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Na lenda coreana
escorrem  as lágrimas-
sobre azaleias

 

Este haikai é inspirado no poema coreano “Azaleias”(1925) escrito por Kim So-wol.

O poema tem como base a lenda em que um camponês tem sua amada transformada em azaleia, flor tipica da Coréia do Norte. Azaleia significa:”flor que nasce na terra seca”

 

Azaleas

When you turn away from seeing me
and go,
gently, without a word, I shall send you away.

From Mount Yak in Yongbyon,
azaleas
I shall gather an armful and scatter them on your way.

Step after step away
on those flowers placed
before you, press deep, step lightly, and go

When you turn away from seeing me
and go,
thought I die, no, not a single tear shall fall.

 

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Após ler as obras completas de Fernando Pessoa sobre o Heteronímo de Álvaro de Campos, o técnico naval português educado na Escócia pus me a intreter entre algumas idéias apresenta em suas poesias e um questionamentos cotidianos e saíram esses três poemas em sua homenagem:

L-FOTOCÓPIAS

Outro assinou pelos livros
Que de meus monólogos haveriam de saltar
No chão já não provém mais abrigo
Árvores que mi’as mãos deveriam cultivar

E pelo que não criamos
E pelo que não zelamos

Somos relés fotocópias
Duma imperfeição imperativa
A esmaecer no calço das repartições

Na indisposição funcional do atendente
Um desapreço pela graça do sustento
Em sua pele o cancro sobressalente
No abandono,toma posse do sujeito

E pelo que não agradecemos
E pelo que não remediamos

Somos moldes em barro
Trincados em vestes grosseiras
Exclusos de qualquer admiração

Por parte do ceramista
Por parte da clientela

Em parte pelo que não notamos
Em conjunto pelo que não queremos

Em todo pelo que não fazemos
Em tudo pelo que não desculpamos
*****************************************
LI-CRÔNICA DOS CELÍCOLAS

No entreveio lá se vai a lógica
A sequência, a gramática
Deus vindo pelas máquinas!
Articulando crônicas mundanas

Desda gênese ele não dencansa
Datilografando,adestrando!
Desde o Levítico arrebanhando!
Mas,só o pasto a glutonoria não abranda

É por isso que a ovelha saliva sobre a cerca vizinha
É porque os celícolas são pessimas companias
A ponto de chatear até a perfeição infinita

Ao ponto dele(a) procurar por salvação
No inveterado de sua personificação
A quem concedeu o livre-arbitrío
De sua intríseca tendência apocalíptica
******************************************************

LII- Excertos Esotéricos

Eu acredito…..
Em duendes
E na máquina a vapor
Que derrete o pote d’ouro
E financia a capitania bélica

Eu acredito…..
Na boa imagem do diplomado
Em seu prosaico caráter
De humanitarismo
A lá câmara de gás

Eu acredito…..
Em emagrecer sem esforço
Pelo intervalo comercial
Que tira da dieta
O cofrinho do capitalista

Sim eu acredito….
No elixir da vida eterna
E na lucidez do alquimista
Mesmo que digam que as Valquírias
Trepanaram-lhe á dentadas o encéfalo

Sim eu acredito…
No Marxismo
Na autoregulação do operariado
Mesmo que para alguns no decorrer da comuna
O prato ainda continue mais fundo

Sim eu acredito…
Na sanidade da acompanhante
Que realça no ponto
Tudo que pode fazer com a boca
E com a ginga do resto todo

Nos afinais… eu acredito…
Na qualidade dos artigos de camelô
E em sua boa vontade
De me poupar do erro de pagar os impostos

Nos afinais… eu acredito….
Em tudo que é genérico
Em tudo que é excerto esotérico

Que se fosse compilar não terminaria
A tempo de pegar o juízo final
O que sobressai agora é que

Nos afinais …eu acredito…
Até naquele que escreveu
Que a culpa não é minha
Pela sujeira que se acumula em casa

————-

Fábio R.Vieira 2008

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sobre mim:

Nietzche em seu ensaio:“Moral Como Antinatureza” escreveu : A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma.” ************************************ você pode acessar meus textos também através dos sites: Recanto das Letras Fabio R Poesia e Companhia

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