadora figurava o nome de Ellas Fitz Gerald .A gravadora então mexeu seus pauzinhos para que a banda fizesse show em solo norte americano

A banda estreou nos EUA em um evento anunciado como “Music in fifth Dimension” que contou com a participação do Who e do Lovin’ Spoonfuls.a organização do evento no entanto deixou a desejar e por não conseguir aprontar o equipamento do Cream a tempo a banda teve que pedir uma mãozinha ao The Who que cedeu o seu equipamento.

O evento porém foi importante em dois aspectos:apresentar o som do Cream ao circuito comercial do país e apresentar a onda psicodélica que varia aquelas bandas para a banda;(o que influenciaria radicalmente o visual do Cream).
Mais tarde a banda retornaria para os Estados Unidos para as gravações iniciais do segundo LP, e foi feito um upgrade tecnológico na banda, andando pelas lojas de Nova York , próximas aos estúdios da Atlantic ,Eric Clapton teve seu primeiro encontro com o pedal “wah- wah” e com os novos modelos de amplificadores .

Disraelli Gears de 1967,é um álbum mais que fantástico, é um álbum clássico do mesmo peso que “Eletric Ladyland”,”Sgt.Peppers” entre outros,a começar pela capa,desenvolvida pelo artista plástico Martin Sharp,apresentando a Clapton por uma modelo holandesa chamada Astrid.A capa segundo Sharp foi montada em cima de várias colagens.Sharp traria outra contribuição para o disco,a letra da música “Tales os Brave Ulysses”,escrita em um guardanapo em uma restaurante de Londres.A letra segundo Sharp foi influenciada por uma viajem recente dele ao Mediterrâneo e pela descrição do local pelo guia de turismo ,como sendo ali o lugar onde o herói de Homero foi tentando pelas sereias.(Doc.History Channel,2007).

Voltando aos estúdios da gravadora foram apresentados a banda, pelos executivos da mesma, o produtor musical Felix Pappalardi,nessa sessão foi gravada a faixa “Lawdy Mamma” que Pappalardi viria a modificar para “Strange Brew”.O modo de trabalho do produtor veio a gerar certos conflitos no começo pois pela primeira vez a banda tinha alguém interferindo no seu trabalho,o interesse da gravadora em transformar Eric no único astro da banda também gerou sérios conflitos nos trabalhos iniciais.De fato Jack Bruce comentou que “se sentia literalmente desprezado” e apesar de ter boas idéias fervilhando em sua cabeça era impedido de coloca-las no disco. Vamos as faixas:

“Strange Brew”-http://br.youtube.com/watch?v=7nvORjVS8Bctraz no vocal principal Eric Clapton,um riff de blues moderno,um baixo de fundo marcando o ritmo e a bateria fazendo evoluções simples mais muito boas.O crédito da música fica por parte de Félix Pappalardi e de sua esposa Gail Collins(que compos a letra).
“Sunshine of Your Love”- (http://br.youtube.com/watch?v=FI8SUc2SV4k) letra da música foi composta em uma sessão de trabalho que virou a madrugada entre Jack Bruce e Pete Brown de onde segundo palavras de Bruce,surgiu também a parte do baixo.Ao mostrar o que tinha feito no ensaio seguinte a Clapton,logo ele desenvolveu o riff marcante e inconfundível da música. Essa música é considerada por muitos o maior clássico da banda,inclusive por Jimi Hendrix.
“World of Pain”-outra pitada do trabalho de Félix Pappalardi no disco, é uma música melódica e pessimista de certa forma cuja a letra diz: “ Lá fora de minha janela existe uma árvore que é a única que está perdendo suas folhas.E eu acredito que no nevoeiro da cidade não existe tempo para ter compaixão da árvore ou de mim.Existe um mundo de dor onde a chuva cai ….. e por aí vai.” http://br.youtube.com/watch?v=dwvshVpVkXI
“Dance The Night Away”-segue uma linha semelhante a faixa anterior,mas os créditos da música são dados a Pete Brown e a Jack Bruce,é um pouco mais pesada que a faixa anterior e traz o primeiro acorde no estilo psicodélico de Eric Clapton.
“Blue Condition”-foi composta e cantada inteiramente por Ginger Baker,é uma mudança de rumo no disco,o estilo da música é o puro blues,vale mais pela curiosidade de escutar Ginger Baker cantando.
“Tales of Brave Ulysses”-http://br.youtube.com/watch?v=BxhLPOPdivEcomo já mencionado anteriormente a letra foi composta por Will Sharp,pela primeira vez Eric Clapton usa o pedal “wah wah” em uma música,está música é extraordinária assim como o épico de Homero.O clima do som é entorpecente,Jack Bruce mostra toda sua habilidade vocal,a bateria demolidora e a música segue em um crescente. Veja a descrição de comofoi feita musica:http://br.youtube.com/watch?v=sNUYuBk7j7k&mode=related&search=
“Swlarbr(She was like a beard rainbowhttp://br.youtube.com/watch?v=ngIxuGOVGeQ)”-segundo Clapton:” efeito do psicódelismo” e provalmente das drogas e do álcool.,outra letra de Brown/Bruce.

“We’re going wrong”-http://br.youtube.com/watch?v=ngIxuGOVGeQletra de Jack Bruce,é uma faixa que retoma o estilo das faixas “World of Pain” e “Dance The Night Away”,porém mais brilhante que as anteriores.

“Outside Woman Blues”- uma faixa de blues tribute a Billy Reynolds, onde a banda mostra suas habilidades http://br.youtube.com/watch?v=BWwgHZo62uw

“Take it Back”- uma resposta direta de Jack Bruce aos empresários da gravadora,faixa de blues com direito a gaita.

“Mother Lament”-um momento de descontração da banda no álbum,faixa só com piano e vocal.
Em termos de vendagem o álbum alcançou o 4º na Bilboard.
Este foi o período de maior sucesso do Cream ,de maior abuso de drogas e do inicio de brigas .cada vez mais constantes.

Em 1968, novamente sobre a direção de Félix Pappalardi o Cream entrou em estúdio para gravar o projeto mais ambicioso da banda o álbum duplo “Wheels of Fire”.A produção deste álbum custou muito aos cofres da gravadora devido aos músicos contratados para dar suporte a banda e pelas inovações nas gravações introduzidas por Pappalardi,como a mesa de 16 canais. A capa do disco é composta por uma fundo cinza e alguns desenhos bagunçado em preto.

A pressão pelo sucesso começou a acirar ainda mais as disputas internas na banda.No entanto não prejudicou a qualidade do álbum.Em comparação a “Disraelli Gears”, “Wheels of Fire” traz menos experimentações da banda,no primeiro disco a maioria das faixas são tributo,mas existem as maravilhosas baladas “White Room”(a mais impressionante musica do Cream depois de “Sunshine of Your Love”) e “Those Were The Days”as bombástica “Politician” e “Deserted Cities of your Heart”.Vamos ao comentário detalhado das faixas.

Sobre este disco Thomas Erverline,um fã da banda que escreveu o release do grupo para o site ALLMUSIC nos diz: “ Disraelli Gears foi o álbum onde o Cream se tornou o que ele é,seu sucessor Wheels of Fire,mostra o trio expressando seu máximo,capturando cada pedaço de sua personalidade multi-facetada e condensando em um albúm duplo denso,maravilhoso e único”

De Estúdio…..

“White Room”-a música é extremamente complexa e melódica recheada com elementos de música clássica.A letra simplesmente ótima.Os acorde de guitarra são uns dos mais marcantes que escutei até hoje,e a bateria impecável. http://br.youtube.com/watch?v=9V77lE6u0a4

“ Sittin’ on the Top of The World”- uma releitura do clássico de Howlin Wolf,novamente onde a guitarra de Eric Clapton é o destaque.
“Passing the Time.”-é uma música que começa lenta,com violino e sinos,conta a história de uma mulher esperando o retorno do marido num dia típico de inverno,você não acharia nada de mais se escutasse somente o primeiro minuto,mas a música bruscamente muda de aspecto e estoura surpreendetemente.
“As you Said”-uma música rápida e melancólica
“Preseted Rat and Warthog- não é uma musica realmente é um pequeno discursso
“Politician”-composta pó Jack Bruce ápos ler certos escândolos a respeito do parlamento inglês,nesta canção o baixo é o elemento principal.A letra traz frases como: “ Como vai baby,venha dar uma volta no meu grande carro negro?e eu vou te mostrar o qual político nos podemos ser”. http://br.youtube.com/watch?v=Sfcgds8h0Xs
“Those Were the Days”-uma nostálgica e vigorosa melodia
“Born Under a Bad Sign”-composta por Albert King, é um dos maiores clássicos do blues,o Cream a exucuta de modo a deixar o Albert orgulhoso,essa música é uma lenda do blues.A letra trás frases celebres como: “Nascido sob um signo ruim eu vivo pra baixo desde que começei a crawl…..má sorte e problemas são meus únicos amigos…e uma grande mulher malvada irá me carregar pro túmulo” http://br.youtube.com/watch?v=v1S7YniPt10
“Deserted Cities of your Heart”-uma faixa agressiva eximeamente executada por toda a banda.

Em algumas versões importadas do disco ainda é possível encontrar como bônus a faixa “Anyone for Tennis”-composta por Martin Sharp,esta música é melódica,com uma atmosfera leve e agradável. http://br.youtube.com/watch?v=MB2f6-U72Zk

Ao Vivo………..

Este complemento de “Wheels of Fire” é totalmente dedicado ao blues,aqui o Cream realmente quebra tudo, e se você ainda não se convenceu a compar os discos do Cream depois disto pode se internar ou ir desfilar em algum bailão sertanejo.

“Crossroads”-http://br.youtube.com/watch?v=uTA9PVO-lboquem escuta as coletâneas e os discos ao vivo de Eric Clapton,acha que está musica foi composta por ele,mas foi no álbum “Wheels of Fire” que está faixa símbolo do blues,composta por Robert Jhonson,apareceu pela primeira vez na interpretação de Eric Clapton.Se você nunca ouviu está música em nenhuma regravação(e estas são incontáveis,vão de Rush a Blues Etílicos) ou nuca ouviu falar de Robert Jhonson,ou você esteve numa ilha deserta nestes últimos quase cem anos de composição da música ou você eu ser extraterreno.A versão original conta só com um violão e a voz inconfundível de RB.Nesta canção o músico alimenta a lenda de que havia vendido sua alma em busca de sucesso. “Foi em uma encruzilhada em que caí de joelhos …etc.” Confiram o original

“Spoonful”-os três minutos da música original,regravada em “Fresh Cream(1966)”,tornam-se 16 minutos de muito improvisso, e cada minuto e cada minuto e melhor que o outro.Está é uma daquelas gravações que valem os R$70-90em geral,cobrados pelo disco.

“Traintime”- uma viajem no blues ,levada somente pela gaita,as batidas de Ginger Baker e a voz de Jack Bruce.
“Toad”-http://br.youtube.com/watch?v=87rBka3GhYc&NR=1outra faixa de 16 minutos dedicados ao virtuosismo de Ginger Baker que nos presenteia aqui com um solo de 13 minutos,acha que o solo de “Mobby Dick” é fantástico?ele se torna uma mero som de elevador frente a este.Definitivamente este disco é fechado em grande estilo e é um soco na cara de quem torce o nariz para o blues ou ainda para o jazz(rock ou não)
Em termos de paradas o disco alcançou por algumas semanas o primeiro lugar da Bilbord.Em resumo,“Disraelli Gears” é um clássico mas “Wheels of Fire” é uma prova de que a genialidade existe.
Simultaneamente a divulgação de “Wheels of Fire” o Cream passava pelo momento mais conturbado da carreira em ralação as disputas entre os membros da banda por atenção, ao abuso das drogas.A imprensa também caia matando em cima da banda e constantemente surgia um idiota querendo aparecer em cima da banda.Ainda em 1968,a banda anunciou que ia se separar.

Os shows das turnês pela Europa e pelos EUA estiveram todos com os ingressos egostados,o Jimi Hendrix Experience em 1968 tocava “Sunshine of your Love” em seus shows.
Ainda em 1968,as músicas novas tocadas nos shows foram o embrião para o álbum de despedida lançado em 1969 intitulado oportunamente de “Goodbye ”.

Este é um álbum relativamente mais fraco que os anteriores mas trás uma parceria interessante na música “Badge” composta por Eric Clapton e pelo seu bom amigo George Harrison,creditado nessa faixa com L’Angelo Misterioso,para evitar problemas com a gravadora( de fato Harrison era tão gente fina que nos anos 70 ajudou Eric a finalmente casar com sua Paty Boyd sua ex-esposa,a responsável por horas de depressão,ingestão de álcool e drogas por parte de Eric Clapton na época em que a era mulher de Harrison e não queria nada com Clapton,a mesma pelo qual reza a lenda EC compôs “Layla”).

Sobre este álbum o release do all music nos fala:

“Após três discos em apenas três anos, o Cream encerrou as atividades em 1969.Porém não antes de terem uma despedida formal, através de uma turnê chamada de “Despedida”(com shows disponíveis em vídeo) e uma disco,vejam só?entitulado de “Goodbye”
“Em um condensado LP contendo 6 faixas,a banda tentou repetir a estrutura do disco anterior apresentado gravações de estúdio e ao vivo.Enquanto a parte ao vivo contém a inacreditável “Crosswords”,numa versão superior a de “Wheels of fire”,pois capta toda a banda em um momento de vigor mais intenso,da mesma forma a banda vai fundo em ”Politician” e em “Sitting on the Top of the World”,mas na faixa “I’m So Glad” pode se facilmente perceber quão longe eles foram no improviso.A parte de estúdio começa com a majestosa “Badge” um dos melhores trabalhos de George Harrison,seguida pela excêntrica e imaginativa “Doing That Scrapyard Thing” e pelo trabalho intensamente dramático de Ginger Baker em “What a Bringdown” lndiscutivelmente sua melhor contribuição para o grupo.Resumindo este é uma trabalho de momento sem a coesão dos outros discos”

A discografia do Cream ainda conta com 4 albúns ao vivo,dois lançados nos ano 70 “Live Cream a 1 e 2 ”,”Live 68″ que são uma boa compilação dos 3 primeiros álbuns e “Royal Albert Hall(2005) que marcou uma reunião recente da banda.

Em termos de registro em DVD temos os importados: “Farewell Concert(1980)” gravações de dois shows na Inglaterra na ultima turnê,”Strange Brew(1991)” com cenas de estúdio,a biografia “Inside Cream 66/69:a critical rewiew” e “Royal Albert Hall:London-May 2005”.

O fim do Cream rendeu várias homenagens á banda as mais celebres:

-Jimi Hendrix em um programa da TV inglesa,abriu a aprensentação com “Voodo Child” depois após a introdução de “Hey Joe”: -“ Vamos parar de tocar está musiquinha de nmerda para prestar uma homenagem a uma das maiores bandas de todos os tempos,o Cream !” e começou a tocar “Sunshine of Your Love” até que a BBC tirou o programa do ar enquanto ele tocava.Tudo pode ser conderido no CD “ Jimi Hendrix Expirience BBC Sessions”

-A inclusão da Banda no Rock and Roll Hall of Fame, em 1993,,realizada com uma reunião da banda para tocar no Central Plaza Hotel em Los Angeles,onde a banda tocou “Sunshine of your Love”,”Born Under a Bad Sign” e “Crosroads”.

Com o fim da banda em 1969, Eric Clapton integrou a banda chamada Blind Faith ainda com Ginger Baker,com o tecladista e vocalista Steve Winwood(ex-Dave Spencer Band,Traffic) e o baixista Rich Spencer,lançou um ótimo disco com está banda e iniciou carreira solo bem sucedida acompanhado inicialmente de Derek and the Dominos em 1970,e partiu para a carreira de solo que dura até hoje,o último álbum de inéditas foi o disco “Back Home(2005)”.Ginger Baker após o fim do Blind Faith, iniciou o Ginger Baker’s Air Force e inúmeros projetos com uma diversidade de músicos talentosos.
Jack Bruce seguiu algum tempo após o fim da banda para uma carreira solo, convidando inicialmente o baterista Mitch Mitchel(ex-Hendrix),e o guitarrista Larry Corell com esta formação lançou 3 albúns.Ao longo de sua carreira Bruce a exemplo dos seus ex-companheiros de Cream,trabalhou com inúmeros músicos virtuosos dentre eles Frank Zappa.
———-
Fabio r Vieira 2008

CAPTAIN BEYOND HARD RULES

Está banda foi uma das pioneras do Hard Rock nos anos 70,o Alguma Música traz um artigo prévio
Segundo o famoso site ALL MUSIC:
O Captan Beyond foi formado na cidade de Los Angeles em 1972,por ex-membros de alguns grupos promissores são eles Rod Evans( o primeiro vocalista do Deep Purple,vide os discos Shades of Deep Purple and The Book of Taliesyn.),Bobby Caldwel(baterista que já trabalhou com Jhonny Winter),os guitarrista Larry Rheinhart e o baixista Lee Dorman,o ultimo havia trabalhado com o músico performático Iron Butterfly.
Com esta formação a banda lançou o disco auto-intutulado Captain Beyond em 1972,já conhecido no Brasil e um clássico na famosa Galeria do Rock em SP.
Esse albúm saiu pelo selo Capricorn nos EUA.Nossos amigos americanos do all music compararm a sonoridade do disco com alguns trabalhos do Mody Blues,sem sentido neste disco pelo menos para mim,pois quem escuta o disco pode notar inúmeras outras referências a mais perceptível Black Sabbath.
Em termos de letra as músicas exploram a mistica da astronomia e termos existencialistas.
A voz de Evans é bem postada e poderosa e os riffs de guitarra pegajosos.Em termos de paradas musicais este albúm atingiu 134,mas essas paradas medem vendagem e não qualidade certo?.

Vamos falar das musicas, a primeira faixa é “Dancing Medly Bacwards”,com uma bateria precisa e uma guitarra primorosa,não acredita veja o original http://www.youtube.com/watch?v=l6cnnx3VRFU&mode=related&search=

Uma raridade são essas apresentações de 1972,ponde pode conferir mais algumas faixas
As faixas outras faixas do disco são:
O segundo disco da banda Sufficient Breathless, saiu em 73 e conta com modificações na formação as baquetas passaram ao dominio de Martin Rodriguez(futuras informações mais tarde),e com uma mudança significativa da sonoridade.
Tire suas proprias conclusões com ouvindo as faixas Sufficient Brethless e Distant Sun

http://www.youtube.com/watch?v=JZVUA90uTgY

A banda assume uma postura mais melódica,não que a banda não tenha tentando isso antes vide “Myopic Void(http://www.youtube.com/watch?v=hI0HEsWyXPA&mode=related&search=) ,então a comparação do AM com Moody Blues faz sentido,essa mudança depostura troxe uma ligeira melhora na cotação do disco 90 ºlugar na Bilboard.
O que intriga quem escuta os discos do Captain Beyond são que um disco não é significamente semelhante ao outro e após um recesso de 4 anos , Dawn Explosion(1977) não foi nenhuma execessão,ora nesses quatro anos a banda reitegrou Caldwell a bateria e trouxe Willie Drafern para o lugar de Evans(perde se ai na minha humilde opinião o diferencial da banda).Algumas faixas como “Icarus” e “Breath of fire” receberamcerta atenção dos criticos.
Infelizmente videos deste disco não foram encontrados por mim ainda na net.

 

(Captain Beyond 1972) Sufficient Breathless 1973 Dawn Explosion 1977

 

**********************************************************************************
Bem para convencer você que o Captain Beyond merece fazer parte de sua lista de bandas de respeito veja um breve artigo que saiu no Rock Online(http://territorio.terra.com.br/canais/rockonline/colunas/materia.asp?codArea=1&materiaID=15)

 

O Captain Beyond tinha tudo para ser mundialmente famoso. Em sua primeira formação a banda contava com o excelente guitarrista Rhino, o baixista Lee Dorman, o baterista Bobby Caldwell e o vocalista Rod Evans, ele mesmo, o primeiro cantor do Deep Purple que foi despedido no primeiro semestre de 69.
A banda se estabeleceu na Califórnia e de cara conseguiram um contrato com a Warner. O primeiro disco chegou as lojas em 1972 sob o nome de Captain Beyond com as primeiras 2.000 edições tendo na capa o “Capitão do Além” em holograma
. O álbum chegou a ser lançado no Brasil em 1973 pela Continental e até junho de 1990, quando lançado pela primeira vez na versão CD pela Polydor Japonesa, podemos afirmar que esse é um dos primórdios do que hoje é conhecido como Prog/Metal.São 13 faixas que se alternam entre porradas como Dancing Madly Backwards (On a Sea Of Air), Mesmerization Eclipse, Raging River Of Fear e temas mais elaborados como Armworth, Thousand Days Of Yesterdays e As The Moon Speaks. A vocalização de Evans em nada lembra os seus tempos de Deep Purple, onde ele se esforçava para parecer Elvis Presley, mas sem dúvidas os destaques ficam por conta do guitarrista Rhino e do fantástico batera Bobby Caldwell, que na introdução de Dancing Madly Backwards imortalizou uma levada que 90% dos bateristas com mais de 30 anos penaram para reproduzir … entre eles eu.
No ano seguinte o Captain Beyond cometeu o seu primeiro grande erro, lançando o segundo álbum que pendia mais para o rock progressivo que estava em alta na ocasião, mas que deixou muito a desejar. As vendas despencaram, os fans sumiram e a banda permaneceu na geladeira até 1977 quando lançaram o terceiro e tão ruim quanto o segundo, Dawn Explosion, sem a voz de Rod Evans que naquela época já desistira de ser músico profissional, arriscando em 1980 um retorno do Deep Purple onde dentre os músicos somente ele havia passado pela banda
.A fraude lhe rendeu um mico monstruso e alguns processos movidos por cada integrante do Purple e pela Thames Talent que administra até hoje os bens da banda. Depois disso, Evans nunca mais foi encontrado, sabendo-se apenas que ele vive em Los Angeles e que se recusa terminantemente a dar entrevistas.Após o segundo fiasco, a banda acabou retornando em 1998 para alguns festivais na Europa, mais uma vez sem Rod Evans. Perguntado sobre o futuro da banda, o guitarrista Rhino declarou: “Fico impressionado que depois de quase 30 anos, um disco maravilhoso e duas porcarias, que ainda existam fans do Captain Beyond espalhados por todo o mundo. Eu acho impossível que nos dias de hoje possamos recriar algo tão perfeito como o nosso primeiro disco, e o que eu posso dizer para essa gente nova é que não deixem de conhecê-lo, pois se trata de um momento maravilhoso não só em minha carreira mas na história do Rock
Onde adquirir discos :Galeria do Rock SP(Rua 24 de maio),sites de dowload rapdshare,all music
Curiosidades:http://www.deep-purple.net/tree/captain-beyond.htm

letras:http://www.lyricsdownload.com/captain-beyond-lyrics.html

Mais sobre a banda será em breve disponibilizado pelo nosso blog

Foto (direita para esquerda): Larry Reinhardt, Lee Dorman, Reese Wynans, Rod Evans, Marty Rodriguez, Guille Garcia.]

———
Fabio r.vieira 2008